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A mostrar mensagens de Setembro, 2011

O coração...

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Volto a escrever de amor porque certamente é este sentimento que me move e que solta para estes textos tudo o que sinto, tudo aquilo com que vou construindo o meu mundo, o nosso mundo. Olho com olhos de olhar e vivo certamente na esperança que um dia tudo isto seja diferente, que do silêncio soo as palavras e que dos olhares se dê o beijo há tanto tempo reprimido pelo receio de falhar. Sei que tudo o que acredito tem a sua verdade, que posso sonhar mas que da mesma forma vejo a realidade de uma vida que nem sempre prima por ser justa para quem se entrega ao mais verdadeiro e não cria personagem nem encara romances como estes sendo descartáveis e instáveis ou longo do tempo. Vejo a diferença em ti, melhor dizendo, acabo por ver tudo diferente na pessoa que tem o poder de me rasgar sorrisos e me prender o olhar, no meio da multidão, no meio de tantas outras pessoas e de tantas outras oportunidades. Não me consigo enganar, nem consigo te enganar, não sei o que se pode chamar a esta estra…

Fuga...

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Por entre as cortinas de um sentimento indiscreto estavas tu, por entre a multidão destacava-se aquilo que de mais verdadeiro existia e o olhar, apenas e somente o olhar prendia as almas uma na outra, prendia os corações um no outro. Batalhamos constantemente por aquilo que mais acreditamos, uns vivem de amor e outros da ausência do mesmo, daquela forma estranha de vida ou até mesmo tão igual à maneira como eu acabo por viver cada dia. Os impulsos aparecem em simples momentos em que o coração grita mais alto e que nós não conseguimos controlar tudo aquilo que ali se passa, tudo o que um dia passou a ser uma realidade na nossa vida por mais que tentamos a esquecer ou até mesmo mudar o rumo dos caminhos que vamos cruzado e embatendo de frente por obra do acaso ou até mesmo do destino que muitos falam mas que ninguém o consegue desvendar. O amor e sempre o amor, aquele que nos arrasta por entre tudo e todos, por entre caminhos conhecidos e até mesmo num desconhecido tal, que perdemos a n…

Sinal...

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Um dia aprendi a sonhar e desde esse dia por mais que as forças me faltassem acabava por nunca desistir daquilo que realmente me fazia feliz. Vejo o sonho como um projecto de vida e encaro o amor como um sentimento diferente de pessoa para pessoa de coração para coração. Tudo muda, as pessoas, os locais, os tempos mas os sonhos permanecem sempre lá, mais acesos ou até mais apagados mas se um dia tive o dom de conseguir sonhar jamais irei baixar os braços daquele amor que me enche o coração de alegria e me rasga um sorrisos sempre que sei que o vou sentir, que o vou poder ver.... Muitos dizem que o amor não tem forma mas eu acredito que a forma do amor és tu, aquele sonho sonhado, aquela realidade vivida...

Instantes de lucidez...

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Passava por entre os corredores daquela casa sozinha, despido de mim e de roupas que não me tapavam a pele o sorriso permanecia, aquele mesmo sorriso que outrora se tinha perdido. O amor estava distante de mim, estava submerso naquela neblina que ali permaneceu, agarrada a mim, agarrada aquela casa tão diferente de tudo o que um dia ela foi, o que um dia eu fui. Tocava nos retratos que faziam parta da história que um dia ali surgiu e que acabou por padecer no momento em que o amor se fez esquecer e as cortinas da casa se fecharam para os raios de sol que ainda transpareciam por entre elas. No meu olhar permaneceu o teu e nas roupas ficou o cheiro do perfume que juntos compramos naquela viajem que pareceu mais um sonho, que hoje recordo mas que não consigo dissociar de uma irrealidade que hoje vivo. Falavas de um amor de uma vida e eu da paixão dos corpos despidos e das promessas repetidamente feitas na beira daquele riu que sorrateiramente passava em frente à porta desta nossa casa. F…

Hoje perdeu-se...

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Hoje não quero escrever porque simplesmente o sonho ficou arrancado e suspenso noutro lugar sem ser em mim. Não me revejo nas palavras, não me revejo mais num olhar que antes parecia bem real mas que agora desvanece por entre as pessoas que parecem ser bem mais fortes do que aquele amor que parecia derrubar tudo. Não acredito em nada, amanhã poderá até ser o inverso, mas agora apenas não quero ver para não sentir e não quero sentir para não voltar a magoar aquilo que de mais vivo tenho em mim. Não se fala, não se escreve, não se vê e apenas não se tenta recordar para deste modo não viver o que por enquanto não quero, o que ainda não tomei coragem de desistir. Não me falem em amor porque certamente hoje vi que ele não existe... Tudo muda, acaba por alterar-se de uma maneira que nem sabemos explicar, às vezes ganha-se outras apenas perde-se...

Porque não poderia ser de outra forma...

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Somos o mesmo sonho, pensamos em viver felizes e acima disso nunca largamos o que o coração nos dita, falas de amor e também o sentes e eu apenas escrevo aquilo que não te consigo dizer. O teu coração chama-se sentimento e o meu arrasta-me em direcção ao teu porque nunca conheceu nada mais verdadeiro na vida. Nos teus olhos vejo os meus sonhos e tu nos meus vês a verdade que não consigo esconder. As minhas mãos procuram as tuas mas no meio da multidão acabo por me perder de ti, por deixar de te ver no meio das pessoas, afastada daquela realidade e daquele mundo que construímos sempre que acabamos por nos cruzar, sempre que o coração me bate de uma forma descompassada que nem eu próprio consigo compreender. Hoje sei apenas o que é o amor porque existes tu e se isto não é sentir e dar tudo de mim então não sei o que é amar, não sei o que é viver, não sei o que é sonhar contigo sempre que a saudade aperta e a vontade de te beijar se torna maior... Há sentimentos que não se percebem, há mo…

Ela...

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Continuas nos meus sonhos, tão presente. Sinto o teu perfume e a leveza do teu cabelo a passar-me pelo rosto em gestos cúmplices e olhares que nunca conseguem enganar. Sinto-te tão presente mas tão ausente, sinto-te em mim mas nem sei bem se te conheço como sempre pensei, procuro as tuas mãos naquela noite escura, porque certamente estarei nela à tua espera porque nunca consegui fugir de ti, o coração continua aqui, agarrado a isto que nem sei se posso chamar de destino ou então de amor, um amor diferente, irreal na realidade daquilo que ele consegue lutar. Somos apenas os dois, sozinhos naquele tempo que parece não passar, as músicas enchem o imaginário e pensar num toque dado num amanhã é o suficiente para aquecer um coração e rasgar um sorriso no rosto que enche os olhos de um brilho tão esperado por quem nunca se esqueceu de viver pelo coração e não por o que a razão lhe dá como certo. Continuas em mim e certamente chegaste para ficar mesmo que te tente arrancar deste coração dest…

Porque o amor nem sempre se compreende...

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Esquecer para não pensar e sentir mais, partir fechar a porta e pensar que afinal a vida é bem mais complicada do que aquilo que pensamos e que no amor vale de tudo, lutar, viver, partir e até mesmo tentar esquece-lo por entre novas formas de vida ou até mesmo fechando os olhos sempre que eles me arrastam para os teus. Há enganos que parecem ser os melhores caminhos, há instantes em que a força parece maior, mas é nestes ápices, é nestes momentos que paramos e vemos que afinal mais uma vez escolhemos mal o caminho, fizemos a escolha errada e com isso fugimos e afastamo-nos daquilo que verdadeiramente nos faz feliz e rasga um sorriso no rosto mas também no coração. Não sei o que isto será e muito menos saberei se tudo isto ainda é um batalha travada ou apenas esquecida como tudo aquilo que acaba por ficar no passado desvanecendo por entre o passar dos dias que fazem com que a memória se vá perdendo e o sentimento se vá remodelando a um sonhar diferente de todos os outros que antes quer…

Porque a vontade é maior que a razão...

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Sussurraste-me ao ouvido naquela noite, disseste tudo o que uma eternidade esperei, sorriste e eu acompanhei com o olhar tudo aquilo que era diferente do resto, tudo o que na sua essência tinha a verdade de um amor que nem sei explicar. Os meus passos caminhavam junto aos teus e juntos partimos em direcção a um sítio só nosso em que ambos poderíamos ser apenas nós naquele mar de multidão, naquele instante tão mágico. Pediste-me um tempo e eu dei-te o mundo, esperando constantemente pelo passar das horas, dos dias e dos meses em que a vontade de te tocar era enorme, em que o desejo de te beijar invadia-me sempre que te via, sempre que aparecias espelhada em fracções de segundo, em cheiros, em sabores que me faziam recordar de ti, de tudo aquilo que um dia representaste na minha vida. Há momentos na vida em que apenas o tempo espelha o sentimento de uma alma, em que a distância fortalece os laços que nos unem, em que finalmente conseguimos sentir aquilo que a razão pedia para fugir mas …

Nem tudo é dito...

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No silêncio daquela noite batem dois corações que se amam com uma intensidade que acaba por transparecer no olhar, naquele mesmo olhar em que ambos fazem promessas de um amor despido de barreiras, entregue apenas ao sentimento que nutrem um pelo outro. Esquecem o mundo e criam o mundo deles, esquecem as pessoas e vivem assim mais uma história que acreditam ter um final feliz, o amor não aparece em gestos mas sim na cumplicidade que ambos já têm sempre que se sentem mesmo sem se tocarem, sempre que sentem mesmo sem expressarem a vontade e o desejo de uma noite de paixão. Há imensas coisas que nunca se saberão explicar, há pessoas que jamais se consegue descrever, apenas vive-las, apenas senti-las com a intensidade de um beijo apaixonado ou até mesmo de um abraço apertado onde o sonho parece tão real, tão próximo das nossas mãos. Os passos começam a ser bem menos doloroso porque o homem agarra a mão da mulher, dando a força que ela necessita, dando o que de melhor tem, por seu lado a mu…

A diferença não se faz nas palavras mas sim nos sentimentos...

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Foi a poesia de um esquecimentos marcado pelo tempo, não foi fugir e muito menos virar costas a um amor, foi apenas a única e possível maneira do coração sobreviver por mais que as feridas fossem grandes. O caminho continuou mas a recordação permanece constantemente na memória que não consegue fazer escolhas e num coração que apenas pedia um pouco de espaço para se curar a si próprio, sem pressas, com a vontade de voltar a reaprender o que é um amor tão sonhado. Tudo tem sempre o seu tempo, o destino não volta atrás mas apenas pode dar uma segunda oportunidade a uma história que se perdeu à primeira tempestade, as primeiras chuvas de um dia nublado e de uma noite perdida no meio do nada. Resta sempre o sonho, aquele que nos move, aquele que nos agarra a um capítulo da nossa vida que representa um final que nós queríamos que fosse feliz. Agarra-me assim nas minhas mãos e olha-me nos olhos como antes olhavas, sabes que assim nunca minto e acima disso jamais consigo esconder este turbilh…

Resta a dúvida...

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O sentir passa por entre as cortinas deste meu corpo que ainda nunca se esqueceu do que era o amor, as horas passaram mas aqui continuo sentado nesta cadeira que me aquece o corpo, aquele corpo que aqui ficou repleto da luz dos raios de sol que ainda conseguiam penetrar no mesmo. Recordo o que um dia pensei ser o amor, o que um dia usei como filosofia de vida mas que no final não existe mas sim apenas resiste nos sonhos que ainda me vão dando a possibilidade de sonhar. Atravessamos por entre vários períodos e sei que certamente estes não são os mais fáceis porque nem eu acredito mais num destino que antes acreditava promissor. Apenas entrego-me a maré de um desentendimento e a neblina de uma manhã desprovido do sentimento que procurava nela. Fecho os olhos e isso ainda me faz sorrir, penso no dia seguinte e surpreendentemente ainda vou tendo forças para caminhar por entre os caminhos de um indecisão que parece persistir, ir ou não ir? Ficar ou arriscar num desconhecido que antes não s…

Porque esquecer nunca se esquece e porque amar é bem mais verdadeiro...

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Falarmos de amor é inevitavelmente falarmos de nós, da nossa vida, dos caminhos e de um coração que assume várias cores, vários amores, várias formas de vida. Espelhamos o amor à nossa forma, olhamos com frustração sempre que perdemos mais uma história que tanto queríamos escrever e soltamos palavras alegres sempre que estamos imersos num amor que vivemos a cada dia, a cada hora e que parece sair pelos poros de uma pele em momentos de uma felicidade estridente. O amor, apenas e somente o amor, aquele que uns defendem não existir e que outros fazem dele a única forma de vida que conhecem. Sou um desses, um sonhador por natureza que acredita e vive do amor mesmo que este se torne um percurso longo e atribulado, defendo que as verdades dependem de nós próprios e não do que os outros dizem, do que eles julgam saber. Cada um de nós percorre os caminhos de um sonho, uns correm e outros apenas caminham passo a passo com a certeza que desta forma irão ver os buracos que nele se encontra. Pref…

Descomeço...

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Vagueio por entre os caminhos deste meu sentir, fecho os olhos porque não quero ver nada, apenas despir-me de mim, desta minha forma de encarar e acreditar em sonhos irreais e pessoas imaginadas. Quero ser mais eu, olhar para o futuro com um passo de cada vez, como um capitulo e não, logo, como toda a história de uma vida que hoje nem faz assim tanto sentido. Sonhei e esse sonho quase me custou a vida, amei e isso despedaçou tudo o que um dia cuidei como se de algo precioso se tratasse. Apenas olho assim o olhar de algo que agora se torna estranho, não quero sentir mas também não consigo viver sem este dom que um dia me deram de presente, esta forma diferente de agarrar a vida e me guiar por estas estradas de um amor infindável mas ao mesmo tempo tão apetecível. Caminho agora por entre a escuridão de uma noite duvidosa e ou até mesmo pela claridade ofuscante de um dia que me cega a realidade que se encontra perante este corpo desnudo de barreiras e entregue aquilo que se agarra a ele,…

Há dias assim...

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Quantas vezes nos sentimos incompletos? Quantas vezes pedimos um pouco mais de amor ou até de algo que nós próprios nem sabemos o que é? Sentimos um vazio, algo que nada consola, apenas a música que nos leva às recordações de um tempo que já foi vivido mas que acabou por permanecer ancorado a este nosso coração. Hoje apenas é um dia desses, hoje o amor ficou um pouco esquecido porque na realidade nem quis pensar muito nele, vivi, mas aprisionei por umas horas o coração e entreguei-me ao pensar e ao construir de novo os caminhos que pareciam esquecidos há algum tempo. Queria apenas dormir, deitar e fechar os olhos porque nem sempre os dias são de glória nem as noites de alegria, aqui no meu sentir apenas me resta a vontade incondicional de querer que tudo isto crie outra cor que hoje aparece pintada de tons cinza, apenas pedia um pouco mas daquilo que sempre sonhei e daquilo que certamente nunca me esqueci de lutar. Se sentir magoa, se sentir fere então deixem-se sofrer mas desta forma…

O crescer do amor...

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Por entre as ruas de uma cidade diferente seguia ela, pegando no coração que batia descompassadamente, ele caminhava em passos apresados com uma flor não mão, aquela mesma flor que sabia que era a preferida dela. Ambos sabiam que seria um dia diferente de todos os outros, ambos sabiam que agora era real, que as mascaras caíram e que apenas os corações estavam ali, dispostos a serem felizes, a escreverem algo muito mais sonhado. Encontraram-se no seu local, naquele em que tardes a fio passearam e acobardaram os seus próprios sentimentos. Não aguentavam mais, não queriam reprimir algo que afinal era um dom que a vida lhes deu, uma forma especial de encarar e viver a vida. Juntos sabiam que os passos e os caminhos tornavam-se mais fáceis, que as distâncias encurtavam-se e que a cima de tudo que os sonhos estavam muito mais presentes capazes de serem agarrados e vividos pelos dois. Chegou a hora e os corações já não aguentavam tanta pressão, correram um em direcção ao outro sem saber como…

Simples palavras...

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Arrasto-me em direcção à recordação de um amor que jamais esqueci, caminho por entre os caminhos que antes eram repletos das flores da nossa paixão. Foi o medo de falhar que me fez correr noutro caminho, foi o receio de perder de novo o coração que me aprisionou a este tempo perdido no meio das horas que conto para te voltar a ver, para te voltar a sentir. Hoje apenas suspiro a vontade que tenho de ser feliz, não olho ao passado mas sim dedico-me a um futuro que começo lentamente a construir, o amor fará parte dele porque jamais conseguirei viver sem aquele sentimento que dá todo o rumo a uma vida que chamo de minha. Desfolho o livro da minha vida, passo pelos capítulos de toda uma vivência que só encontra razão de ser quando entras no meu mundo, quando apenas tu fazes o sentido que antes parecia esquecido por uma falta de amor ou até mesmo por uma ausência do mesmo. Há recordações que permanecem, sonhos que continuam e pessoas que nunca se esquecem... As coisas vulgares que há na vida…

O erguer de um amor...

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Caminhava pela rua descalça, molhava os pés naquela noite fria e chuvosa de um inverno perdido no meio do tempo, estava desnuda de roupa e os sentimentos haviam se perdido por entre as ruelas daquela cidade que não era a sua. Entregou-se aos sonhos e roubaram os mesmos dela, entregou-se ao amor mas arrancaram-no de uma maneira brusca e sem piedade daquela mulher que ainda vivia com a ilusão de uma criança, daquela que um dia largou tudo e correu em direcção a um desconhecido que para ela fazia todo o sentido, fazia parte do seu próprio final feliz. Lutou até a ultimo suspiro que o coração conseguiu dar, as feridas eram demasiadas e os sonhos pareciam não ter mais sentido. O que a levou aquele beco sem saída? O que fez ela de errado para caminhar por uma estrada cheia de buracos de que por um areal cheio de vida? Todas as questões atormentavam aquele pequeno mundo dela, todas as perguntas não encontravam resposta e ela entregou o seu corpo ao esquecimento, tal como entregou todas as me…

O amor vivido por quem nunca o esqueceu...

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Olhava por entre aquele baloiço que me elevava o corpo em direcção ao céu, não pedia mais apenas a companhia daquele amor que se perdeu por entre as finas folhas de um Outono tão pobre de sentir, tão irreal de amor. Os sorrisos ficaram fechados, as angústias apoderaram-se deste meu corpo e eu entreguei-me ao esquecimento como refugio para o meu coração, como remédio para estas escaras que se apoderaram de mim, deste coração que se esquece o que é o amor. O olhar permaneceu ancorado a este meu sentir, aquele olhar terno de quando nos amávamos pelos campos e em que fazíamos promessas de sermos o príncipe e a princesa da nossa própria história. Nunca pedimos de mais porque sabíamos que iríamos viver cada dia, viver cada noite como se o mundo acabasse no dia seguinte, sorriamos, enroscávamo-nos um no outro sobre aquele manto de neblina e fundíamos os corpos em momentos de uma paixão ardente de um desejo que nunca conseguimos controlar por mais que os dias se tornassem cansativos. Esperáva…

A irrealidade de um real amor…

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Esperava por ela nas horas perdidas de uma noite fria junto ao rio, esperava o calor daquele corpo e a paixão de um abraço e de um beijo repleto de uma magia que ambos os dois sabiam ter. Sentado nas tábuas frias e húmidas, ele relembrava todo um passado, toda uma história em que ambos despiram os seus corações e viveram mais um conto em que o amor era o pano de fundo para todo um futuro risonho, em que apenas os olhares falavam bem mais do que as palavras e promessas que ambos faziam junto a um lugar que os viu conhecer. Ela veio de passos leves como sempre o fez, ele olhou para trás e por momentos parecia que estavam a viver de novo um começo, o coração parou e a vontade de correr um em direcção ao outro era tão forte que eles largaram tudo para trás e agarraram-se com a saudade de um tempo em que um se privaram um do outro, em que a distância se colocou entre aqueles dois corações que apenas queriam ser felizes. Beijaram-se, amaram-se por entre as lágrimas de uma felicidade tão rea…

Porque o sentir vai muito para além das palavras...

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A cortina fecha e apenas ficamos nós desnudos de personagens e entregues a um guião ditado pelo coração, por aquele sentimento constrangedor que nos expõe ao mundo, desprovidos de armas e barreiras, entregas ao sonho de uma história real. Tu olhas e eu apenas me perco no teu olhar, as palavras falham mas os gestos apoderam-se daquele palco, o palco de uma vida em que apenas resta o amor e só aquele amor é capaz de nos alimentar, capaz de fazer de nós mais uma utopia alcançável, um real inabalável. As mãos começam a percorrer os traços de um rosto que os olhos sabem de cor, a pele macia escorrega-me por entre os dedos e os teus lábios apenas se fecham a um desconhecido que agora eu começo a desvendar. O som dos aplausos é substituído pelo simples toque e pelo bater do coração, as falas convertem-se em amor e as frases previamente decoradas perdem-se no tempo, no tempo em que nos amamos, naquele chão, naquelas tábuas de madeira que tão bem nos conhecem, que seguraram os nossos pés e os …

Momento...

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Tento entender este meu amor, esta minha forma de viver e encarar a vida através do coração, do que ele me dá sempre que os dias são claros e as almas despem-se para uma história que por momentos parece durar para toda a eternidade. Rasgo a capa de um sonhador e apenas me entrego às lembranças de um viver tão real, de um sentir que vai muito para além das palavras que percorrem estes meus textos que são o espelho daquilo que um dia idealizei como amor, algo sofrido, algo doloroso mas que no fim de contas é aquele sentimento que nos permite sermos felizes, em cada gesto, em cada altura, em cada pequena coisa que se torna uma razão de viver. São a poesia de uma vida, são os olhares de uma criança que pede a atenção de um personagem encantado, de um herói que lhe pegue na mão e arraste para um mundo de fantasia em que a maldade é esquecida à porta e o amor é o pano principal para cada capítulo, para cada percurso percorrido. Felizmente aprendi a sonhar, a sentir e disso orgulho-me, certa…

A minha forma de sentir...

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Procuro aquilo que um dia chamei de amor, procuro entre as sombras de pessoas que não se assemelham a ti em sentimentos, que não fazem parte da história da história da gente, daquela mesma em que se fala de um amor verdadeiro, inquebrável e duradouro com o passar do tempo e com as tempestades de sonhos caídos por terra. Ainda continuo na procura desse meu amor, porque no fim de contas nunca me esqueci de senti-lo, nunca perdi-o por entre as ruas manchadas de lágrimas de um sofrer passageiro, de um sofrer doloroso em que o coração se resguardou da recordação e se entregou ao esquecimento como remédio para as escaras que lhe preenchiam o corpo. Os sonhos continuam sonhados, os amores rasgados e esta minha ânsia de ser feliz mais forte que nunca. Acredito em princesas e príncipes, em contos de fadas e em amores que passam a barreira do real, do vivido, do sentido nesta terra em que apenas somos corpo, apenas somos a carne fraca de um desejo passageiro e prisioneiros de um medo de falhar …