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Secretamente...

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Escuta-me mais um instante, mais um momento, pára, aqui, em mim, neste meu querer que te chama, nestas minhas letras que o teu corpo percorrem, que o teu sorriso almejam – assim pensava ele, no silêncio do seu quarto, sentado numa cadeira de cor escarlate, bebendo um chá quente com aroma a maça e canela. A caneta deslizava pelo papel, os raios de sol desciam pelos prédios e o quarto deixava de ser iluminado pela luz do dia. Acendendo o candeeiro a óleo, que tivera comprado numa feira de velharias, ele rabiscou o rosto dela em palavras e versos de um sentimento distinto, de um sentimento crescido de forma tão peculiar e ao mesmo tempo tão estranho. Sentia-a, sentia a presença do seu corpo nos lençóis de linho com cheiro a vontade, com sonhos desenhados nos pospontos que uniam todo aquele refúgio, todo aquele mar de projectos ardentes de uma chama que aquece sem queimar. Num ápice levantou-se, foi até à varanda, ouvia-se ao perto o mar agitado de um anoitecer de Outono, acendendo um cigar…

Rima da primeira letra...

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Barco de papel, de papel que me leva, que me arraste, que traduz as linhas escritas de um destino vivido. Prosa complexa, pedaço de tudo, mão cheia de nada. Sonhos vividos, sentidos na neblina acordada de uma noite de outono, fazem-se os primeiros ajustes, confessam-se os primeiros amores. Caminhos seguidos em passos firmes, firmeza de quem sabe o que quer, de quem luta, diariamente, por um futuro sonhado, por projectos que vão para além do visível ao olhar de tanta gente. Sorrisos, choros descontrolados, noites mal dormidas e um pensamento único, um querer tão intenso capaz de dar significado a uma vida. Mais que dias, são escolhas, escolhas contidas em palavras proferidas, em simples tempos em que o tempo nada vale comparado com um amor crescente. É o reinventar do homem, uma criança que se vê crescer na sua própria essência, é pano fino de linho, é a pele tingida de um sofá em que te sentas. Metas cumpridas, sonhos adiados, amores vividos e outros residentes para lá do firmamento. …

Percepção...

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Tocava-te na pele, sentia-te mesmo ali, numa mistura que me envolvia no sabor doce do teu beijo, no abraço apertado do teu ser. Simplesmente ias-me revelando o caminho e eu seguia-o, passa-a-passo, na altivez de um orgulho nosso, de um sentimento presente. Há muito pedíamos o momento, o momento em que os nossos dedos se entrelaçavam numa sinfonia de batimentos cardíacos em que os sorrisos cravavam, na memória, a vontade de ficar ali mesmo. Segredando-te ao ouvido disse que o mundo estava na palma das nossas mãos, que as marés eram firmes ondas que embatiam contra o nosso corpo, que revelavam a firmeza da ancora que colocamos nesta baía  nesta cais em que nos despimos de tudo o que nos tapa o rosto, que nos encubra a vontade. Estás aqui, neste beijo que guardo em memórias minhas, nestas letras rabiscadas que têm o teu perfume, o teu toque, o teu amor. A distância perde-se nos sonhos que sonhamos, nesta forma livre de sermos, em que os caminhos e estradas nada são comparados com os laço…

Um carta largada ao vento...

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Sinto-te por mais longe que estejas, por mais perto que te veja, por menos distância que exista entre nós. Sinto-te em cada toque que não sinto, em cada batimento do meu peito, em cada sonho que me faz sorrir. Sinto-te em mim, aqui, agora ou num sempre que eu não sei quando irá terminar. São oceanos de vontade, vidas cruzadas, destinos revelados e uma cumplicidade que encontro num simples olhar. Tornaste-te vida, de tão pouco te fizeste em tanto e aqui habitas, neste homem de carne e osso, neste peito feito de vontade, de uma vontade de ti. Sinto-te nas histórias que leio, nos romances de outrora, nas melodias e nas imagens que me prendem a este sentimento que é a liberdade que eu tanto prezo. Sinto-te no areal da praia, no mar salgado que me banha os pés, nos raios de sol e nas mantas que esperam pelo teu corpo numa noite fria de Inverno. Tornei-me, com este amor, insane, tornei-me um louco de Lisboa, uma criança que arrisca dar os passos seguintes desconhecendo o que é o medo de fal…

Um mar que me arrasta...

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Poderia mentir, Pegar na mala e partir, Esquecer o teu rosto e outras coisas descobrir, Poderia apenas mentir, Poderia apenas desistir.
Poderia dizer que o amor não existia, Que os sonhos não passam de uma eterna fantasia, Que a noite, desconhece a luz do dia, Poderia, apenas poderia.
Poderia deixar de ter este acreditar, Poderia ser fraco e fugir sem lutar, Ver sem olhar, dizer sem amar, Poderia não saber sentir, mas nesse momento estaria a me matar.
Poderia ser igual a todos os outros, Deixar caminhos certos e seguir pelos tortos, Poderia deixar de sorrir com aquilo que acredito, Mas em mim nada é utopia, nada é mito.
Poderia viver nas letras sem nada revelar, Amar em segredo sem nunca te contar, Poderia ser cobarde sem saber revelar, Mas assim não sou, assim não sei amar.
Poderia ser outro e mostrar uma forma de paixão, Entrar nos jogos de palavras sem ter nada no coração, Mas eu não sou assim, não vivo na suposição,
Poderia não te amar, mas a verdade é que te amo com toda a minha vocação...


Entre tudo...

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Roupas espalhadas pelo chão, gestos e gemidos de um prazer penetrável nas ondulações de dois corpos entregues a um sentimento designado de paixão. É tesão, braços contorcidos entre sussurros e gritos, é o matar do desejo, numa cama desfeita, no meio de um beijo. Olhares que se perdem, toques suaves que se tornam em vorazes apertões, que unem dois seres, dois corações. Sala repleta de luz, uma luz que passa pelas cortinas que esvoaçam com o vento, entre o carmim dos lençóis e o sabor salgado de uma pele bronzeada. Chamam-se em silêncios quebrados de um momento quente, pele arrepiada, transpirada, vestida de nada. Ouve-se ao longe o que chamam de tempestade, caem as primeiras chuvas de um Outono quase a chegar, o momento é aquele, numa casa de madeira com vista para o mar. O toque torna-se familiar, conhecem-se os pedidos mesmo sem nada falar, agarra-se, prende-se, liberta-se, provoca-se. Surge um bailado apenas dançado a dois, entre músicas de Ben Harper e rabiscos de frases para depoi…

Um tanto...

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Vorazmente a roupa era espalhada pelo chão, o desejo entrara pelo corpo daqueles dois amantes, naquela casa com cheiro a mar e areia sob o soalho. Ouvia-se ao longe o barulho das gaivotas em tempo de agitação e, naquele quarto, entre quatro paredes, o desejo era saciado em beijos roubados e suaves mordidas sussurrantes. Pedia-se mais, mais de um tempo vivo, escorrido por entre os dedos que se entrelaçavam em espasmos de prazer de um querer tão simples. Olhando nos olhos um do outro, tocando na pele bronzeada e com sabor a sal, falavam em gestos mudos de uma cumplicidade perceptível no desejo daqueles dois seres. Passados e presentes, nada contava, nada era contemplado, o tempo não existia e os minutos eram músicas silenciosas irrompidas pelos batimentos acelerados de uma partilha apenas sua. Gritos súbitos, pele moldada pelos dedos que seguravam firmemente um outro corpo, que o juntava a si, que os unia apenas num acto tão natural como o sentimento nutrido pelos dois. O vinho acompanh…

Pura Imaginação...

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Secretamente, suavemente confessa-se um amor, entre palavras e as teclas de um piano que falam de vontade. Saudade, presente que espera e um futuro em frente ao olhar, num entrelaçar de duas mãos, num cruzar de dois destino, de um sentimento que cresce sem razão. Perde-se a noção e mergulha-se num oceano de imaginação, sonhos divididos que retiram o sono em noites de Verão. Fica a vontade, permanece o desejo de uma noite de paixão, de uma eternidade de histórias escritas. Pede-se mais, um pouco mais de emoção em que a razão é colocada de parte, em que o risco se esbate, em que se canta a canção do engate. Beijos roubados, abraços apertados, vida vivida, mergulhada num mar conhecido, num cais erigido em caminhos incomuns. A complementaridade encontra-se em nós mesmos, uma complementaridade desconhecida e desprovida de tudo e todos, focada no que somente interessa, naquilo que nos alimenta. Confissões de amor, cartas escritas, letras vivas, olhares que falam por si e sorrisos que prende…

Na tua Janela...

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Os dedos percorriam as paredes de casas baixas, os pés, esses, arrastavam-me o corpo por entre ruas e esquinas até à tua casa chegar. Olhei, espreitei pela janela do teu quarto e esperei que a luz acendesse. Acedeu! – pensei eu com um sorriso no rosto – Fiquei ali, à espera que viesses ver a lua, mesmo sem conhecer os teus rituais senti que vinhas à janela e que olharias para aquela rua estreita feita de calçada polida. Sentei-me à porta de uma casa que ficava de frente à tua, sentei-me rabiscando um caderno repleto de frases feitas endereçadas a ti, de poemas e de canções incompletas prontas para serem cantadas por um trovador de histórias que falam de amor. Sentia-te, não me perguntes como porque nem eu quero saber, quero apenas sentir-te, quero apenas ter-te em mim. As horas foram passando, em cada minuto que passava o corpo parecia desencadear uma sequência de movimentos que deixavam a minha face rosada, não sei se podemos chamar isso de amor mas eu nem quero pensar porque pensar de…

Foco...

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Liberta-te das amaras e liberta o corpo na correnteza da vida. Deixa-te guiar, não te aprisiones em histórias sem valor e sorri com um simples olhar. Desfruta de todos os momentos, ama poucos mas, esses poucos, ama com toda a força. Não vás por aquilo que não vês, erra, aprende, não queiras ser perfeito e nunca tentes ser o que não és. Não te estrutures por falsos moralismos ou falsas ideologias, és um espírito livre e só tu és dono de ti. Agarra o que queres e deixa para trás o que nem te faz falta. Vive cada dia como se ele fosse o último e não desesperes com o que não tens. Tudo tem um tempo e, o teu, há-de chegar. Olha as coisas vendo a sua essência, não fiques se queres partir e não tenhas receio de andar descalço pela rua à noite. Tu és tu e, isso, ninguém pode mudar e quem o tente é porque nunca é merecedor da tua atenção. Segue o teu caminho, explora amores, esquece outros tantos e foca-te no essencial, na tua felicidade. Tudo o que sobra serão sempre sombras de árvores alheia…

Esta sede de ti...

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Seguia passo-a-passo por aquele corredor que ia de encontro à porta de saída. Sentia o coração a transbordar pela boca, o estômago assumia um bailado de emoções que se expressavam num sorriso envergonhado. Num súbito momento entra no carro e segue rumo com o destino de chegada àquela praia, àquele lugar em que tiveram combinado um encontro, o encontro das suas vidas. Era o tanto que pedira, um tanto que de sonho se fez realidade, que da realidade formou-se a peça central de uma história em constante seguimento. Apressado passou pelo supermercado, comprou um vinho tinto, fruta, um ramo de rosas e uma toalha de linho para cobrir o areal num jantar que se quisera verdadeiro. Chegado à praia preparou-se, olhou o céu e iluminou todo aquele espaço com velas de cor laranja que transmitiam toda a felicidade do momento. De repente chega ela, de vestido branco, de sandálias e com uma margarida no cabelo. Estava ali, perante o seu olhar, tão natural e tão bela, tão simples e, ao mesmo tempo, numa …

Um pouco de tanto

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És tanto de mim em mim mesmo. És a chama que me queima, que me ateia, és vontade minha, coração que bate, corpo que estremece. Estás tão longe e tão perto, perto de mim, do meu porto de abrigo. Resides em cada uma das letras que escrevo, vives nesta mistura de sentimentos em que o teu nome é gritado aos sete ventos. És musa inspiradora, história por contar, és um conto de fadas, daqueles que em criança me faziam sonhar. És mais do que olhar, prosa, rio ou até mar, és a diferença que me faz acreditar, uma diferença que sabe bem amar. Violinos tocam em ruas tão nossas, sinto-te aqui, neste quarto que almeja a tua presença, nestas roupas lutadas que esperam o teu chegar. Vida vivida e outra tanta por viver, és a criadora de significados de um tanto por acontecer, escrevem-se frases, poemas ou então canções, falam-se de sentimentos, confessa-se paixões. Entraste aqui neste meu sentir, entraste de uma forma repentina, foste ficando e, hoje, és parte integrante de um presente que espera o f…

Desperta-te...

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Hoje deixo-vos um texto mais descontraído numa linha semelhante ao de ontem. Espero que goste. Beijos e Abraços e sejam felizes...
Desperta em ti a vontade de ter, corre, cai, levanta-te e aprende. Erra ao princípio, ao meio, ao fim, isso revela que vives e tu, tu, não nasceste para viver? Tem orgulho das escolhas que fazes, dos caminhos que segues e das pessoas por quem te apaixonas. Hoje não foi um bom dia? Depende de ti melhorar isso, podes começar a levantar-te dessa cadeira e lutar, não? Então comecemos assim, lentamente, vais pensar no que queres, no que te faz sorrir, sabes? Naquela pessoa que te faz ficar preso(a) a uma fotografia por uma multiplicidade de minutos e que te tira a noção do tempo. Então agora que já pensas-te, porquê que ela não tem a certeza desse teu sentimento? Ora, isso deve-se a várias coisas, ou tu estás com receio de falhar ou então estás com medo de arriscar? Qual delas será? Hum, a mim parece-me que é tudo isso, ou estou enganado? Acho que tens uma boa op…

Nestas coisas do amor...

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Segura o medo, encara o desconhecido e salta o abismo. Enfrenta fantasmas, liberta-te de velhos hábitos e despe as roupas pesadas que te impedem de avançar. Sorri e segue em frente, pega na mala, junta o que tens de melhor e sai pela porta de casa. Caminha de forma consistente, sonha e vê, esses sonhos, mesmo na direcção de um futuro que procuras. Pára para olhar, olha sentindo, cada cheiro, cada palavra, cada sinal. Reinventa um novo caminho e se errares terás na tua mão uma série de outras opções que acabarás por seguir. Abraça as oportunidades, faz da distância nada e desse nada o porto de abrigo em que encontras o teu complementar. Não fujas de ti mesmo(a), não fujas do que te faz sorrir e não te acomodes com medo de falhar. Diz o que queres, diz o que desejas, faz uma serenata ao luar, deixa um bilhete escrito com verdade ou até mesmo pinta uma parede com o amor que tens em ti. Expressa-te ao mundo, faz desse mundo a tua casa e da tua casa o ponto de partida para uma série de ave…

Sabor a sal...

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Antes de mais tenho de agradecer em todos os que votaram no meu blog para esta distinção. O “Pedacinhos de mim” arrecada, assim, o primeiro lugar o que, para mim, é um orgulho enorme e uma força para continuar neste mundo das palavras. Sem os meus seguidores, pessoas que aqui passam, diariamente, isto não teria a mesma piada. Beijos e Abraços e sejam felizes. Para verem os resultados e a distinção entrem AQUI



Sentiam a vontade a correr-lhes nas veias. Era final de uma tarde de Verão, a praia começava a ficar cada vez mais vazia e os sorrisos cúmplices perdiam-se nas ondas do mar. Ela, descalça, corria por entre o areal pedindo a ele que lhe acompanhasse e, ele, sorrindo corria na sua direcção pegando-a ao colo, rodando-a numa dança de passos descompassados como os batimentos de um coração apaixonado. Foram momentos partilhados, naquele lugar em que o mar toca o céu e em que os sonhos são agarrados nas mãos dadas, nos beijos roubados e nas promessas de um eterno ficar. Quebram-se as bar…