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A mostrar mensagens de Maio, 2014

"DesPrometo"

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Prometo nada te prometer, errar como qualquer humano, Falhar como qualquer pessoa, perder como qualquer lutador. Prometo falhar, ter os meus dias em que, não acredito no amor, Arrepender-me do que fiz e pedir-te perdão pelo que não quis, Prometo ser-te imperfeito. Prometo que não te prometerei a lua, que não te prometerei a eternidade, Dar-te-ei o momento, aquele que tenho nas minhas mãos porque, não prometo, O que desconheço em mim. Prometo não mentir, talvez porque a mentira afaste e, eu, eu quero um amor próximo, Prometo não te prometer, prometo não te jurar. Não te irei jurar que te vou sempre amar e muito menos que irei ficar, Não sou de me prender, sou de voar sabendo que, o porto de abrigo, existe. Prometo nada te prometer, mesmo que a necessidade pareça chegar, Nada te prometo, nada te juro, apenas sei que te posso amar...


"Devagar"

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Se um dia quisesse, queria-te apenas a ti, Junto a mim, aninhada no meu ser, Se um dia tudo fosse, seria apenas teu, Sem olhar, sem pensar, somente a amar-te. Se um dia tu me quisesses, seria mais que tudo o que tiveste, Nada te prometia, tudo de mim te dava. Se um momento me chamasses, não demoraria tempo, Saltava a distância, abraçava-te eternamente com cheiro a mar. Se um dia te pudesse amar, não amaria menos que tudo, Porque tudo, nada é, comparado com aquilo, Que tu passaste a ser para mim...

"Agora"

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Que sejamos sempre nós, mesmo que a força pareça faltar, Mesmo que um dia nos falte o ar e...mergulhemos num oceano de saudade, Que sejamos verdade, um poço de felicidade em que bebemos, Em que alimentamos o nosso amor. Que sejamos continuação, um eterno acto de paixão, Uma cama quente em que deitamos os nossos corpos, Que sejamos o que nunca ninguém conseguiu ser, A perfeita expressão da imperfeição que sabemos, tão bem, conhecer. Que sejamos complementaridade, ausência de efemeridade, Um porto de abrigo em mar revolto, Que sejamos um fio condutor que nos traga um para o outro, Que sejamos, apenas, um sonho real...


"Do Amor"

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Falar de amor é falarmos daquilo que somos, falarmos de tantos caminhos trocados, de becos sem saída, de feridas que nos marcam a pele e nos condenam a receios e medos de errar. O amor assume a centralidade do que vivemos, das nossas vitórias e derrotas, dos nossos sonhos e, dos piores pesadelos que podemos sentir no peito. Amamos sem querer e, é sem querer, que tudo acaba, que tudo se esbate e que, mais uma vez, lamentamos a ausência de amor. O amor é dos fortes (Sim! Dos fortes!) daqueles que se entregam às balas sem receio das marcas, sem receio das feridas que ficam cravadas na carne, na alma. Amar é e sempre será mais do que dizer, é mais do que uma série de frases bonitas e um ramo de rosas entregues em casa. Amor é viver noutro lugar, noutra atmosfera, num mundo em que, de dois são um e, desse um, são três (eu, tu e nós). Certamente o amor já te causou insónias, noites mal dormidas em que a cama é remexida, é revirada numa mistura de imagens que perduram, que se entranham na al…

"Tanto"

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Que o vento me arraste, me gaste, me apague, Que, mesmo assim, não te irei apagar de mim, Não te irei desamarrar de nós. Que o mundo possa acabar, a vontade sucumbir, A alma faltar e o silêncio vir, Todo o meu peito será harmonia, todo o meu coração, Será teu. Pode tudo um dia findar, faltar-me o ar, Acabar o mar num expiro acto de amar, Pode a canção deixar de existir, o destino se esvair e, Eu próprio me degradar. Posso eu deixar de acreditar e, o sonhar, perder-se nas horas mortas, Podem todas as estradas ser tortas, Os caminhos tempestuosos e, o medo, maior, Poderá tudo um dia deixar puramente de existir, Que, mesmo no meio do nada, continuarei a dar-te o meu amor...




"Abrigo"

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Acordo e tenho-te em mim, és mais forte do que eu, És pedaço de céu, daquele que partilho contigo, O corpo pede abrigo, o meu coração sobrevive no perigo e, Eu, sobrevivo no sonho que tenho de nós. Há muito que o tempo, para mim, não interessa, Que a distância se esbate, que a chama arde, Que o corpo pede, pede por ti aqui. Que se quebrem barreiras, que caiam pontes, Atravessarei sempre rios, mares, oceanos, Lutarei por ti, até ao fim dos meus dias e, Depois do cansaço, encontrarei espaço para sonhar ainda mais... Contigo. Que na espera, sejamos apenas, Como simples penas, Daquelas que não lamentam, Daquelas que entram, pela janela do quarto, E se depositam mesmo ao lado do nosso corpo, Que nos tocam esbatendo a saudade...

Hoje em vez da habitual musica, deixo-vos um short filme em que é utilizado o meu poema “Desdigo”. Espero que gostem...

"Abstracção"

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Busca-me nas horas em que hora consome o sentido, Debruça-te no meu olhar, sê o meu porto de abrigo, Na neblina matinal de um coração que não reage, Vem roubar-me, leva-me para longe. Quebra o silêncio da minha voz, peço-te que me roubes de mim, Que me faças seguir-te sem medos nem receios, Nem inseguranças nem anseios, apenas sendo o que há em nós. Não me deixes na amarga saudade que tenho de ti, grito-te, chamo-te, Vem e deita-te em mim, no meu peito bombeado de amor, Naquilo que resta aqui e que, por ti, ganha tanto fulgor. Limpa-me o rosto calejado pelo tempo, mostra-me o firmamento, Das palavras, das frases, dos sentimentos. Grito-te! Vem-me buscar! Rompe comigo o ar, esta barreira ténue que nos separa, Que nos faz afastar. 
Peço para me roubares, para me raptares daqui, Que me faças ser mais eu, que me tornes teu. Busca-me nas horas e faz-nos viver na abstracção do tempo...


"Desminto não te amar"

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Que no meio de tudo, sejas a minha maior verdade, O sentimento atado, a mim, ao meu peito, Que sejas mais que um céu perfeito, a liberdade, o mar, Que sejas presente e futuro, que sejas a expressão do meu amar. As palavras tornam-se poucas e tudo cresce em mim, O coração fala-me de ti e eu, eu atiro-me ao sonho, Sonho que vou sonhado, que acredito desde que te conheci, Desde que o destino nos envolveu e o meu caminho se cruzou no teu. Sorte a minha ter-te no meu ideal, nas palavras que escrevo, Nas confissões que segredo, no desejo que guardo. Que no meio de tudo, sejas a minha maior verdade, Que sejas parte de mim como eu sou teu sem saberes, Como te espero sem desesperar, Como aguardo por ti, em mim, na pura expressão do meu amor...

"Procura-me não procurando"

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Não me procures por aí, nessas estradas mal desenhadas, Nas mãos cheias de nada, naquele poema que não fala de amor. Não me procures nas metades, nos sonhos adiados, No silêncio da voz, na intempérie que não fala de nós. Não me procures quando a saudade apertar, Quando o café esfriar, quando a chama se esbater, Não me procures se não for para te ter, Não me procures se não me quiseres pertencer. Não me procures se não desejares uma eternidade, Uma vida partilhada, uma história com continuidade, Não me procures para ser apenas mais um, Procura-me quando me quiseres como o único. Não me procures nas horas vagas, nas ausências demoradas, Na falta daquilo que não te dão, Procura-me quando sentires por mim paixão, Quando não pensares, quando me quiseres com todo o teu coração. Não me procures apenas, Não me procures se não for para tudo, Porque o nada em nada me alimenta e, Eu só sei alimentar-me desta vontade de ti...


"Cruzados"

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Um dia, quem sabe, tu serás a minha metade e eu serei a tua verdade, Um dia, talvez agora mesmo, te sinta em mim com toda a intensidade, Com o sabor doce do teu beijo nos meus lábios, Contigo em mim, desconhecendo o que é perder um grande amor. Um dia, sonharei contigo nos meus braços, sem ser por pedaços e, Nesse dia, seremos cordas e baraços de um “nós” que nos faz juntar. Um dia saberei contigo amar, sem que a força me falte, Sem que o medo me rapte, sem que tu partas do meu peito. Um dia será tudo perfeito, serei eu o teu eleito e tu, Tu olharás para mim, não na ausência, mas na presença daquilo que sou. Um dia fugiremos para sempre, sem olharmos para trás, Seremos a paixão ardente e a nossa própria paz, Um dia irás abraçar-me, amar-me, Por aquilo que sou, por aquilo que somos...juntos...

"Amar-te"

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Da memória fez a sua história no meio daquele pedaço de papel. A tarde caia fria e, o corpo, pedia abrigo no meio da recordação que habitava aquele peito flamejante, aquecido pela vontade de amar. Ele sentia cada fragmento desfragmentado das melodias que emergiam da sua pele, o coração não era mais que um projecto adiado pela distância e pelas horas que lhe faziam romper a barreira do medo e entregar-se ao desconhecido de um destino formado pelo acaso. Movido pelo sonho sai de casa, deixa para trás a certeza de tudo e debruça-se na incerteza do que é amar, naquele sentimento que vive da ausência de sentidos regulares e da inercia de estabilidade provocada pela entrada num turbilhão que é sentir sem pensar. O medo é deixado numa gaveta fechada juntamente com o passado que lhe assolava a alma, o sorriso esboça-se, despede-se do que mais tem e parte deixando um rasto de saudade. Chegado à estação avista, ao longe, aquele comboio que lhe transportará até outro lugar, um lugar feito de vida…

"Porto de Abrigo"

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A luz incide sobre o meu rosto e eu, reparo que não sei de ti, Procuro-te nesta cama, nesta minha vida que te chama, Na minha paixão crescente, ardente, eloquente, No amor que me consome o corpo, o coração. Longe vão os efémeros sentimentos que algum dia senti, Invadiste-me, fizeste do sentir a tua memória e, agora, és em mim história. Desvendo o tempo contando segredos, vejo em mim a ausência de medos, Largo-me da recordação e caminho na tua direcção. O tempo fala-me dos minimalismos que, por aqui, fazem toda a diferença, Fala-me do teu sorriso em pura expressão da tua presença, Sinto que te tenho mesmo não te tendo e, Tendo-te a residir no meu peito, faço de ti o meu lugar perfeito. Não faço perguntas e muito menos duvido de tudo isto, Talvez o tempo seja um pretexto para intensificar sentimentos e tu, Tu sejas a minha mais verdadeira verdade. Não venhas tarde, O tempo escasseia e há tanto para viver, Vem sem te arrepender, faz de mim a complementaridade do teu ser, Espero-te para te amar...

"Dizem que é Amor"

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O amor tivera embatido de frente naquele corpo dormente, o presente agitava-se naquela tempestade que lhe invadia a alma, naquela recordação que se prendia ao peito. Sorrindo, olhou ao longe um barco que se aproximava do lugar onde se encontrara. Cheirava a erva-doce e jasmim, as pessoas passavam por ali e ele, ele, continuava parado, focado naquele ponto, lembrando-se do que era melhor agarrar na memória. Sentado sobre aquele muro de pedra, virado para o rio da sua saudade, escrevinhou um quantos rabiscos em que narrava todo o seu querer, em que confessava, para si mesmo, um amor que viu crescer, na ausência de barreiras, de grades que, antes, faziam com que não visse que era, realmente, ser livre. O tempo parecia envolver o seu ser, o sonho persistia naquelas mãos que ganhavam vida própria ao narrarem um passado recente tão vivo, tão chamativo. O barco chega por fim, ele larga tudo e corre, corre na direcção daquele cacilheiro que lhe iria transportar para o outro lado da margem. A ta…

"Casa"

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Prometo não te prometer, não ser mais que eu, não ser mais que nós, Ficaremos, então, sós num mundo em que se avistam sois, Em que tu ficas em mim, mais do que um simples desejo, um efémero gracejo, Bem mais do que, algum dia, alguém ficou. Vem para me amar, para ficar, lutar, partir e chegar, Ancora-te ao meu peito, faz de mim o teu eleito e ensina-me a amar. Escreveremos bem mais do que a história da nossa junção, Tornar-nos-emos em amantes perfeitos da nossa própria paixão, Deixando de ser ilusão, Deixando de ser utopia que tanto almejo viver. Corre, as horas passam e, por elas, passam tanto de nós sem ser, Não deixaremos a chama esfriar, o café arrefecer, Vem para sentir, persistir, confessar, Atei-me, incendeia-me e, depois, deixar-nos-emos amar. Não receies o desconhecido, eu por ti salto o abismo, Faço do meu peito o teu sismo e estremeceremos, então, juntos, Não te irei prometer a eternidade do nosso amor porque, não sei de nada, Apenas que fico, que me dou, que te quero a habitar nesta minha …

"Enlaça-me o peito"

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Calei-me, olhei-te no infinito do meu desejo e apenas não falei, Esbocei, em pinceladas, as ideias ousadas que um dia em ti formei, Sonhei contigo, em mim, em ti, em nós, Olhei a eternidade e descobri que, no fundo, não estaríamos sós. Fechei os olhos e confessei baixinho todo aquele sentimento, O contentamento de te amar sem ser num efémero momento, Despedi-me dos fantasmas e mergulhei num oceano com o teu nome, Deixei de ser eu, passei a ser teu e...começas-te a habitar este meu peito. Vi que nem tudo é perfeito, que na imperfeição reside a minha satisfação, O pecado cometido, o erro não arrependido de toda a minha paixão, Chamei-te, gritei o teu nome escrevendo em todas as ruas da cidade, Lisboa era o meu lugar, o rio Tejo era o meu ouvinte e, tu, a minha complementaridade. Sorri, fui livre naquela liberdade que sempre procurei, Naquele sentimento que nunca duvidei e que, tu, mostraste-me como real. O tempo deixou de ser banal, a banalidade imiscui-se e eu fiquei em ti, No corpo, na alma, no prin…

"Entrelaço"

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Dispo-me e mergulho no silêncio deste quarto, A vontade habita o meu peito e eu, eu, entrego-me ao desejo de ti, Deixo-me mover num circulo sem saída, Num pensamento presente que dura, por aqui, uma vida. A chuva bate forte nos vidros embaciados deste meu porto de abrigo, Dou-me ao sonho veloz que, em tantos dias, projectei contigo, Sinto-me como o meu próprio inimigo, Sempre que me lembro de ti e faço-te presente em mim. Talvez a chuva sirva para me recordar daquilo que não vivi, De quem conheci, de quem me esqueci, De quem me marcou e de quem tatuou profundamente o meu sentir, Tu. Tu, que te agarras à minha pele, Que fazes de mim o teu papel, Eu, que te espero sem cessar, Que corro sem me cansar, Que minto ao não te amar. A verdade é que espero por um sinal teu, Um simples recado desvendado num esperado véu, Tu que és bem mais que um simples sonhar,
Que me invadiste, que persististe e que me fizeste ficar...em ti...



"Desdigo"

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Amar-te-ei sempre, sempre que o silêncio vier e eu fugir de mim, Amar-te-ei, nas horas mortas em que morro na saudade, Em que te procuro em mim, na minha insanidade, Amar-te-ei calado. Amar-te-ei, nas ruas em que ando procurando o teu ser, No escuro da noite e na luz que faz-me te querer, Amar-te-ei nesta vida, E em tantas outras que me esqueço de contar. Amar-te-ei com todo o meu coração, Sem que nada, nem mesmo tu, sejam em vão, Amar-te-ei no fugir de mim mesmo, Amar-te-ei como nunca amei ninguém. Serás amor daquele que nunca irei esquecer, Alguém que em mim entrou e me fez conhecer, Irei sempre te pertencer, Mesmo que nunca confesse tal amor. Amar-te-ei para bem de mim mesmo, Amar-te-ei mesmo que te minta, Que te esconda, que te negue, Amar-te-ei, apenas irei sempre te amar. Amar-te-ei naquilo que de melhor sou, Neste homem que sempre te sonhou, Amar-te-ei agora e, sobretudo, amar-te-ei durante toda a minha vida, Mesmo que um dia te veja ir naquela inevitável partida. Não te esqueças que te Amo...