Efémeros amores...


Mais uma vez peço a vossa ajuda, sem vocês nunca irei conseguir. É gratificante quando vemos o nosso trabalho reconhecido e mais que qualquer prémio, que qualquer regalia o que é bom é sentir o apoio, é sentir o vosso apoio.

Hoje fica um daqueles textos que ganham outra intensidade acompanhados de música. Tenham um bom Domingo. Beijos e abraços
A mágoa permanecia na voz, aquele triste fado de gente perdida, de amores esquecidos e de uma angústia que sufoca o seu próprio viver. Despido, descalço seguia sobre as tábuas velhas daquela casa desprovida de luz, de uma casa que se entregara a uma melancolia contagiante, a um espectro de recordações mortas por entre as horas passadas. Eram recordações velhas, carregadas de pó que ele já nem conseguia limpar, aquele peso que nem sequer conseguia segurar. Um mundo ruido, caído a seus pés, pisado pela vida amarga de quem fez das lágrimas constante no seu viver. Foi o conhecer de tanto, o viver de emoções vivas que hoje já nem sequer se lembra.
Negrume sentido, revestido nas paredes daquela casa, entranhados na pele daquele pobre homem, pobre alma que a vida teimou em esquecer. São destinos traiçoeiros, mentiras substitutas de instantes verdadeiros, são o perder, são o definhar. Coração repleto de escaras, de feridas profundas em que nem o tempo consegue ajudar, alma perdida e um homem que deixou de acreditar, que se deixou perder.
Horas a fio a viver num mundo que nem sequer é o seu, um mundo em que as pessoas não param para olhar, em que as memórias são esquecidas, em que os laços se quebrem revelando a efemeridade das relações humanas. Mundo construído sobre nada, alicerces podres de gente que caminha sobre outros, que deixa o amor para trás pensando que o poderá comprar como todas as peças fúteis que o seu armário alberga.
O homem que viveu de sonhos hoje apenas é repleto de pesadelos, de pesadelos que o atormentam, que o fazem entregar, viver apenas nas melodias tristes que toca naquele piano em que tantas vezes o viu dançar. Hoje aquela casa espera a sua hora, a sua hora de partir como o amor que ele viu desaparecer, padecer no dia em que a complementaridade do seu viver sucumbiu à fraca força do seu lutar, à cobardia da sua voz que não soube dizer o que o seu coração tanto via crescer...



Comentários

  1. E a combinação é perfeita. Deixa-me dizer-te que a lágrima caiu. Está brilhante André :)

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  2. Que o Amor sobreviva, Sempre!!! :))
    Todos os dias venho ler o q escreves, q música "associas" aos textos, já se tornou um vicio!
    Boa semana *

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    1. Olá Catarina, boa noite,

      Obrigado pelo comentário e por passares por cá para leres as palavras que vou deixando.
      Se tiveres um blog também terei todo o gosto em ler, para isso terás de me deixar o link.

      Um Beijo e tem uma boa semana :D

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  3. Ohn, os teus textos são sempre lindos e uma inspiração para mim, juro. Beijinho *

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  4. Ao ler isto lembrei-me do meu avo. Não porque ele está numa casa, só, à espera da sua hora. Mas porque teve uma perda injusta, porque viu a sua vida partir num momento em que via uma pedaço de si nascer também..e este texto fez-me lembrar dele.

    E pergunto-me muitas vezes se, quando era pequena, queria realmente ser assim...Mas acho que estou no bom caminho.

    Um beijinho

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  5. Bom Dia Amigo já votei basta me avisar
    venho correndo.
    Beijos linda semana ,Evanir..

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    1. Obrigado Evanir,
      Muito obrigado de coração pela ajuda.

      Um Beijinho :)

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  6. obrigado querido André ja esta ja contribui com dois votos meus voltarei conserteza la mais veses força

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  7. já voteii em tii :) , desejo-te a melhor das sortes para o concurso * . Abraço

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