"Não sou o mesmo sem ti!"

Entra...
A porta está aberta à espera que regresses.
Aqui, espera-te um abraço apertado,
Encerrado nesta saudade que sinto, 
De sentir-te entre os meus braços,
De beijar os teu lábios rosados: pelo frio.
Não demores...
Eu estou cansado da distância,
Das pontes que nos separam, dos rios que nos empurram.
(E eu só quero amar-te,
e eu... só quero ter-te.)
Engano-me ao sorrir por aí,
Pelas ruas que te pintam nas paredes,
Nas palavras escritas em que falam de amor,
Em que tanto falam de nós... quando não estamos sós.
Entra...
A cama está desfeita desde a última vez em que te deitaste nela,
Em que contamos as estrelas, 
Entre os nossos corpos enlaçados e promessas de um amor eterno.
As partidas custam-me sempre...
Sempre me custou ver-te ir, ou eu ter de deixar-te seguir.
Não sou o mesmo sem ti!
E sei que tu sentes esta mesma falta.
E os dois esperamos...
Para que o tempo mude, para que os segundos passem,
E depois vem aquele abraço,
Em que tudo vive no nosso olhar,
Em que tudo se exprime no nosso sorriso.
Em que perdemos o juízo... e nos amamos: loucamente. 



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