Há verdades que surgiram para nunca ser ditas...

Procurei o que restava de ti nas horas passadas de um tempo que já me esqueci, tentei agarrar a tua mão mas acabei por a perder e, assim, parti, com o coração magoado e uma vontade de amar que se tornava bem maior do que as simples aragens de uma nova forma de sonhar. Sentia em ti o que faltava na minha felicidade e o teu olhar espelhava um sentimento que nunca foi demonstrado, nunca foi sentido e isso doeu, doeu tanto, sabias? Tentava fazer-te sorrir, pela minha forma de ser, por mostrar a verdade mesmo quando saberia que ela poderia ser um pouco custosa, sempre fui eu e isso colocou-me, assim, vulnerável a uma história que me prendeu mas que nunca me fez realmente feliz. Hoje olho e limpo as lágrimas que entretanto acabaram por secar no meu rosto, vejo que nunca poderia ter esperado por um sonho que era mais uma utopia, aquela mesma utopia que me levava a ser um espectro do minha própria história, do meu próprio sonhar. Esqueci-te e com isso lembrei-me de amar, aquele amar que tão bem conhecia e que perdi no momento em que vi que nunca se deve tratar como prioridade quem faz de nós apenas opção, um resto que serve para aquecer o coração quando falta quem elas sonham mas que infelizmente não conseguem sentir, não lhes mostram amor. Ouço falarem de um amor, de uma compreensão e de uma partilha que no fim nem a procuram, vivem aventuras porque pensam que a beleza vinda do exterior é aquela mais cobiçada, aquela que lhes faz levantar o ego sempre que andam com um “Ken” atrelado pela mão mas que no fim nunca chegam a sentir o coração dele, não o encontram, porque esse, esse mesmo não existe. Procuram a perfeição em cada traço do rosto, em cada sorriso branco, em cada penteado da moda mas esquecem-se que o corpo envelhece, que o sorriso perde-se e que o cabelo começa a mudar a sua tonalidade e forma e aí o que resta? O que fica? Uma ausência de sentimento e nesse dia será tarde para viverem um amor porque esse mesmo amor foi encontrado por alguém que deixou de coleccionar pedras e lapidou o seu próprio diamante...



Comentários

  1. Adoro a última parte do texto. Está verdadeiramente bem escrito. Gostei imenso.
    Beijinho.

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  2. Lindas palavras, cheias de amor. Tudo de bom, amigo.

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  3. Lindo como sempre <3
    Muita força porque não mereces sofrer por quem não é digno do teu amor.

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  4. Como prometido, aqui estou aqui a ler o teu texto!
    E tenho que confessar que fiquei maravilhado com o que escreves-te.
    Em 1º lugar, pela forma como escreves, pois é fácil de ler, embora vás colocando alguns "floreados" ao texto, que o embelezam.
    Mas o que gostei mais foi por aquilo que ele me transmitiu! Se calhar foi pelo fato de ler aqui um texto de um amor que não é totalmente correspondido e se tratar de alguém que ficou esperançosamente à espera que a história tivesse outros final... De tal forma que até se esqueceu de si próprio, para além de muitas outras coisas (espero que não tenha feito uma má interpretação!).
    Talvez por isso; talvez por ver algo que se assemelha com a realidade, é que gostei particularmente deste texto e do que ele me transmitiu...
    De qualquer forma, voltarei cá a passar para ler outro post e tenho esperanças de vir a sentir o mesmo que senti ao ler este!
    (PS: o meu tempo na blogoesfera é sempre um bocado limitado...)

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  5. é bom quando temos,mas quando não está por perto não se torna tão bom. muito muito obrigada, e tu escreves lindamente,sabes?

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