"Vivo-te"

 Deturpa-me o peito em sôfregos sentimentos, em eufemismos de vaidade,
Rompendo amarras passadas. Que desconheço ao amar-te… intempestivamente.
Adormece o meu corpo, em ávidos desejos que partilho contigo (em silêncio...).
Nas horas prematuras da madrugada, em que caio em feitiços… tropeçando em desejos.
Revolta-me a alma em pujantes anseios, aninhados em braços firmes
Que amparem o teu corpo: no meu. Volvidos em promessas desditas.
(Nas ruas em que clamo a tua chegada a este peito… jazido em saudade.)

Penetra-me a pele em memórias eternas. (Aquelas que me marquem a carne,
Que me fazem querer-te, muito mais do que te quero. Para lá deste vigoroso desejo...).
Rouba-me do mundo, envolvendo-me em beijos, sabores e anseios,
Cravando-te neste peito que te pertence. Numa eternidade conjugada… em nós.

Ama-me intemporalmente. Ardentemente. Como esta chama que medra em mim.
Que arde paulatinamente em revoltos sentimentos, em grandiosos contentamentos...

De viver-te como vivo… em mim…



Comentários

  1. Como sempre deixas aqui um texto fabuloso, é extraordinário poder acompanhar um espaço com tanta qualidade como o teu. Parabéns pelo teu trabalho e dedicação :)

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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  2. Tudo perfeito!
    Gosto da nova página, da sua homenagem ao amor e da música.
    Que seja muito feliz.


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  3. deixas-me sem palavras, nunca me hei-de cansar de te ler. tens esse coração do tamanho do mundo! és enorme *

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  4. Pura poesia: "De viver-te como vivo... em mim... Adorei o blog, poesias lindas, que derramam emoção, bj.

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