Realidade do irreal...
Subestimava a sua forma de amar, não conseguia sentir o seu amor e, desta forma, apenas o olhar dela mostrava o que as suas palavras tentavam negar. Ele sentia amor, mesmo sem o sentir, via por entre as expressões e os gestos dispersos numa imensidão que nem ele sabia onde acabava. Procurava amor, pois viva dele, deixou de ser espectro e entregava-se a uma forma de vida diferente, criada com os seus sonhos e a sua enorme vontade de conseguir chegar ao coração de quem amava verdadeiramente. Caminhou, caminhou bastante, afastou-se do que não o realizava e não se entregava ao vazio das palavras sempre que lhe pronunciavam a palavra amo-te, aquela mesma palavra que caiu na banalidade de quem a prefere dizer do que se preocupar em primeiro a sentir. Nunca desistiu de ser quem é porque sabe que assim se torna a verdade numa relação, o mostrar tudo e não esconder-se na farsa dos poemas bonitos e das prosas enganadoras de uma forma de ser, de um jeito de encarar a vida. Hoje apenas suspira aos ventos a alma que se recompôs, fechou o coração e certamente não o volta a abrir tão cedo, não procura mais o amor porque esse mesmo não se procura, encontra-se, e o olhar apenas esconde a vontade que tem de ser feliz. Há momentos na vida em que temos de parar, assentar o coração e deixar grandes amores, partir, largar, tentar esquecer, porque na verdade, tempos mais tarde, vemos que esses amores eram pequenos, insignificantes porque grandes, aqueles grandes amores, permanecem e não se perdem, podem até mesmo acabar mas ficam sempre as marcas que jamais se perdem, por mais que o tempo passe, que entrem na nossa história novas personagens e que até mesmo percamos a esperança num amor, naquele mesmo que nunca se vai entender. As escolhas são tomadas, os caminhos traçados e os amores deixados para trás, acredito que possam haver segunda oportunidades mas, da mesma forma, sei que nunca mais tudo será igual, nunca mais o sentimento é vivido no seu tempo, no seu compasso, tão acertado por mais que a vida mostre que o amor seja uma desorganização de sentimentos, uma imprevisibilidade de sentires. O amor não é aquilo que abandonei, o que abandonei foi a forma como te amava, apenas e somente isso...



adoro sempre o que me dizes. é sempre muito bom, e enche-me de orgulho de mim mesma. muítissimo obrigado :)
ResponderEliminarp.s "Há momentos na vida em que temos de parar, assentar o coração e deixar grandes amores, partir, largar, tentar esquecer, porque na verdade, tempos mais tarde, vemos que esses amores eram pequenos, insignificantes porque grandes, aqueles grandes amores, permanecem e não se perdem, podem até mesmo acabar mas ficam sempre as marcas que jamais se perdem, por mais que o tempo passe, que entrem na nossa história novas personagens e que até mesmo percamos a esperança num amor, naquele mesmo que nunca se vai entender." é mesmo, as marcas nunca saem, quer queiramos admitir, quer não
Obrigada, eu simplesmente escrevo o que sinto, não da melhor maneira, nem com o melhor português, ao contrário de ti, que acho que tens um talento nato para escrever.
ResponderEliminarOs teus textos são encantadores, cada palavra parece trocar-nos o coração, é como quase sentíssemos o que sentes no momento em que lemos de tão real que parece o texto. E tu nem sabes o quanto me identifico com este!
"amo-te, aquela mesma palavra que caiu na banalidade de quem a prefere dizer do que se preocupar em primeiro a sentir" digo tantas vezes isto e é tão verdade :s
A música é fantástica!
ResponderEliminarMais uma vez surpreendeste-me com um dos teus textos. Sei que escreves melhor do que bem, com o coração, mas cada texto teu em algo em sim tão forte! Senti as lágrimas nos olhos... Obrigada por me proporcionares bons momentos de leitura! :D
obrigada pelas tuas palavras :)
ResponderEliminareste texto está maravilhoso, nota-se que colocas-te nele muito sentimento e isso é de uma grande sensibilidade. parabéns, gostei muito *
adoroooooooooo os teus elogios (grandes).
ResponderEliminarsempre com as palavras mais doces, obrigada andré. tu a cada dia que passa e que escreves melhor *
ResponderEliminarobrigada, é bom saber que alguém nos segue. ou melhor, que O segue :')
ResponderEliminarbeijinho, boa noite.
As palavras calam em minha garganta e sei apenas suspirar diante de teu post... lindo e de uma expressão única!
ResponderEliminarmuito obrigada de coração! os teus comentários são sempre um mimo
ResponderEliminarOs meus palpites sempre se confirmaram... é a 2ª vez que visito o teu blog e pelo que vejo que os teus texto/post's são sempre fantásticos!
ResponderEliminarAdorei ler este texto... mas tenho pena que é o que escreves sejam o que sintas! Isto é, tenho pena que te tenhas entregado totalmente a alguém e que agora, tal como uma das personagens principais da história, sintas o amor "de forma diferente" (não sei se é bem isso!).
De qualquer forma este teu texto tem frases lindas e espectaculares, dignas de ficarem registadas perpétuamente; só que só são verdadeiramente entendidas, por pessoas sensíveis (para o caso) ou que tenham passado por situações semelhantes...
Adorei, principalmente a segunda parte do texto, por dois grandes motivos:
1º A criatividade e forma linda de como o texto está escrito (nem sei bem classificar e descrever, mas neste momento só me ocorre uma coisa "LINDO!")
2º Revejo em parte alguns dos sentimentos e situações, que são aqui descritas...
Muitos parabéns pelo texto, está mesmo muito bom!
Gostei muito!!!
Tenho pena de não conseguir deixar mais nada sobre o texto...
PS: divulguei o link no FB, porque adorei uma frase que ai estva (para além de outras!). Espero que não te importes!
oh que nem sei como te agradecer. beijinhos
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