Mais que um amor, uma forma de amar...
Por entre as teclas de um piano dedilhava
ele um som que parecia tão vivo dentro de si. Por momentos o mundo parava, tudo
em seu redor parava para se aconchegar com a melodia que daquele instrumento
emanava. Era uma melodia que falava de amor, de um amor vivido na sua
plenitude, de um amor que quebrava a barreira do tempo, que fazia-o acreditar
na eternidade de um querer. Eram horas a fio, fotografias espalhadas que avivam
a memória, que preservam a recordação de um passado que se vê no presente e
pensando em repercutir-se num futuro tão sonhado. É o querer, é o agarrar de
dois corações, o unir de dois corpos em gestos cúmplices, em segredos de ambos,
em partilhas comuns deles e para eles. Apaixonados
pelo que os movem seguem, juntos, de mais dadas, lado a lado e, não é assim que
deve ser? O amor não deve ser cuidado na humildade de duas pessoas e não no
mostrar a toda a gente? As coisas mais simples são as mais verdadeiras, as mais
duradouras, aquelas capazes de se manterem uma vida, de manterem a chama do
amor presente sem que tudo encontre um fim. Ele, este narrador da sua
história, acreditava neste amor, porque dia após dia, cuidava do que de melhor
tem, lutava pelo que quer, erguia-se a cada queda com a ajuda de quem o
acompanha. As verdadeiras histórias de amor são feitas de partilha, são construídas
numa série de momentos, momentos esses, que são o espelho daquilo que se faz,
daquilo que se dá, do que se recebe e nunca do que se fica à espera sem que
façamos nada para ter. Ele toca amor,
ela sente paixão, são mais que dois corpos, mais do que dois corações, são dois
amigos, dois amantes, duas pessoas que viram que a vida é feita para ser
vivida, para ser sentida, para ganhar plenitude nas acções, para ganhar consistência
na verdade dos dois e não noutras tantas “verdades” que outros apregoam. A vida
é uma, o nosso momento é um, ou aproveitamos o que temos, ou perdemos com o
tempo que nos fazia sorrir, o que nos fazia sonhar. Nunca haverá duas pessoas iguais, dois sentimentos iguais, duas formas
de querer iguais, dois sonhos iguais, tudo é diferente e, substituir algo, não
faz acabar com a sua falta, faz sim é enganarmo-nos num tempo que não para,
numa história que avança e que, depois, não volta a ter o que não se soube
agarrar...

Se em
tudo o que fizermos colocarmos um pouco de nós, passamos a viver mais e a duvidar menos. Há coisas na vida que devem ser vividas, ditas, partilhadas. Há
coisas na vida que, ou se vivem, ou se deixam por viver, ficando o imaginar de como
seria se um dia tivéssemos tido a coragem de arriscar. Sem arriscar não se vive
e o que nós queremos não é viver?
Oh, muito obrigada por essas palavras, sabe tão bem ouvi-las, e saber que gostas do que escrevo.
ResponderEliminar"Ele toca amor, ela sente paixão", maravilhoso, a tua escrita é linda, e faz-nos sentir cada palavra tua. É sempre tão bom ler-te. E este texto está algo de divinal. Um beijinho*
:O Hoje fiquei completamente inebriada pelas tuas palavras, por este teu texto, pelo sentimento, pela beleza, pela clareza e pela paixão que me fizes-te sentir, pelo amor.
ResponderEliminarAs tuas palavras, á semelhança do som lindo do piano, também ecoam na minha mente como um remédio infalivel para acreditar na vida, para nunca deixar de acreditar em mim e ter sempre presente os valores Humanos e sobretudo o Amor.
Espero que tenhas sempre a face erguida e que a vida te proporcione sempre agarrar as coisas boas da vida, sem terem que ser substituidas mas sempre completadas.
Beijinho*
«Sem arriscar não se vive e o que nós queremos não é viver?» Ora ai está uma boa pergunta. Todos queremos viver, mas nem sempre nos lembramos disso. Parece que adiamos a nossa felicidade sem pensar no que pode acontecer " amanhã ". Mais um belo texto.
ResponderEliminarUm abraço*
"Vais chegar e dizer-me "não vivi", vou sentir pena de ti" Hoje li isto e pensei no ditado que diz "quem nao arrisca, nao petisca". E é verdade...temos de arriscar para viver, arriscar no amor e em tudo o resto. E, como também dizes, o amor não é preciso ser partilhado com os outros mas sim, apenas com a pessoa com quem estamos...aproveitar isso, é o melhor.
ResponderEliminarUm beijinho com sabor a "gostei bastante" :)
Olá Olá,
ResponderEliminarBem, verdade mais que amor é preciso saber a amar, é o que extraio deste texto de hoje.
E sim, tens toda a razão deviamos colocar sempre o maximo de nós, devemos passar a por o nosso coração em tudo o que fazemos e só assim evitaremos conflitos e claro deixaremos de duvidar. O problema é que um bom julgador por si se julga e aqueles que nao são honestos e nao colocam o seu coração nas coisas e nas pessoas, obvio que eternamente duvidarão
Abraço
tenho um selo para ti no meu blogue :)
ResponderEliminarAdmiro mesmo muito a tua escrita. E adorei principalmente este texto, dei por mim a chorar, o que não é muito comum. Continua com o teu excelente trabalho e nunca pares de escrever, a sério. Adorei adorei adorei. Um beijinho. *
ResponderEliminarMuito Obrigado pelas palavras e acredita que cada palavra escrita é o resultado do que eu sinto, de como penso, mas sobretudo, da forma como vejo o amor e como amo,
EliminarUm Beijinho :)