"Espero que voltes."

Ouço a música que fala de nós...
Hoje sou eu e este copo de vinho.
A saudade que me abraça. A noite fria.
São as séries que passam numa televisão (calada),
Num quarto escuro - iluminado pela vela com cheiro a jasmim.
Ouço o meu coração por instantes,
Por pequenos fragmentos. Segundos dispersos.
Vontades que me fazem pedir por ti,
Que me levam a cada momento apenas... nosso.
Hoje só estou aqui eu,
Eu e cada pedaço de uma falta maior,
Maior que estas folhas em que escrevo o teu nome,
Em que desenho o teu corpo - só para te sentir mais perto.
Olho pela janela a ver se chegas,
As luzes de Natal parecem-me reconfortar,
E o vendedor de castanhas ali está (tão sozinho quanto eu).
Tudo é tão maior quando estás aqui,
Quando a lua aparece no horizonte,
E nós abraçados - juntos por debaixo das mantas.
Ainda me tapo com um delas,
É assim que consigo sentir o teu cheiro. Que consigo sentir-te.
E é isso que me faz sorrir,
É isso que me faz levar os lábios até ao copo,
Tomar mais um gole de vinho,
E esperar que voltes.

Não demores...


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