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A mostrar mensagens de Novembro, 2011

Criar de uma vida

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Sorri a cada palavra dita, brilha, brilha bastante nos sonhos que sonhas e nos poemas que lês. Vive a paixão, vive amor, ama e desiste sempre que vês que não estas a ser feliz. A vida é uma, apenas uma que te faz fortalecer nas quedas e sara-te as feridas de um amor perdido, de um sonho irrealizável. Perdoa e pede perdão, volta atrás sempre que o coração te pede mais uma oportunidade, fecha portas mas abre janelas, respira e mergulha numa história que sintas que seja feliz, que sintas que seja tudo o que sempre projectaste na tua vida. Corre, luta, nunca te esqueças de lutar porque sem a mesma jamais conseguirás chegar ao que queres. Aprende a perder mas nunca te esqueças de ganhar, nem sempre se pode ter o que tanto se deseja, mas quem diz que algo é impossível? Levanta-te a cada dia, não fiques na cama à espera que as horas passem, vive nas horas dos tempos passados e guarda recordações para possuíres, desta forma, uma história e não apenas uma efemeridade. Diz a quem amas, mostra q…

Intemporalidade de amar...

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Sobre a lua daquela noite trocamos as palavras que hoje deito ao vento, o amor estava tão vivo e os olhos brilhavam num cintilar de dois corações que ali se amavam muito para além do mundo, muito para além da realidade de um presente. Era um sonho vivido, uma utopia alcançável em que conseguimos chegar com a luta dos dias frios e das noites quentes em que fomos conhecendo cada traço do que éramos, do que ainda somos. O teu sorriso espelhava-se na água reluzente daquele lago, daquele cantinho em que o nosso amor assumia a forma principal desta nossa história, deste nosso pedaço de nada que se torna o tudo em nós, o tudo que sempre pedimos para nos tornarmos felizes. As palavras ecoavam numa brisa fresca e sempre que existia um silêncio, esse mesmo era quebrado pelo pulsar do coração, pelas gargalhadas de uma brincadeira, de mais uma confissão. As mãos percorriam os nossos corpos, apertávamos um contra o outro, o teu cabelo passava-me pelo rosto e o teu perfume agarrava-se as minhas rou…

Presente na ausência...

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Desconhecia o rosto do teu coração, desconhecia o teu olhar em que me perdia nos momentos em que o coração chamava por ti, pelo nome que continua ancorado neste meu peito rasgado aos ventos de um amor perdido. Caminhava por entre as recordações nebulosas e os cheiros intensos da tua pele, da pele em que o toque se revelava o refúgio para os meus sonhos, para os pensamentos desnudos de uma solidão que em mim não permaneciam quando ainda fazias parte desta minha história. O tempo passou, passou de uma forma desassoreada por este meu corpo restando o vazio das palavras sentidas e o calar do coração que parece lembrar-se do teu nome em simples laivos de uma memória que prima por te esquecer. O coração limpou as escaras que antes o forravam e agora é feliz, os raios de sol penetraram dentre dele fazendo com que as suas janelas abrissem mesmo que a porta ainda continue fechada. Foi o amor, aquele mesmo amor que já há tempo não sentia neste meu pequeno grande mundo, aquele amor que me transp…

Nunca se esquece...

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As palavras perderam o sorriso, o amor perdeu a direcção e hoje é a sombra de um amanhã adormecido, de um futuro desconhecido em que aventuro-me passo a passo em cada dia que a força parece bem maior do que um triste fado que fala de saudade. Os caminhos parecem longos e não há tempo para voltar atrás numa história que ficou presa num tempo, num espectro do que um dia era bem mais do que a irrealidade de um amor sonhado por quem nunca se esqueceu de sentir. A amargura das palavras dá lugar ao silêncio da ausência delas e não dói por mais que pareça estranho, não dói este nada que agora é presente num capítulo que já começa a dissipar-se. Finalmente as músicas já não são as mesmas e as vozes confundem-se neste túnel que já apresenta um fim próximo, mais próximo do que simples passos de criança que não sabe o que é real e o que é ficcionado. No peito transporto aquilo que jamais se perde, por mais que os desabafos sejam o espelho da alma, de uma alma que esquece-te a cada dia que passa …

Amor em forma de letras...

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Aquela luz reluzente reflectia sobre o meu rosto, as canções ecoavam naquela mesma sala e o coração, esse, estava curado das feridas de uma vida, de um passado em que de mim restavam as migalhas que agora já se encontram juntas, fundidas dentro deste meu peito que voltou a sonhar. Sobrou hoje a réstia de um nada, de simples passos custosos, dolorosos, mas que me levaram a este porto de abrigo, a este mundo que é meu e não de quem nunca soube sentir o que humildemente largava ao vento, largava a um destino que se esqueceu de mim num tempo perdido em que não me conhecia, em que me esqueci o que era amar. O tempo passou, eu sei, e com ele os simples passos, outrora dados, começam a ser gigantes caminhadas que me levam ao que sempre quis, aquilo que nunca me esqueci de lutar sempre que acordava, sempre que escrevia mais um capítulo nesta minha história. Nem tudo foram espinhos, nem tudo foram rosas, aprendi, aprendi muito, vivi mas da mesma forma deixei por viver algo, deixei por fugir de…

Amar, amor, amar-te...

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Suspirou, fechou os olhos e entregou-se de novo ao amor, aquele que permanecia esquecido dentro do seu coração há algum tempo, as horas passavam e aquilo que parecia uma simples brincadeira de crianças transformou-se numa realidade que ele tanto ansiava viver. Foi nos pequenos pormenores, numa forma simples de viver e nos discreto de dois olhares que transmitiam bem mais do que as palavras ali ditas. Foi o renascer, o reinventar de tudo e o sonhar novamente, foi tudo e agora representa um capítulo bem mais feliz do que aquele que ficou na página virada de um mundo que não pára, que não esquece mas que também só prende quem se deixa prender. Soube tão bem o beijo, aquele beijo que há tanto tempo estava estagnado na vontade dela como na dele, completavam-se e por tudo isso deixaram o coração comandar o seu próprio destino, sem impedimentos, sem falsos moralismos de quem quer mas acaba sempre por reprimir esse mesmo desejo. Foi diferente, foi muito diferente porque na verdade já sabiam o…

Por entre palavras...

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Acordei com saudades da tua pele, do sorriso em que transparecia um amor diferente, um amor que ambos nutríamos com os nossos sonhos e com a nossa luta constante na construção de uma vida feliz, de um sentimento sentido tanto por mim que te amava, como por ti que vivias esse amor como projecto de vida. Corremos mundos, vivemos as mais bonitas histórias que até hoje guardo como tesouros do meu ser, como simples fragmentos que fazem do meu coração aquilo que é hoje, amo sem medos, vivo sem prisões e sinto de uma forma verdadeira repulsando tudo o que se torna irreal numa vida que eu quero que seja verdadeira acima de tudo. Nos meus braços contínuas a ter o refúgio das tuas mágoas e no meu corpo encontras as noites de uma paixão em que das palavras sobram os gestos e dos sorrisos os gritos de um prazer que faz parte de nós, que faz parte integrante do que idealizamos para a nossa vida. Vivemos sem pudores, entregues ao amor e isso jamais é condenável, descobri contigo que a felicidade de…

A história que não quero viver...

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Arrastava-se pela imensidão de um silêncio perturbador, esfregava os olhos, naquela mesma sala escura, para deste modo, enxergar a vida que um dia lhe passou ao lado. Perdeu o amor, perdeu a vontade de lutar e entregou-se ao fracasso das suas próprias lutas, do seu respirar restam as escaras que lhe enchem o corpo e o bater do coração já nem se torna sentido, já nem existe mais. Esqueceu-se de si no momento em que deixou de acreditar na força que sempre tivera, agarrou-se a algo, aquele algo que se tornou o nada que ele agora tão bem conhece, que faz parte do que se pode ainda chamar de vida. As lágrimas secaram e não passam de mais uma simples utopia que já nem se lembra de sentir, o arrependimento deu lugar ao perder e o amor que antes era a sua forma de vida é aquilo que o mata, prematura e silenciosamente naquele lugar que nem ele sabe a cor das suas paredes. Viveu dias felizes em que o sol encheu aquela casa de cor, em que os sonhos estavam tão vivos e despertos dentro de si, err…

Realidade do irreal...

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Subestimava a sua forma de amar, não conseguia sentir o seu amor e, desta forma, apenas o olhar dela mostrava o que as suas palavras tentavam negar. Ele sentia amor, mesmo sem o sentir, via por entre as expressões e os gestos dispersos numa imensidão que nem ele sabia onde acabava. Procurava amor, pois viva dele, deixou de ser espectro e entregava-se a uma forma de vida diferente, criada com os seus sonhos e a sua enorme vontade de conseguir chegar ao coração de quem amava verdadeiramente. Caminhou, caminhou bastante, afastou-se do que não o realizava e não se entregava ao vazio das palavras sempre que lhe pronunciavam a palavra amo-te, aquela mesma palavra que caiu na banalidade de quem a prefere dizer do que se preocupar em primeiro a sentir. Nunca desistiu de ser quem é porque sabe que assim se torna a verdade numa relação, o mostrar tudo e não esconder-se na farsa dos poemas bonitos e das prosas enganadoras de uma forma de ser, de um jeito de encarar a vida. Hoje apenas suspira ao…

Tudo...

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Tudo o que queria hoje era apenas te ter junto a mim, aninhada nos meus braços, aconchegada junto ao meu coração. Apenas pedia isso para ser totalmente feliz...

Há verdades que surgiram para nunca ser ditas...

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Procurei o que restava de ti nas horas passadas de um tempo que já me esqueci, tentei agarrar a tua mão mas acabei por a perder e, assim, parti, com o coração magoado e uma vontade de amar que se tornava bem maior do que as simples aragens de uma nova forma de sonhar. Sentia em ti o que faltava na minha felicidade e o teu olhar espelhava um sentimento que nunca foi demonstrado, nunca foi sentido e isso doeu, doeu tanto, sabias? Tentava fazer-te sorrir, pela minha forma de ser, por mostrar a verdade mesmo quando saberia que ela poderia ser um pouco custosa, sempre fui eu e isso colocou-me, assim, vulnerável a uma história que me prendeu mas que nunca me fez realmente feliz. Hoje olho e limpo as lágrimas que entretanto acabaram por secar no meu rosto, vejo que nunca poderia ter esperado por um sonho que era mais uma utopia, aquela mesma utopia que me levava a ser um espectro do minha própria história, do meu próprio sonhar. Esqueci-te e com isso lembrei-me de amar, aquele amar que tão b…

O virar do meu mundo...

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As reflexões, puras reflexões de um dia em que a chuva bate na janela e o frio apodera-se do meu corpo, da minha alma neste momento em que já nem sei mais de mim. Sorrio e esse mesmo sorriso não o perco porque começo a sentir o desvanecer das cicatrizes que o coração outrora possuía, o amor, esse, parece menor no meio da imensidão que um dia foi e o mundo, o mundo já não te encontra no meio dele, já não te coloca no meio da minha história. Foi bom acordar assim, saber que te perdi e essa mesma perda já não doer tanto, já não arrasta comigo pelas ruas e ruelas de um fado triste em que não era eu, já nem consiga sentir para, assim, ir vivendo da forma que mais se coaduna com o meu próprio final feliz. As provas evaporaram-se na neblina destes dias, agora são espectro, um espectro que vejo mas que já nem me chega a tocar, já nem me pode chamar seu. Caminhei, desamarrei-me daquilo que me prendia, do cheiro, da presença, do olhar e daquela ausência de sentimento em que cada um dava algo si…

São prosas de um desistir...

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Acordei com o cheiro da tua presença, com o perfume que um dia tivera ficado esquecido nos fantasmas do meu passado. Abri os olhos e tu não estavas, foi o rever da dor, o voltar a sentir uma falta que eu próprio já nem queria mais sentir. Limpei as lágrimas e abri a janela do quarto na esperança que todas as sombras vagueassem para fora daquela mesma divisão e eu voltasse, deste modo, a descansar um coração que parece desfeito pela recordação que infelizmente permanece tão agarrada em mim. Vesti uma roupa quente e voltei a sair de casa, peguei numa mochila, num caderno e fui para junto do mar, daquele lugar onde me encontro e me perco, onde vivo e deixo toda a frustração rasgada nas simples folhas em que escrevo. Hoje sinto o deslaçarar de um coração, o querer partir mas as forças faltam, os suspiros são sufocantes e o amor parece nem sequer renascer dentro deste meu peito, dentro desta minha história que já nem sabe em que capitulo se encontra. Penso no que perdi, no que afinal vou p…

Os laivos de um outro alguém...

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Fico aqui, hoje fico aqui no meio das mantas e dos cobertores que me aquecem o corpo, sinto a tua falta, sinto a nossa falta, não vejo as horas passarem e isso sufoca-me, sufoca a minha vontade que ainda resta de lutar. A música acompanha-me, apenas ela, o chá que me aquece as mãos e as palavras que aqui deito numa poesia contrastante entre o ter e o não ter, entre o ter amor e o não poder te dar. Sou o espectro de uma pessoa que já fui, o acreditar custa-me tanto, sabias? Foi em ti aquilo que me fazia sorrir, a particularidade de acordar contigo ancorada em mim, entrelaçada nos meus braços, isso dói, dói muito. O caminho parece pesar e sinceramente já nem sei bem se tudo isto vale a pena, se todo este esperar por um passado me mata ainda mais do que saber que te perdi numa eternidade que nem sei se existe, nem sei se faz parte de um mundo onde me perco, onde me esqueço de mim. Não me falem, não me batam à porta porque não irei a abrir, quero vaguear nas recordações, nas fotografias r…

O Desejo na brisa fresca da noite...

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Sentia o grito fulgurante no meio do silêncio das palavras ali empregues, estavas tu e o teu olhar dizia tudo, os teus gestos mostravam o desejo de um amor que há muito tempo parecia esquecido nos nossos corações. Chegaste e sussurraste-me ao ouvido, aquelas palavras que traziam a brisa de um momento em que não existia mais ninguém a não ser apenas nós, despidos de um falso moralismo e entregues nos braços um do outro, naquela noite que acabou com os primeiros raios de sol do dia. Sentia a tua pele salgada, os teus lábios pediam os meus e assim, de forma natural, fomos tirando as roupas por aquele areal, naquela noite em que a lua tocava o mar e as ondas batiam sobre o horizonte levando dos nossos corpos apenas o desejo carnal e as palavras quentes de um Verão que parou para nós o vivermos. Despidos ali estávamos, tapados pelo lençol que tinha o cheiro da tua pele, que tinha uma paixão entranhada em cada fibra que te cobria o corpo e que te deixava apenas com a sensualidade de um corp…

Aquela mesma noite...

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Enrolados pelo chão despiram as roupas que há tempos ficavam agarradas ao corpo, como um desejo reprimido de uma paixão que transparecia em todos os poros de um físico que agora se entrega ao prazer, aquele mesmo que o desnudou. A paixão era enorme, ele tocou-a e ela entregou-se ali, num gesto que todos vivem mas que ninguém o transcreve naquilo que se pode considerar mais um passo para uma felicidade. Os suspiros eram constantes e as promessas apareciam numa forma natural em que dos dois restava apenas um, aquele corpo despido que amava, sentia, vivia e quebrava com todo aquele desejo louco de uma noite em que foram bem mais do que aquilo que sempre tinham sido, foram um do outro. Ela pedia um pouco mais e ele ali dava tudo de si, dava amor mas ao mesmo tempo o prazer que o constitui, o desejo que ela lhe despertava desde o dia em que se tocaram pelo primeira vez e em que cruzaram os corações sobre um manto de neblina que permaneceu até aquela mesma noite. Os gestos repetiam-se enqua…