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"Dói ver-te ires... para nunca mais voltares."

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Custa ter de ver-te partir...  Ires por um caminho em que os nossos olhares já nem se cruzem mais. 
Ires numa viagem em que já não nos fará sentir a firmeza de um abraço apertado. 
Dói ver-te ires... para nunca mais voltares.
Para nunca mais ver no teu sorriso um tanto da minha história,
Para ficares na memória de todos aqueles que pertencem a ti, 
A tudo o que sempre foste. A tudo o que sempre serás!
Custa-me passarmos a ser a distância...
A saudade que não se apaga. Aquela que só sabe crescer,
Que arde no peito, que escorre pelo rosto, que nos invade a alma de um sofrimento maior do que a nossa própria esperança.
Custa-me ver-te ai...
E eu sem conseguir segurar-te. Mesmo que corra não consigo alcançar-te - 
E esse é um sentimento tão grande de impotência que me deixa de rastos.
Dói-me despedir-me de ti...
Ou nem o conseguir fazer. Tentar virar as costas mesmo que o destino me arraste, me gaste por dentro, me mate por fora.
Custa-me tanto ter de ver-te partir...
E eu ficar... 
Nunca história em que j…

"Vai-te embora! Não quero viver um amor por metade."

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Não fiques por metade... Não quero ficar aqui na saudade, enquanto me engano que me amas, enquanto te espero - mesmo sem tu vires.
Não me prometas que irás ter tempo,
Se agora nem sequer me abraças, nem sequer me beijas, 
Nem sequer me desejas...
O meu corpo sente a falta de ser agarrado, amado, usado!
Ainda te lembras do que é isso?
Será que não te esqueceste de me dar prazer?
Mas nada agora me dás, nada disso me fazes sentir,
Aquele prazer... Aquele nosso prazer...
Fico assim... sem saber o que é esse amor que dizes ter,
Se tudo o que eu mais sei é que nada me dás.
Que não me cuidas, que não me ouves, que não me queres.
E eu peço-te para ires...
Mas que vás para nunca mais voltares.
E que deixes a porta aberta...
Pata entrar alguém que me faça sentir realmente... feliz!



"Não quero viver num mundo como este..."

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Não quero... Não quero viver num mundo como este. 
Num lugar em que o amor se perde na guerra, 
Em que as lágrimas escorrem dos olhos de quem sofre,
Das almas de quem pede um pouco de compaixão. 
Eu não quero...
Não quero sentir a amargura que tantos sentem,
A frieza de ver uma criança morrer numa praia que deveria ser o seu refúgio,
De ver uma mulher caída na rua... depois de perder uma batalha,
Contra quem sempre lhe agrediu o futuro e o coração.
Não quero ver a fome em cada corpo, em cada rosto que se vê marcado por cicatrizes,
De palavras caladas... de quem apoia a morte desta terra. 
Eu não consigo... por mais que tente não consigo compreender como chegamos aqui...
Como estamos neste fim... sem sequer tentarmos voltar atrás.
Mas que mundo é este em que eu vivo?
Em que as pessoas deambulam pelas avenidas desertas,
Em que os jovens não podem sonhar, em que os homens não podem em amar, em que os idosos só têm de morrer?
Que mundo é este?
Em que a solidão vive na porta ao lado, em que ninguém é respei…

"Aquele amor que nos salva e nos mata (ao mesmo tempo)"

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Procuro em ti um pouco de mim... De tudo aquilo que um dia fui quando te amei o corpo, quanto te amei o coração.
E dói-me que tenhas ido...
Que me tenhas esquecido nesta cama evacua, nestas vozes que me cingem,
Que empurram o que subsiste de mim... contra a solidão desta inexistência sem fim.
Eu e tu já fomos muito mais do que tudo.
Mais do que o mundo que nos roubava o sorriso, do que aquele destino que nos lacerava o peito em pedaços repletos de medo.
Já fomos o desassossego, espectros de uma paixão que renasceu,
Que nos ofereceu o instinto mais selvagem que alguma vez pudemos os dois conhecer.
E eu indago ainda por ti...
Mesmo a sofrer... insisto que não posso esquecer tudo aquilo que és,
Tudo o que me concedeste em cada palavra que me plenificava o âmago e me extorquia a tormenta, 
Que enfrentava cada descoberta... de um desconhecido que não nos prendia os passos.
E eu continuo a procurar-te...
Em qualquer parte em que a vida seja vivida no expoente de um beijo,
Na epinefrina de um desejo, de um…

"Dói-me ainda amar-te..."

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Dói-me... Dói-me sentir a tua ausência,
A tua presença sempre presente no meu peito.
Dói-me a recordação, a falta que me causas, 
As lágrimas que me fazes derramar, a vida que me roubaste quando partiste o meu coração.
Dói-me esta solidão...
Esta saudade que se agarra ao meu peito, que me desfaz por dentro, que me fere a alma.
E por mais que tente ter calma...
Doem-me os braços, as pernas, os olhos.
As minhas lágrimas escorrem pelo rosto, 
E eu entrego-me ao desgosto... de te ter longe de mim.
Dói-me saber que fomos um fim,
Que as promessas de nada valeram, que as juras todas se quebraram,
Que todas as tuas palavras só me magoaram,
Só me fizeram esquecer do que era o amor.
Dói-me existir sem sentir,
Sentir tudo aquilo que não queria viver.
E agora visto-me de preto, de preto como o meu inteiro.
Dói-me ainda amar-te.

Tu... dóis-me.



"Morremos... no dia em que deixamos de lutar pelo amor."

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Passavas pelo outro lado da rua... Como quem nem sequer me via.
Talvez um dia tivéssemos sido amor,
Mas agora... éramos só mais dois estranhos.
Atravesso a estrada e coloco-me no teu caminho.
Tento aproximar-me na esperança de lembrar-me do teu cheiro.
Mas não passavas de um nevoeiro...
Que eu já nem conseguia alcançar.
O meu coração parecia nem sequer sentir,
Ou mentia ao meu pensamento, dizendo que não serias mais tu.
Olhei de novo para o teu olhar nu...
E logo vi que em ti já não vivia mais a paixão.
Perdemos os dois a ilusão e viramos costas um ou outro.
Tu continuaste pelas ruas tortas da vida,
E eu pela amargura da minha triste sina.
E chegamos ambos a casa. 
Ás nossas casas.
Fomos, ambos, para o quarto.
Fechamos tudo. Tapamos os nossos corpos gelados.
E choramos...
Sonhamos que um dia poderíamos voltar.
Deixarmos de lado o nosso orgulho, sermos livres como sempre fomos.
Mas...
Preferimos ali ficar.
E quando decidimos acordar... já era tarde.
Estávamos ambos mortos por dentro. 
Éramos apenas mais uma som…

"Partiste.... e levaste tudo o que era meu."

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Procuro a tua presença nos lençóis que ainda guardam o teu cheiro, Entregue à noite em que me deito na solidão deste quarto...
Na esperança que um dia voltes para os meus braços.
Dói-me sentir a distância que nos afastou, 
Esta ausência que me faz tremer de medo, que me faz chorar compulsivamente.
Enquanto olho para lá do que um dia fomos os dois,
Sei que jamais voltaremos a pertencer a uma mesma história.
O destino arrastou-te para longe de mim...
Para além do meu peito que agora se desfaz em pranto.
E eu olho para o que um dia fomos...
Mas não consigo encontrar mais nada a não ser esta escuridão,
Este turbilhão de sentimentos que me atira para o fundo, 
Que me leva até ao meu próprio fim.
Os motivos para te sentir... encontro-os na verdade de tudo aquilo que um dia fomos,
Na brisa que nos tocava os lábios, 
Que nos erguia a um ponto que até parecia que seriamos imortais.
Mas tu partiste.... e contigo levaste tudo o que era meu,
Deixando-me nesta cama a contar... 
Os instantes em que poderei ter-te de…