O crescer do amor...

Por entre as ruas de uma cidade diferente seguia ela, pegando no coração que batia descompassadamente, ele caminhava em passos apresados com uma flor não mão, aquela mesma flor que sabia que era a preferida dela. Ambos sabiam que seria um dia diferente de todos os outros, ambos sabiam que agora era real, que as mascaras caíram e que apenas os corações estavam ali, dispostos a serem felizes, a escreverem algo muito mais sonhado. Encontraram-se no seu local, naquele em que tardes a fio passearam e acobardaram os seus próprios sentimentos. Não aguentavam mais, não queriam reprimir algo que afinal era um dom que a vida lhes deu, uma forma especial de encarar e viver a vida. Juntos sabiam que os passos e os caminhos tornavam-se mais fáceis, que as distâncias encurtavam-se e que a cima de tudo que os sonhos estavam muito mais presentes capazes de serem agarrados e vividos pelos dois. Chegou a hora e os corações já não aguentavam tanta pressão, correram um em direcção ao outro sem saber como agir, sem saber o que falar. Olharam olhos nos olhos e apenas deixaram que os sentimentos ditassem tudo o que ali se viveu. Entre beijos, abraços, palavras e lágrimas estava presente o amor, aquele sentimentos tão mas tão forte que nem eles próprios sabiam como lidar com ele. Vivem assim cada dia, cada hora de uma história que ambos cuidam, tal como uma simples e pura semente, que se vai regando, que se vai cuidado para no final surgir uma bonita flor, ou até mesmo o fruto mais doce que algum dia saborearam. O amor apenas se torna algo mais verdadeiro, é vivido, sentido e construído de uma maneira que nem sempre é igual, porque as pessoas são diferentes, porque os sonhos são variados e porque os amores costumam assumir a intensidade de um sentir, a realidade de um viver. Ela e ele, duas pessoas, um só sentimento, um bater descompassado e apressado do coração...

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