Mensagens

Despedida...

Imagem
A s mãos pediam mais, mais de uma vida que escorria por entre os dedos gastos de lutar. Ele, ele sempre será um sonhador, aventureiro de uma vida desenhada na palma da sua mão. Ela, ela nem ele sabe como será, apenas uma aragem passageira, uma palavra calada, um coração mudo. Os mundos cruzaram-se, os olhares tocaram-se e a vida criou marés que os fizeram afastar. Distâncias, pontes, inseguranças, tantos ficou por dizer mas, a vida seguiu, a vida tomou um outro rumo. E xistem amores que são destinados a morrer, por mais que não se queira, por mais que não se acredite. Ele caminhou, seguiu nas ruas daquela vila à beira mar e respirando, sentiu que o futuro seria outra coisa, passaria por outro lugar, por outras paisagem que imaginara no seu perfeito juízo. O tempo passa, passam as memórias e ficam as recordações, aquelas vagas em que ele deu de si recolhendo dela sinais dispersos, difusos sons imperfectíveis ao seu querer. A mores vividos, gastos num presente em que nada foi perman...

O Que somos...

Imagem
Somos voz, palavra calada, vida vivida, somos prosa, poema, rua, avenida. Somos tanto e t ã o pouco, o toque, a pele, somos sabor de mar, arreia quente, um pedaço de ar. Somos respiraç ã o, melodias confessantes, seres errantes, uma simples paix ã o. Somos dois corpos despidos, rendidos, sentidos, somos uma s ó direcç ã o, um s ó coraç ã o. Somos um tanto de ninguém, somos a liberdade e o refém, somos o muro de Berlim, somos um banco em Paris ao sol-posto num jardim. Somos ponte que une dois lugares, somos aqueles que desconhecem os vulgares, somos diferença, presença, somos amor na sua nascença. Somos carne, beijo, abraço, tes ã o, somos borboletas no  estômago   somos o sin ó nimo de paix ã o. Somos as ruas escuras, os becos à noite, somos os loucos de Lisboa, somos o fado da Madragoa. Somos livros e contos contados, somos f á bulas de imaginaç ã o, somos sangue que corre, somos admiraç ã o. Somos o cuidar, o ficar, o respeitar, somos crianças que n ã o crescem, somos adu...

O quanto vives em mim...

Imagem
“E vai ser o amor a ultima peça que falta no quebra-cabeças da minha vida, aquele que eu nunca vou completar” – pensava eu em palavras mudas percept í veis apenas no meu sentir. Sentia a força de um amor a crescer, a viver na multiplicidade de um querer que se perdia no teu olhar, que se perde nesse sorriso que me faz desejar-te, num beijo dado, num oceano de sabor salgado. E se todos os amores s ã o colocados como imposs í veis qual é a diferença entre amar quem est á longe ou perto se antes do fim nada d á certo? A distância nunca ser á a barreira que me prender á a este lugar, estejas tu aqui, estejas tu para l á do Tejo, ser á s parte integrante de mim, complementaridade destes passos descompassados de batidas crescentes de um coraç ã o que chama o teu nome, nas noites em que me deito, nas horas em que me mantenho acordado. Eu posso estar errando pensando que és perfeita mas, tenho a certeza que, mesmo as tuas imperfeiç õ es, s ã o capazes de me encantar. Nunca fui de pro...

Meia dúzia de Palavras...

Imagem
O tempo irrompe pela nossa forma de sentir, na nossa forma de amar. Quebramos os minutos, pensamos que o amanhã será o grande dia e quando, o amanhã chega, voltamos a adiar a nossa luta para o dia seguinte. Assim vamos vivendo, ou melhor dizendo, vamos apenas sobrevivendo numa vida meio vivida, meio esquecida. Pensamos demais, pensamos tanto que acabamos por cometer o maior erro da vida, não vivermos porque nem sequer fomos capazes de tentar. Fala-se de amor, de uma necessidade que existe de se encontrar pessoas que saibam amar e, quando as vemos, o que se faz? Nada, porque voltamos a comparar pessoas e a pensar que iremos passar pelo que passamos anteriormente. Ora, se nascemos para amar e ser amados e se não o fazemos, então o que estamos a fazer? Estamos a adiar a história e, com isto, acabamos por anular um tanto que poderia ser vivido e que acaba em nada que te faz arrepender. A maioria das pessoas arrepende-se de não ter vivido algo, lamenta, mas esquece-se que a principal c...

Um tanto...

Imagem
Vorazmente a roupa era espalhada pelo ch ã o, o desejo entrara pelo corpo daqueles dois amantes, naquela casa com cheiro a mar e areia sob o soalho. Ouvia-se ao longe o barulho das gaivotas em tempo de agitaç ã o e, naquele quarto, entre quatro paredes, o desejo era saciado em beijos roubados e suaves mordidas sussurrantes. Pedia-se mais, mais de um tempo vivo, escorrido por entre os dedos que se entrelaçavam em espasmos de prazer de um querer t ã o simples. Olhando nos olhos um do outro, tocando na pele bronzeada e com sabor a sal, falavam em gestos mudos de uma cumplicidade percept í vel no desejo daqueles dois seres. Passados e presentes, nada contava, nada era  contemplado , o tempo n ã o existia e os minutos eram m ú sicas silenciosas irrompidas pelos batimentos acelerados de uma partilha apenas sua. Gritos s ú bitos, pele moldada pelos dedos que seguravam firmemente um outro corpo, que o juntava a si, que os unia apenas num acto t ã o natural como o sentimento nutrido pelos ...

Pura Imaginação...

Imagem
Secretamente, suavemente confessa-se um amor, entre palavras e as teclas de um piano que falam de vontade. Saudade, presente que espera e um futuro em frente ao olhar, num entrelaçar de duas m ã os, num cruzar de dois destino, de um sentimento que cresce sem raz ã o. Perde-se a noç ã o e mergulha-se num oceano de imaginaç ã o, sonhos divididos que retiram o sono em noites de Ver ã o. Fica a vontade, permanece o desejo de uma noite de paix ã o, de uma eternidade de hist ó rias escritas. Pede-se mais, um pouco mais de emoç ã o em que a raz ã o é colocada de parte, em que o risco se esbate, em que se canta a canç ã o do engate. Beijos roubados, abraços apertados, vida vivida, mergulhada num mar conhecido, num cais erigido em caminhos incomuns. A complementaridade encontra-se em n ó s mesmos, uma complementaridade desconhecida e desprovida de tudo e todos, focada no que somente interessa, naquilo que nos alimenta. Confiss õ es de amor, cartas escritas, letras vivas, olhares que falam por ...

São só palavras...

Imagem
Somos feitos de horas, horas vividas, horas sentidas e outras tantas pedidas. Somos tempo mesmo sem o quer ser, somos vida e outra ainda por viver. Somos o espelho dos sonhos vividos, outros contidos e tantos, mas tantos, repartidos na esperança de um futuro mais feliz. Somos guerreiros, lutadores de hist ó rias, aventureiros ou descobridores. Em tudo o que se chama de vida, n ó s, largamo-nos na maré, procuramos ref ú gios e ancoramos em portos de abrigo seguros para o nosso coraç ã o. Somos apenas isso, humanos que procuram amor nos recantos de um mundo em que t ã o poucos sabem amar. Vivemos melodias, sentimos a pele arrepiar com uma imagem que faz o nosso olhar brilhar, somos amantes, pedintes, somos tudo mas tantas vezes parecemos estar cheios de nada. É desta forma que eu concebo a vida, esta forma despreocupada de viver o hoje sabendo que o amanh ã resultar á das escolhas feitas, dos riscos cometidos, das insanidades que nos fazem avançar. Sejamos adultos ent ã o, lançar-n...