Descomeço...

Vagueio por entre os caminhos deste meu sentir, fecho os olhos porque não quero ver nada, apenas despir-me de mim, desta minha forma de encarar e acreditar em sonhos irreais e pessoas imaginadas. Quero ser mais eu, olhar para o futuro com um passo de cada vez, como um capitulo e não, logo, como toda a história de uma vida que hoje nem faz assim tanto sentido. Sonhei e esse sonho quase me custou a vida, amei e isso despedaçou tudo o que um dia cuidei como se de algo precioso se tratasse. Apenas olho assim o olhar de algo que agora se torna estranho, não quero sentir mas também não consigo viver sem este dom que um dia me deram de presente, esta forma diferente de agarrar a vida e me guiar por estas estradas de um amor infindável mas ao mesmo tempo tão apetecível. Caminho agora por entre a escuridão de uma noite duvidosa e ou até mesmo pela claridade ofuscante de um dia que me cega a realidade que se encontra perante este corpo desnudo de barreiras e entregue aquilo que se agarra a ele, que lhe tenta sugar a alma. Ouço aquilo que apenas me aquece esta manta de retalhos que chamo de coração, fecho os olhos e ainda tento sonhar por mais que esses sonhos fujam por entre as minhas mãos que perderam a força desde que esqueceram, ou tentaram esquecer o que era o amor, o que era aquele sentir capaz de derrubar as barreiras de uma vida que nem sempre se torna fácil de viver. Acredito ainda em finais felizes e isso deixa-me assim neste mar de incertezas passageiras e de dúvidas permanentes entre o ter e não ter. entre o pegar ou o largar. O amor é assim o tudo daqueles que o vivem e o nada daqueles que nunca o conseguem alcançar, por mais que as lutas sejas grandes as vitórias tornam-se sempre tão efémeras ou até mesmo inglórias...

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