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Faz-me acreditar...

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Sentia-a bem perto a mim, naquela tarde de fraco vento em que a praia se desenhava no meu olhar eu, desenhava cada traço do rosto dela, na areia fina tão confidente do seu ser, tão conhecedora das suas pisadas. Sentia-a, naquela certeza de tudo, naquela mão cheia de sonhos, de uma vontade incontrolável como a força do rio Tejo a embater contra um mar de vida. Sentia-a, na melodia que ecoava nos meus ouvidos percorrendo, o meu corpo, por pequenos filamentos de sentidos, de sentires despertos de quem lhe escrevia a alma, de quem lhe pintava nas cores vibrantes de um amor crescente, de uma espera impaciente. O dia foi passando mas há coisas que não passam e essas, essas são as mais verdadeiras, aquelas que dão sentido, sabor, vida, que dão-nos a certeza de que, as grandes paixões, são como chamas que nunca se apagam, são como distâncias que se encurtam. Hoje sentia-a bem perto porque, nunca será toda a estrada que me fará esquecer que o lugar, dela, é mesmo aqui, nesta terra, perto de mi…

Traços...

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Espero-te ali mesmo, naquela rua pequena, de calçada polida e de gente com alma de pescador. Espero-te, sentado num banco envelhecido pelo tempo e pelas chuvas que dão lugar ao sol, espero-te sentado, com um sorriso esboçado e com um caderno de anotações. Nunca fui bom de palavras, nunca fui bom de grandes demonstrações, sou um escritor, um rabiscador de letras que vou deixando, de histórias que preenchem esta minha vivência feita de pedaços. Conto tempos e esqueço segundos, engraçado como o tempo em dias vale tanto e noutros, causa em mim, um efeito neutro. Continuo um sonhador, uns chamam-me de louco e outros tantos nem olham para o banco em que estou sentado. Se queres que te conte um segredo, digo-te que te espero, silenciosamente, no embalar de um fim de tarde em que a lua já se avista no céu desta terra que sinto tão minha. Espero-te, não apenas hoje, já te espero nestas canções em que te ouço e em pequenas frases, recantos de uma vontade tão viva, tão permanente. Sinto-te em ca…

Contornus...

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Os contornos eram pintados nas cores encarnadas de uma paixão sentida, inspirada nas partículas finas que percorriam o corpo, que faziam tremer. A procura tivera desaparecido, o destino formava-se sobre aquela tela, no meio de tantos riscos e risos, no meio do desconhecido, daquele que fazia querer ainda mais. Acendi um cigarro e, ficando a olhar toda aquele mistura de sensações, assisti a uma história bem em frente ao meu olhar, à descrição do teu ser, traço a traço, na insensatez de um amante, na harmonia de um decorador, no acreditar de uma criança. As horas passavam e tudo parecia não estar completo, eram cores cobrindo outras, eram espelhos de traços que marcam a memória, de particularidades que cativam o coração. Por mais que pintasse ficava sempre um tanto por acrescentar e, num súbito pensar de amor sentido, vi que seria eternamente uma obra incompleta. Tudo isto é como quando se escreve sobre nós, quando se canta sobre dois amantes, quando se narra uma história vivida sem rec…

Entre tudo e nada...

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As ruas estavam desertas e o teu corpo reflectia-se nas paredes pintadas em cor de betão. Os candeeiros pouco iluminavam e o meu olhar tornava-se turvo, distorcido de sentido, perdido de palavras. O silencio era escutado pelo peito, o sonho fazia-me seguir-te e, sem recear-te, convidei-te para um dança, uma mistura de passos e descompassos, de beijos, de abraços. Eramos apenas nós os dois, num mundo que parecia ter parado para que nós nos encontrássemos, naquele lugar, na luz daquele luar, numa forma tão peculiar de olhar. Sentia a tua pele junta à minha, num cumprimento de quilómetros quebrados, na irrealidade de uma utopia alcançada, de um mar de saudade desaguado num rio vivo, bem vivo nas nossas mãos. Pedindo-te ar deste-me um tempo desconhecido em mim, mostraste-me caminhos nunca antes percorridos, olhares nunca vistos e despertaste-me amor, um amor que sabia amar. Cuidado e cuidador, narrador e trovador, foi naquela noite, naquele beco com cheiro a vontade de ficar que te embrul…

Outono Intermitente...

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Andamos trocamos, perdidos, achados, Entre ruas e ruelas, esquinas, vielas, Respiramos este ar, mergulhamos neste mar, Sentimos o calor, vivemos este amor. Repartimos sabores, sonhos, amores, Entre rios e baías, oceanos, travessias, Navegamos neste mar que nos faz avançar, Abrimos os olhos para viver, para fazer acontecer. Voamos paisagens, sonhos, miragens, Entre querer e ficar, amar, lutar, Somos apenas errantes, desejos começantes, À média luz de uma paixão que nos tira a razão. Esperamos consequentes, pacientes, eloquentes, Entre pétalas e flores, desejos, sabores, Aguardamos o momento que vai para lá do firmamento, Somo a continuação de um querer, a prova de um saber. Olhamos vendo, sentindo, querendo, Entre sons e fantasias, prosas, poesias, Instantes em que te espero, distâncias que desespero,
É a confissão de um amor diferente, de um amor permanente...



Na nossa terra...

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Em segredo escrevia na parede, em frente da tua casa, os versos que há muito te endereçava, escrevia no silêncio da noite e no escuro daquela rua deserta de gente. Vivia na rebeldia daquele acto, nas cores alegres em que o teu nome descrevia, em que o teu corpo percorria, em que as tuas curvas delineava nos passos descompassados de um coração que te guardava. Sentia-me livre, verdadeiramente livre, despido de roupas e de receios, de enganos e desenganos. Há muito sentia-te e era, nesse peculiar sentir que te tinha mesmo sem te ter, que te abraçava numa noite fria de outono, nesta nossa terra ou numa outra qualquer. Confesso que sou um incurável sonhador, um narrador de histórias vividas e outras tantas projectadas à média luz de um candeeiro a petróleo, que sou este pedaço de carne em que o sangue corre por entre as minhas veias, tornando-me neste homem de ninguém, neste homem de mim mesmo. As horas passaram, a janela do teu quarto, aquela projectada para uma rua apertada de um lugar …

Diário de Bordo - Dia 30/10/12

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Debruçavas o teu ser na minha alma, ficamos tempos sem tempo, horas sem ponteiros, momentos vividos, agarrados no frio de uma tarde de Outono. O sangue corria de forma desenfreada, naquela tarde gelada, em dois corações quentes. Segredando-te ao ouvido confessava cada recanto do meu ser, cada sentimento sentido em ti erigido, num sonho de criança, numa vontade de homem. Sorrindo desvias-te o teu olhar em direcção ao mar e, naquele areal, permanecemos como dois intempestuosos seres, libertos de amarras, libertos da noção de certo e de errado. O cheiro da tua pele permaneceu no meu imaginário, o toque, a suavidade de um bailado de dedos que percorriam o corpo, que abraçavam a vontade que era maior que os homens, inexplicável ao olhar de tanta gente. As tuas palavras ficaram tatuadas no meu ser, neste caderno em que escrevo as memórias de uma vida, o que realmente é importante neste caminho seguido a dois. Em palavras baixas disse-te que foi no risco que nos cruzamos e é sempre, nesse ri…

Rasbisco...

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Dançamos que nem loucos, num toque sentido, num lugar perdido, numa sinfonia de dois corações. Deslizamos por aquele soalho de madeira com cheiro a Outono, sentia o teu pulsar no meu abraço, perdia-me no olhar que emanava do teu ser, que me revelava a tua alma. Sentia-te, sentia a aragem que passava pelo teu cabelo, que me fazia avistar uma garrafa de vinho aberta com dois copos, com duas velas acesas. A melodia transpirava vida e os nossos corpos, naquele abraço, deixavam-se ir, numa sala com lareira quente, com vista para um mar tão nosso. Livres, livres confessávamos sentimentos, falávamos num beijo silencioso em que a alma revelava bem mais do que aquilo que queríamos. Há muito que te escrevia em contos meus, em rabiscos que preenchiam as paredes do meu quarto, aquele que emergia do meio dos sonhos, que te formava assim, mulher, a minha mulher. Chegaste suavemente a mim, no meio de acordos de guitarra e compassos descompassados de paixão. Ficas-te a habitar o refúgio do meu ser, f…

Rima da primeira letra...

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Barco de papel, de papel que me leva, que me arraste, que traduz as linhas escritas de um destino vivido. Prosa complexa, pedaço de tudo, mão cheia de nada. Sonhos vividos, sentidos na neblina acordada de uma noite de outono, fazem-se os primeiros ajustes, confessam-se os primeiros amores. Caminhos seguidos em passos firmes, firmeza de quem sabe o que quer, de quem luta, diariamente, por um futuro sonhado, por projectos que vão para além do visível ao olhar de tanta gente. Sorrisos, choros descontrolados, noites mal dormidas e um pensamento único, um querer tão intenso capaz de dar significado a uma vida. Mais que dias, são escolhas, escolhas contidas em palavras proferidas, em simples tempos em que o tempo nada vale comparado com um amor crescente. É o reinventar do homem, uma criança que se vê crescer na sua própria essência, é pano fino de linho, é a pele tingida de um sofá em que te sentas. Metas cumpridas, sonhos adiados, amores vividos e outros residentes para lá do firmamento. …

Percepção...

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Tocava-te na pele, sentia-te mesmo ali, numa mistura que me envolvia no sabor doce do teu beijo, no abraço apertado do teu ser. Simplesmente ias-me revelando o caminho e eu seguia-o, passa-a-passo, na altivez de um orgulho nosso, de um sentimento presente. Há muito pedíamos o momento, o momento em que os nossos dedos se entrelaçavam numa sinfonia de batimentos cardíacos em que os sorrisos cravavam, na memória, a vontade de ficar ali mesmo. Segredando-te ao ouvido disse que o mundo estava na palma das nossas mãos, que as marés eram firmes ondas que embatiam contra o nosso corpo, que revelavam a firmeza da ancora que colocamos nesta baía  nesta cais em que nos despimos de tudo o que nos tapa o rosto, que nos encubra a vontade. Estás aqui, neste beijo que guardo em memórias minhas, nestas letras rabiscadas que têm o teu perfume, o teu toque, o teu amor. A distância perde-se nos sonhos que sonhamos, nesta forma livre de sermos, em que os caminhos e estradas nada são comparados com os laço…

Contornus...

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A vida tivera dado tantas voltas, tantos os rumos seguidos, tantos os desejos pedidos. Nós estávamos ali, um perante o outro, despidos, juntos, olhando na altivez de um sentimento que perdurava há tanto tempo. Em palavras mudas comecei a dedilhar o teu ser, fechei os olhos e deixei-me ir, toque a toque, sentido a sentido. Sentia-te, perto, o teu respirar estava colado ao meu fazendo, de nós, a continuação um do outro, a resposta das perguntas que tanto fazíamos. Naquele momento, naquele lugar nada éramos e, ao mesmo tempo, em tudo nos tornávamos, silenciosamente confessávamos e no silêncio das nossas vozes entendíamos tudo num dialecto apenas nosso. Um dia disseste-me que a vida seguia o rumo das nossas escolhas, que éramos carne, coração, prosa ou canção. Disseste-me que o tempo nada era e que as horas passavam fazendo, de nós, trovadores da nossa própria vida. Esses dias para mim tudo são, nunca contei tempos e muito menos caminhos, sempre preferi ser livre, reagir por instinto, deix…

Da próxima vez...

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Da próxima vez, não fiques por aí, fica em mim, recebe o que te dou. Da próxima vez, agarra a minha mão, segue os meus passos e eu far-te-ei sorrir. Fica aqui, permanece na minha história, escreve comigo os nossos próprios sonhos, lutaremos juntos por eles. Hoje sente a minha presença, sente a minha voz ecoando dentro do teu peito, dentro desse coração em que um dia ancorei, em que um dia vi para além das barreiras que possam existir. Não é verdade se disser que não te amo, não é verdade se disser que de ti não me lembro. Mentira minha, mentira nossa se partirmos em busca de algo que não sejamos nós mesmos, que não sejam aqueles sorrisos que nos fazem sorrir. Da próxima vez, olha-me nos olhos, despe-me a alma, e explora cada sinal calado, cada silêncio impregnado de mim, embebido deste meu amor. Recorda cada momento, cada pequeno momento que forma algo nosso, que nos entrelaça nas vielas das ruas que nos conhecem, das prosas que falam de sentimento. Procuremos juntos o porto de abrigo …

O que deixas por cá...

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O vento arrasta o meu corpo por estas ruas, neste refúgio dos meus sentidos. Entre vozes e sorrisos camuflados procuro a tua alma no meio de tantas, procuro a minha verdade e não mentiras em gestos contorcidos ou corações amargurados. Na liberdade das minhas escolhas escalo mais uma montanha, mais um monte erigido sobre os sonhos que vou sonhando e as vontades que me compõem. Sou o que tanto quis ser, sou este homem que sente, que recorda, que chora, que ri, que guarda, que luta, que não desiste de um grande amor. Vida, vida retratada em sons e fotografias que matam a vontade, que apaziguam o coração, que acalmam esta vontade de tudo largar e para os teus braços correr. Pode parecer mais um devaneio, mais um sonho em que me perco mas, a realidade do sentimento, está lá, a realidade de um querer que atravessa rios, que quebra distâncias e a tua alma beija. Horas vividas e outras tantas por viver, é a história, é a memória de algo por acontecer. O tempo passa mas o verdadeiro permanece,…

Nessa tua pequena Altivez...

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Agarra-me, nesta noite, desta maneira, da tua, da nossa. Devora-me num sentimento secreto, neste emaranhado de emoções, aqui, agora. Debruça-te sobre o meu peito, sente o pulsar, o meu respirar, esta melodia de passos descompassados, de destinos cruzados, de uma intensa paixão. Olha-me, penetra-me no olhar com o teu sorriso, com a leveza do teu cabelo e com a chama que me faz querer-te. Queima-me, lentamente, no fogo do teu sentimento, nas tuas mãos entre as minhas, nos teus lábios selados aos meus. Saboreia-me, entre o salgado do mar e a pele que te sabe esperar, tatua-me, liberta-me, ama-me. Fica mais um segundo, mais um momento, quebra as horas e esquece o tempo, aqui vive-se na inercia de tudo o que não faz em nós história, aqui vive-se na loucura do sentimento. Navega, comigo, sem medos, sem receios, o mundo será a nossa casa, a nossa praça, a nossa lua estrelada. Seguiremos a estrada, o amor não carece de grandes provas, o que se quer é que sejamos bem-amados, que saibamos amar,…

Esta vontade de ti...

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Agarra-me, agora, sem demora, sem hora. Agarra-me, pega-me na mão, embrulha-te no meu abraço, deixa em mim um pedaço. Beija-me, mostra-me, faz-me despertar, faz-me te amar. Fica, um momento, no firmamento, desperta em mim o sentimento, esta vontade de te amar. Faz-me lutar, querer-te ainda mais, querer-te de forma permanente, na hora, no dia seguinte, eternamente. Mostra-me, revela-te, grita, sussurra-me, cativa-me. Beija-me, tira-me o ar no tremer do meu corpo, faz-me sorrir, sem promessas, sem conversas, apenas no silêncio do nosso olhar. Tira-me a roupa, mostra-me a nudez, junta a tua pele na minha, numa cama, numa praia, num lugar qualquer. Faz-me acreditar, em ti, no amor, na verdade, no nosso sonhar. Luta, faz-me lutar, sem desistir, sem prescindir, ficando contigo, ficando connosco. Liberta-me, mostra-me o que é a liberdade de um partilhar, mostra-me o caminho o resto, o resto ,vai-se vivendo. Prova-me que todos somos diferentes, que a lua faz de nós confidentes, fica comigo, e…

Continuo a querer(te)...

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Continuo a querer-te como sempre quis, continuo a sonhar como sempre sonhei, a amar como sempre amei. Continuo a querer uma história verdadeira, um amor que não acabe e um presente repleto de sonhos vividos, de mãos apertadas e de beijos sentidos. Continuo a querer, a querer um cantinho não meu mas nosso, um refúgio para as nossas almas, um lugar em que possamos pousar depois de voarmos livremente. Continuo a acreditar, a acreditar num futuro sem fim, num presente repleto de sorrisos e no poder do querer, do sentir, do desejar. Continuo a seguir os meus caminhos, em projectar um destino, a ser fiel ao que sempre fui. Continuo a saber por onde ir, com quem ir, continuo a desejar, a desejar-te. Não quero muito, não desejo muito, apenas e somente, um amor que não pare de crescer, um respeito que nunca acabe, um querer que nunca se dissipe, um toque de felicidade e uma pitada de saúde. O que quero é que este meu acreditar não acabe, que os valores não acabem, que as pessoas como tu não ac…

Hoje vem ter comigo...

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Nesta noite vem até mim, nesta noite espero por ti debruçado sobre a janela com vista para o nosso mar. Hoje vens tu ao meu encontro, ruma pelos caminhos e trilhos que tão bem conheces e visita este meu coração. Entra sem pedires permissão, a porta está aberta para ti almejando a tua chegada, contado os segundos de um encontro de destinos cruzados. Entra em passos leves, leves como a brisa que trazes contigo, como esses ideais que me prendem a ti, a uma prisão boa, daquelas onde quero permanecer, entendes? Vem apenas tu, despe-te de tudo o que te rodeia, vem apenas tu, porque és tu que interessas, todo o resto fica à entrada. Olha-me nos olhos e verás que as palavras não são mais ditas, que os gestos entram e, com um beijo, provo tudo aquilo que agora sinto no teu peito. Vem, vem depressa, mas não venhas com tempos contados, seremos apenas tu e eu, nós, quero perder-me como há tanto não me perco, quero ter-te, sentir-te nesta mistura de adrenalina e de um sentimento crescente que não …

Diário de Bordo, dia 27 de Setembro de 2013...

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Somos feitos de tanto, pedaço de mar, somos feitos de tudo, desta garra de agarrar. Somos eu e tu, somos nós, somos um nós difícil de desatar. Somos presenta, ausência, acaso ou coincidência. Somos tudo, somos nada. Somos os fragmentos deitados ao ar, somos fortaleza, rua apertada ou um banco que espera o nosso sentar. Somos noite, somos sorrisos, somos o mesmo lugar, o mesmo sítio, somos o desencontro. Somos os sonhos calados, as letras que falam, somos uma mistura de liberdade com o não sabor do que é ter. Somos o tempo, somos o momento, somos a hora que dita a chegada, somos as tuas malas na hora da partida. No meio de tudo isto somos apenas o acaso ou um ladrão saltimbanco que nos rouba o pensar. Somos o sentir, mesmo sem tocar, somos os confessos versos ainda por completar. Somos o que tu quiseres ser, ou somos o que sempre fomos, somos desconhecidos que se conhecem bem. Somos o querer, o querer ir mais além. Somos e nem sabemos que o somos, porque sendo vamos construindo uma cum…

A tua expressão em forma da minha arte...

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Por entre as telas pintadas em cores monótonas ouvia o grito da tua voz, ouvia o bater do teu coração. Instantes em que tudo parava, em que o amor ali falava, sobre aquele manto de neblina, entregue ao véu que o teu rosto tapava. Apenas sentia cada respirar teu, cada olhar penetrante que pelo véu fino passava, como brisa fresca, como melodia que no meu peito ecoava. Era o assumir do amor, o viver na ausência de dor, apenas presente o sorriso que não era visto, apenas sentido, tornando tudo muito mais verdadeiro. Nos teus olhos conseguia sentir a falta de liberdade, a escassez de vontade que te prendia aquele tela em tons pastel, aquela tela que te contornava as formas do teu corpo mas nunca exprimia a alma de que eras composta. Vontade de viver, vontade de correr tão esquecida de ti, tão lembrada por todos aqueles que passavam sem te olhar, que olhavam sem em ti reparar. Tu não, não me eras indiferente, eras e sempre serás o espelho da minha vontade, o viver da minha ansiedade. Laços …

Partes, fragmentos, momentos...

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És parte de mim, és vida, sonho, realidade, presença, ausência. És a metade de tudo isto, de um mundo nosso, destes dialectos mudos em que se confessam amores. Complementaridade da minha pele, continuação das veias em que corre o sangue deste meu desejo, és cabana, és refúgio, és inspiração. Detentora de um tanto que eu almejo ter, as minhas mãos procuram as tuas, o meu olhar percorre todos os outros na busca do teu. Metade da minha laranja, és o sorriso que me faz querer mais, és o caminho longo que eu não me canso de percorrer, és espera, és destino. Narradora e personagem principal das minhas fantasias, és o despontar do sentimento, maré que me arrasta, rio, a ponte 25 de Abril que abre os braços esperando o nosso encontro. És segurança, firmeza rara de encontrar, adrenalina, insanidade, és loucura, uma loucura que me faz avançar. És melodias que eu ouço matando um pouco da saudade de ti, és desconhecido, és mudança, és para mim o estereótipo da não monotonia que eu procuro. Metade…