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Mataste-me! (medo de amar de novo)

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Pedes-me um último beijo e partes... Vais para longe de mim, para longe de nós.
No meu corpo ficam as marcas da tua presença,
Da ausência das palavras que se perderam em lágrimas - 
Enquanto o coração chora a dor de um adeus maior.
Foram instantes em que não respirei,
Em que o ar se recusou a entrar-me pelos pulmões,
Em que o meu coração morreu em sofrimentos atrozes.
Pedes-me um último minuto...
E nele perco a conta às vezes em que morri nos teus braços,
Em que sucumbi aos teus enganos,
Em que me deixaste o rosto coberto de escaras.
Oiço os sons mudos dos meus gritos,
Os pedidos de ajuda que nunca ninguém ouviu,
As salas escuras em que me prendeste, em que me enlouqueceste.
E tantas vezes achei que a culpa poderia ser minha...
Pedes-me um último beijo e partes...
E eu dou-to com medo de que me mates de vez,
De que nem contes até três
E me roubes o resto de sonhos que ainda consigo sonhar.
Tu vais e... por fim... 
Eu volto a respirar.
Apesar do medo,
Sei que desististe de mim,
Depois de eu desistir também de…

Irás viver para sempre... em mim.

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Se um dia for para perto de ti... Gostava que me recordassem como eu te recordo,
Que me sentissem tal como eu te sinto em tudo aquilo que hoje sou.
São tantas as memórias que me pedem para tu voltares,
Para me agarrares e me libertares do medo -
Num só momento, num só instante.
Dava tudo para voltar a ouvir a tua voz,
Para sentir a presença que tanta ausência me pesa -
Para matar no meu coração esta saudade que só teima em crescer.
Se um dia eu for ao teu encontro...
Só espero que me recebas com aquele nosso abraço -
Aquele que me protege, que me ampara,
Que me aceita tal e qual como eu sou.
E nem sempre os dias são fáceis. E nem sempre as noites são dormidas,
Porque o amor não acaba com a partida. Porque os sentimentos, esses, não morrem com uma despedida.
Se um dia for para perto de ti... 
(Nem que seja em simples sonhos que me fazem ter-te de volta)
Gostava que tudo fosse eterno...
Assim como tu és para mim.

Por mais que tudo me leve a desistir... eu não me canso de ACREDITAR!

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Pode a vida arrastar-me... Privar-me da liberdade,
Rasgar-me em ansiedade,
Em lágrimas e solidão.
Pode o destino esquecer-se de mim
E os meus sonhos morrerem no meu peito,
Enquanto grito que queria viver o perfeito
De uma imperfeição que não morre, por fim.
Pode tudo desabar...
Mostrar o pior do ser humano,
Fazer com que o meu coração se desenhe num plano...
Que passar por partir para nunca mais voltar.
Pode tudo agora não encontrar o seu lugar
(E a vontade seja somente de desistir)...
Mas, enquanto eu respirar,
Enquanto tanto poderá surgir,
Eu persisto!
Eu insisto!
Eu não me canso de ACREDITAR!

Falta-me o nosso abraço...

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Pela primeira vez escutei somente... o silêncio. Abracei o meu próprio corpo, aconcheguei a minha alma,
Tentei manter a minha calma e ouvi o meu coração. 
Não consegui prender as lágrimas...
As mesmas escorreram pelo meu rospo, escureceram o meu peito, toldaram a minha visão e despiram-me - tornando-me vulnerável.
Ligo a televisão...
Lá fora as pessoas pedem um pouco de paz, enquanto outras nada sentem - repetindo os erros de outrora.
Olho em volta e estou só...
Tão só no meio destas quatro paredes que confinam o meu corpo, a minha pele, os meus sonhos.
Se pudesse... hoje abraçaria os meus pais,
Os meus avós, a minha irmã, todos aqueles que me dão o sentimento de segurança de que tanto preciso.
Mas sei que agora não é hora...
E por mais que arranjem outras formas... custa-me não sentir o toque, o cheiro, o sentimento que somente passa quando a nossa pele toca com a pele de quem nos ama.
Hoje abri a janela e senti a solidão...
Mas sei que precisamos disto.
E revolta-me!
Revolta-me ver que eu não posso…

Detesto que me digam que tudo vai ficar bem...

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Não quero agora... voltar... Depois do meu corpo entregar-se à saudade,
Depois da minha alma dar-se ao esquecimento do meu passado.
Quero deitar-me na solidão,
Nos braços vazios daquilo que sou,
Nas noites frias em que as minhas lágrimas secam no meu rosto.
Não quero agora... viver...
Sentir na pele a injustiça de perder o que tinha,
De tentar agarrar o que me foge das mãos,
O que se perde em doces ilusões... que hoje não passam de amargas realidades.
Quero simplesmente... desistir...
Deixar para trás tudo o que me magoa,
Tudo o que fere o meu coração,
Tudo aquilo que me faz desacreditar nos bos sentimentos.
Não quero agora... ser forte...
Porque já o fui tantas vezes,
Mesmo depois de todas as chapadas na cara que a vida me deu,
Mesmo depois de todos os murros que o meu corpo sofreu - 
Calado. Sempre calado...
Hoje não quero mais sorrir com vontade de chorar,
Não quero mais ficar estando perdido,
Não quero mais ouvir todos aqueles que me dizem que tudo vai ficar bem.
Não quero agora... Não quero mais!
Não q…

Amar não é somente Fu#d$r!

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Amar não é agarras-me, Usares o meu corpo, despires a minha roupa, roubares-me um beijo, desrespeitares a minha vontade.
Amar...
Não é mentires, enganares-me, violares os meus desejos,
E entregares tudo o que eu sou a uma cama, 
A uma noite de prazer.
Amar não é somente Fu#d$r!
Rasgar a vontade, beijar na insanidade,
Cansarmo-nos em orgasmos e cenas parecidas,
Em noites perdidas,
Em promesas incrumpridas,
Em copos vazios e álcool no sangue. 
Amar não é isso...
Não é só alimentar o fogo, queimar o desejo,
Matar aquilo que tanto queremos,
Não é só mais uma queca a juntar a tantas outras.
Para mim amar não é isso...
Não é chegares a casa, encostares-me contra uma parede,
Morderes-me a pele e marcares-me a alma.
Não é isso...
Amares-me não é só me comeres, 
Comeres a minha carne, a minha libido, a minha fragilidade.
Amar... não é usares aquilo que sou,
Só para que tu tenhas prazer...
Enquanto que eu te vejo arder,
No meu corpo que arrefece...
Na morte de um sonho que pedece,
Na certeza de que não é amor...
É só mais…

Dói-me a ansiedade de sofrer sem querer...

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Dói-me o peito... Doem-me as temporas,
Dói-me a alma.
Perco a calma e perco-me de mim,
Encontro-me na angústia dos meus pensamentos,
E na ansiedade de me encontrar de novo.
Doem-me os olhos,
As lágrimas que escorrem pelo meu rosto,
A saudade de tudo o que um dia tinha de tão meu.
Dói-me o coração,
A sensação de que agora vivo num caos,
Num turbilhão de sentimentos,
Que me levantam e ao mesmo tempo me empurram,
Para o chão, para baixo, para a solidão.
Abraço-me a mim mesmo,
Fecho os olhos e penso que tudo não passa de um pesadelo,
De um mau sonho que se dissipará no dia seguinte.
Bebo um gole de arrependimento,
Olho o firmamento e choro a minha vida.
Hoje dói-me a partida, a chegada, a minha mão cheia de nada,
A doce ilusão dos sonhos que esvoaçam de mim.
Dói-me o peito...
Doem-me os sentimentos,
Dói-me a injustiça que um dia se aproximou,
Tomou o seu lugar
E quis ficar... 
Mesmo que eu não tenha pedido... para sofrer.