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A mostrar mensagens de Dezembro, 2015

"2015"

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Foi mais um ano. Tantas partidas e tantas chegadas, palavras caladas e gritos de paixão. Foram memórias que guardo, histórias que se enlaçaram, lágrimas que se soltaram, Foram mãos cheias de sonhos... por viver.  Foi, assim, mais um ano. Um tempo em que o tempo pareceu tão pouco, Em que fui louco, em que fiquei, em que amei, em que jurei. Jurei amar por entre as palavras, os poemas que escrevi, o livro que te ofereci. Foram despedidas que mais pareciam golpes de morte, foram as saudades que ficavam, As promessas de tudo mudar. Foi o mar... aquele em que nos amamos no Verão. Foi um ano de descobertas, de portas abertas, de risos descontrolados. Foram amizades, paisagens que jamais esquecerei, a verdade que te dei, Em cada abraço apertado que juntou os nossos corpos: em desejo. Foi mais um ano, um ano de luta, um ano em que o medo foi vencido, Em que nada foi proibido, a não ser a infelicidade (que largamos no passado). Foi tudo encerrado, o temor de perder, a ânsia de ter, a fome de saber. Foi um an…

"Perdoa-me..."

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Talvez não me procures mais... depois de todas as palavras que deixei por dizer,
Depois de te ter deixado saíres pela porta desta casa, sem te mostrar o quanto te amo.
Talvez já seja tarde - mesmo que eu me tente enganar que tu irás voltar para os meus braços,
Sorrir para mim... naquele gesto simples que me fazia sentir tão completo.
Vi-te ir, e nem estas palavras conseguem-me livrar da saudade que sinto, 
Da vergonha que se apodera do meu corpo, que se entranha na minha pele, 
Que me revolta o peito - nesta ansiedade de ver no amor a minha última salvação.
Confesso-te agora que fui fraco. Que fui tão fraco!
Na hora em que te podia dar tudo o que sentia, na hora em que estavas perto de mim,
No meu abraço, no meu espaço, na minha tão inteira vida.
Talvez já nem me ouças, já nem passes por este lugar para leres tudo o que sinto,
E eu minto... minto que serei teu mais uma vez.
Talvez... e vivo eu neste talvez que me roubou o que eras em mim,
Que ditou o fim, a despedida de um amor em que eu fui metad…

"Este Natal... quero-te!"

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Este Natal... quero-te! Quero o teu cheiro nas minhas roupas,  Quero o teu sorriso numa mesa repleta de gente, Em qualquer momento. Em qualquer sonho que sonho: a teu lado. Este Natal, apenas, quero o teu abraço apertado, Aquele beijo que nos marca, aquela saudade que não se apaga, Quero-te bem nas minhas mãos. Este Natal... espero-te em mim,  Neste peito que grita o teu nome, nesta magia que fala de nós, Neste calor que nos aquece - enquanto o frio se sente lá fora, Numa demora que nos faz perder em desejos, Em beijos que nos roubam o ar, que nos fazem viver. Neste Natal... eu quero te ter, Numa eternidade de segundos que seja maior do que esta vida, Que acabe com qualquer partida, que nos faça bater o coração. Neste Natal... só te peço no meu peito, Enquanto as músicas ecoam pela casa, Enquanto as luzes iluminam o rosto de quem se entrega aos sentimentos, Partilhando momentos, Aqueles que me fazem sentir completo... contigo. 

"Não sou o mesmo sem ti!"

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Entra...
A porta está aberta à espera que regresses.
Aqui, espera-te um abraço apertado,
Encerrado nesta saudade que sinto, 
De sentir-te entre os meus braços,
De beijar os teu lábios rosados: pelo frio.
Não demores...
Eu estou cansado da distância,
Das pontes que nos separam, dos rios que nos empurram.
(E eu só quero amar-te,
e eu... só quero ter-te.)
Engano-me ao sorrir por aí,
Pelas ruas que te pintam nas paredes,
Nas palavras escritas em que falam de amor,
Em que tanto falam de nós... quando não estamos sós.
Entra...
A cama está desfeita desde a última vez em que te deitaste nela,
Em que contamos as estrelas, 
Entre os nossos corpos enlaçados e promessas de um amor eterno.
As partidas custam-me sempre...
Sempre me custou ver-te ir, ou eu ter de deixar-te seguir.
Não sou o mesmo sem ti!
E sei que tu sentes esta mesma falta.
E os dois esperamos...
Para que o tempo mude, para que os segundos passem,
E depois vem aquele abraço,
Em que tudo vive no nosso olhar,
Em que tudo se exprime no nosso sorriso.
Em que perd…

"Eu quero é ser o último!"

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Não preciso que me prometas que vais ficar, Que me vais dar tudo o que não tenho, Que vais ser aquilo que eu sempre sonhei. Não preciso que me jures a perfeição, A verdade de tudo o que dizes,  A vontade de tudo o que mostras. Não preciso que me digas que fui eu o primeiro, Que fui quem sempre esperaste, Que sou quem sempre quiseste... ter. Não preciso que me convenças com grandes conversas, Com palavras treinadas, Com poemas sussurrados ao meu ouvido. Não preciso que me digas que não irás partir, Que é ao meu lado que sempre vais existir, Que eu serei muito mais do que um simples... amor. Não preciso que fiques por favor, Sendo muito mais do que aquilo que és, Não mostrando o que tens (para me dar). O que eu quero não é isso... Eu quero é ser o último! Eu quero é que me proves esse sentimento, E não preciso de muito tempo, Apenas de umas horas em que te entregues ao prazer, Em que eu te possa amar. Em que tu me saibas cuidar. O que eu preciso é, apenas... de ti. Sem passados. Sem sentimentos de culpa. Sem ar…

"Hoje quero devorar-te!"

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Hoje não quero apenas amar-te... quero ter-te.
Dar-te beijos, morder-te a pele, rasgar-te a roupa.
Quero viver-te, lamber-te o corpo, quero ser um louco,
Quero enlouquecer no prazer - que é ver-te gemer de desejo.
Hoje quero chegar a casa, ver-te a olhares para mim,
Enquanto eu beijo-te o pescoço, enquanto eu te toco o corpo,
Enquanto tu pedes que te mate a vontade.
Hoje quero arder de prazer, viver na paixão, 
Na cama, no chão.
(ou em qualquer outro sitio em que possamos... ter-nos).
Então seremos só tesão, aquela que nos faz selvagens, 
Que me marca as costas com os teus dedos,
Que revolta o teu cabelo -  enquanto eu te junto contra mim.
Hoje quero devorar-te, usar-te em proveito daquilo que me mata a vontade. 
Quero que me uses. Que abuses. Quero ser o teu homem.
Hoje... não quero somente fazer amor...
Hoje eu quero perder-me, hoje eu quero fazer-te suar,
Gritar. Pedir por mais.
Hoje quero que possamos nos perder...
Numa foda daquelas que nos tira o fôlego. 



"Nós dois"

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Ficamos apenas nós dois... Enquanto a chuva bate na janela deste quarto, Enquanto nos perdemos no olhar: um do outro. Ficamos despidos. Rendidos à paixão que nos devora os corpos, Aos beijos que nos marcam a pele (em silêncio). Ficam pedaços de prazer deitados nos lençóis, Nos segredos que confessamos... Sem termos medo do desconhecido. Mordemos o proibido,  E somos livres... como da primeira vez. As horas passam enquanto eu sou teu, Enquanto tu te dás a mim, Sem que o fim nos faça tremer, Sem que a saudade seja maior ( do que nós). Ficamos a sós, Entre as quatro paredes que nos conhecem, Que nos abrigam, Que nos enlaçam. Aqui tudo passa. Os minutos. Os segundo. Mas o nosso amor, não! Mas o nosso desejo... é sempre tanto.

"Espero que voltes."

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Ouço a música que fala de nós...
Hoje sou eu e este copo de vinho.
A saudade que me abraça. A noite fria.
São as séries que passam numa televisão (calada),
Num quarto escuro - iluminado pela vela com cheiro a jasmim.
Ouço o meu coração por instantes,
Por pequenos fragmentos. Segundos dispersos.
Vontades que me fazem pedir por ti,
Que me levam a cada momento apenas... nosso.
Hoje só estou aqui eu,
Eu e cada pedaço de uma falta maior,
Maior que estas folhas em que escrevo o teu nome,
Em que desenho o teu corpo - só para te sentir mais perto.
Olho pela janela a ver se chegas,
As luzes de Natal parecem-me reconfortar,
E o vendedor de castanhas ali está (tão sozinho quanto eu).
Tudo é tão maior quando estás aqui,
Quando a lua aparece no horizonte,
E nós abraçados - juntos por debaixo das mantas.
Ainda me tapo com um delas,
É assim que consigo sentir o teu cheiro. Que consigo sentir-te.
E é isso que me faz sorrir,
É isso que me faz levar os lábios até ao copo,
Tomar mais um gole de vinho,
E esperar que voltes.

Não …

"Chegou ao fim..."

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Vens tarde... Eu já parti. Desisti dos sonhos que um dia sonhe contigo, Larguei a saudade que me fazia querer-te: para sempre. Agora chegou ao fim... Não ficarei mais. Não me magoarei mais. Não serei, apenas, um coração calado - que gritava de dor. Vens tarde. Já não preciso das desculpas... onde o que eu precisava era de um abraço, Já não preciso de ti para poder... sorrir. O amor não é um conto de falhas, um tropeçar nos mesmos erros, Um engano que é sempre cometido, Em cada ferida infligida - expressa em lágrimas caídas. Vens tarde. Tarde para cuidares de quem foi teu.  De quem te esperava. De quem por ti lutava. De quem um dia só quis... ser feliz (a teu lado). Agora tudo é passado,  Porque é lá que vivem as memórias, Quem não soube ficar na história, Que agora vivo... sem ti. Acabou!