"Ruas"

Saberei amor, morrer eu de amor,
Numa vida cruzada em que te tenho em mim,
Arde este meu corpo, em eterno acto de fulgor,
De quem procura, desenfreadamente por ti.
Não será a morte que a mim me atormenta,
Seremos sempre a junção de uma só alma,
Entrelaça-te em mim, nesta saudade que não se aguenta,
Permanece no meu ser, revolta-me a calma.
Invade-me o peito e enlaça-me o coração,
Faz da minha vida termentuosa, incalma paixão,
Serei eu teu amante, errante do meu amar,
Entre sombras e devaneios, procuro sem te encontrar.
Nestas ruas estreitas, que desaguam no meu mar,
Fomento em ti a vontade que tenho de ficar,
Somente em segredo, no silêncio, confesso tal amor,
Nas ruas, nas paredes, naquilo que me dás de melhor...



Comentários

  1. Li e adorei. :)
    Fantástico, a sério. Adoro o verso "Somente em segredo, no silêncio, confesso tal amor".
    (E não digo isto por dizer. Digo-o porque temos de ser uns pelos outros e dar a nossa opinião e sermos honesto. Quando escritora, compreendo que por vezes é complicado receber opiniões, porque as pessoas não tem tempo (o nem sabem o que dizer).)

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  2. r: "Tudo o restante são sombras que tu esbates com o teu sol." Juuuuuuuuro que foi a frase mais bonita que li nos últimos tempos! Tenho de fazer uma publicação com ela *-*

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  3. Sabe mesmo bem vir ler-te ao fim do dia :) acabar o dia com palavras de algodão doce como as tuas faz bem à vida.

    Beijinho!

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