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Amar não é somente Fu#d$r!

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Amar não é agarras-me, Usares o meu corpo, despires a minha roupa, roubares-me um beijo, desrespeitares a minha vontade.
Amar...
Não é mentires, enganares-me, violares os meus desejos,
E entregares tudo o que eu sou a uma cama, 
A uma noite de prazer.
Amar não é somente Fu#d$r!
Rasgar a vontade, beijar na insanidade,
Cansarmo-nos em orgasmos e cenas parecidas,
Em noites perdidas,
Em promesas incrumpridas,
Em copos vazios e álcool no sangue. 
Amar não é isso...
Não é só alimentar o fogo, queimar o desejo,
Matar aquilo que tanto queremos,
Não é só mais uma queca a juntar a tantas outras.
Para mim amar não é isso...
Não é chegares a casa, encostares-me contra uma parede,
Morderes-me a pele e marcares-me a alma.
Não é isso...
Amares-me não é só me comeres, 
Comeres a minha carne, a minha libido, a minha fragilidade.
Amar... não é usares aquilo que sou,
Só para que tu tenhas prazer...
Enquanto que eu te vejo arder,
No meu corpo que arrefece...
Na morte de um sonho que pedece,
Na certeza de que não é amor...
É só mais…

Dói-me a ansiedade de sofrer sem querer...

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Dói-me o peito... Doem-me as temporas,
Dói-me a alma.
Perco a calma e perco-me de mim,
Encontro-me na angústia dos meus pensamentos,
E na ansiedade de me encontrar de novo.
Doem-me os olhos,
As lágrimas que escorrem pelo meu rosto,
A saudade de tudo o que um dia tinha de tão meu.
Dói-me o coração,
A sensação de que agora vivo num caos,
Num turbilhão de sentimentos,
Que me levantam e ao mesmo tempo me empurram,
Para o chão, para baixo, para a solidão.
Abraço-me a mim mesmo,
Fecho os olhos e penso que tudo não passa de um pesadelo,
De um mau sonho que se dissipará no dia seguinte.
Bebo um gole de arrependimento,
Olho o firmamento e choro a minha vida.
Hoje dói-me a partida, a chegada, a minha mão cheia de nada,
A doce ilusão dos sonhos que esvoaçam de mim.
Dói-me o peito...
Doem-me os sentimentos,
Dói-me a injustiça que um dia se aproximou,
Tomou o seu lugar
E quis ficar... 
Mesmo que eu não tenha pedido... para sofrer.

Talvez a vida seja mesmo uma filha da p*#a!

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Talvez nem sempre a vida seja justa. Sentimos que o chão desaba sob nós, 
Que a dor agarra-se ao nosso coração,
E que a saudade nos invade o peito.
O sentimento de impotência é maior do que tudo aquilo em que acreditamos,
A frustração tolda-nos o olhar,
A ângustia soca-nos o estômago,
E a solidão abraça-nos à noite.
São sonhos traídos, roubados, rasgados - 
em mil pedaços, em mil estilhados.
E somos bombardeados vezes sem conta,
Empurrados para baixo,
Sufucados em lágrimas, em gritos mudos, em mundos tão escuros que nem sequer conseguimos encontrar o caminho de volta.
Talvez a vida seja mesmo uma filha da p*#a,
Um pedaço de uma morte lenta,
De injustiças e de falta de esperança,
Da ganância daqueles que ficam e daqueles bons que partem cedo demais.
É como se nada fosse certo,
Como se tudo mudasse.
Hoje temos e amanhã perdemos,
Hoje sorrimos e amanhã choramos.
Mas por mais que tudo atenue,
Nunca saramos o que nos ferre a cada passo que damos.
Talvez isto é que seja a vida,
Um conto de falhas,
Em que que cada f…

Se não sabes amar... não serves para amar-me!

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Não venhas agora... Agora que segui sem ti, Agora que me esqueci das tuas falsas promessas, Das noites em que dormi a chorar, Da saudade que me sufocava o peito. Não venhas agora... Agora que aprendi a amar-me, A esquecer quem nunca me quis, A cuidar de mim antes de aceitar a falta de amor de alguém, A lutar pelos meus próprios sonhos. Não venhas... Porque eu não preciso de mais desculpas, De mais faltas de tempo, De mais mentiras, De mais sofrimento... Não regresses agora depois de tudo, Depois de eu perder tanto do meu mundo, Ao insistir que um dia poderias amar-me - assim como eu te amei. Não venhas agora... Porque agora já vens tarde, E tantas vezes eu esperei que viesses, E tu nunca viste. Por isso agora... Quero que saibas que agradeço que tenhas deixado a porta aberta, Porque nela entrou quem me completa, Quem me ensinou o que é o amor... De verdade. 

Medo de falhar...

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Se este meu peito arde... é porque te amo. É porque respiro este sentimento que me arrasta,
Que me gasta os passos, que me tolda em sentimentos dispáres.
Enquanto pertencer-te -
Nem que sejam em devaneios 
Em anseios de um homem perdido de paixão - 
Não haverá imensidão...
Que me arraste e me afaste de tudo aquilo que me prende a ti.
Se este meu peito explode em desejo,
É porque anseio o beijo,
Aquele capaz de me devolver a vida,
De me arrascar da saudade que fica...
Na solidão de amar-te em silêncio

(com medo de falhar).

Corpos, desejos e uma noite...

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São segundos em que as horas se perdem... Nos nossos corpos despidos,
Nas nossas almas vadias - 
Gastas pelas mãos de quem nunca nos conseguiu segurar.
São roupas rasgadas,
Espalhadas pelo chão do quarto,
Perdidas pela casa, marcadas no abraço...
Que se envolvem em prazer e desejo.
São beijos e promessas de ficar,
Mesmo que a despedida surja a meio da noite - 
Em que os corpos arrefecem,
Em que o desejo se vive,
No orgasmo de um momento.
Naquele em que a liberdade nunca foi uma prisão,
Em que continuamos a ser os dois... almas do mundo.

Se eu pudesse... trazia-te de novo à vida...

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Se ao menos ainda te pudesse ver... Agarrar-te junto a mim e escutar-te o coração.
Abraçar-te por forma a não te deixar ir...
Segurar-te bem nas minhas (agora fracas) mãos.
Se ao menos pudesse fazer com que o tempo voltasse atrás,
Viveria contigo tudo aquilo que não vivi,
Dir-te-ia que tantas vezes sorri com o teu sorriso,
Que muito do que aquilo que hoje sou devo-te a ti.
Ai se eu pudesse...
Se eu conseguisse parar o momento naquele dia em que te despediste,
Em que partiste para nunca mais voltares,
Em que levaste contigo tanto da minha alma...
Do meu coração.
Se ao menos ainda te pudesse ver...
Pediria perdão por não ter estado presente,
Pediria perdão por tudo o que guardei no meu silêncio, 
Tudo aquilo que calei e que nunca te disse.
Se pudesse pedir algo...
Pediria só mais uns minutos, só mais um sopro,
Mais um respirar que te trouxesse à vida,
E que não te roubasse nunca mais de mim.