"Enlaça-me o peito"

Calei-me, olhei-te no infinito do meu desejo e apenas não falei,
Esbocei, em pinceladas, as ideias ousadas que um dia em ti formei,
Sonhei contigo, em mim, em ti, em nós,
Olhei a eternidade e descobri que, no fundo, não estaríamos sós.
Fechei os olhos e confessei baixinho todo aquele sentimento,
O contentamento de te amar sem ser num efémero momento,
Despedi-me dos fantasmas e mergulhei num oceano com o teu nome,
Deixei de ser eu, passei a ser teu e...começas-te a habitar este meu peito.
Vi que nem tudo é perfeito, que na imperfeição reside a minha satisfação,
O pecado cometido, o erro não arrependido de toda a minha paixão,
Chamei-te, gritei o teu nome escrevendo em todas as ruas da cidade,
Lisboa era o meu lugar, o rio Tejo era o meu ouvinte e, tu, a minha complementaridade.
Sorri, fui livre naquela liberdade que sempre procurei,
Naquele sentimento que nunca duvidei e que, tu, mostraste-me como real.
O tempo deixou de ser banal, a banalidade imiscui-se e eu fiquei em ti,
No corpo, na alma, no princípio que não encontra fim,
Na ambição de cruzar os meus dedos, com os teus, naquele banco de jardim,
Naquele espaço em que seriamos um do outro, que seriamos “nós” enfim.
A melodia assola a minha alma, sinto-te nos meus dedos que te procuram,
Nas veias em que o sangue corre, em que as feridas curam,
Sinto-te como pedaço do meu ser, como um futuro em risco de acontecer,

Chamo por ti, agora, nesta hora, chamo-te para te ter...


Comentários

  1. r: Muito obrigada pelas tuas palavras :3

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  2. Que fantástico!!! Mais um lindo texto, que encanta desde a primeira à ultima palavra. São magicas as tua palavras, que nunca percas essa tua "magia de escrever". Beijinho

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