"Longe vão os dias..."

Longe vão os dias em que me sentia vazio, em que o meu corpo era um rio,
Que se largava na corrente das águas - sem sentir vida: em si.
Longe vão as horas em que a saudade invadia o meu peito, 
Em que as lágrimas escorriam pelo meu rosto, em gritos de vontade,
Em sonhos calados (que sonhava... com alguém como tu).
Longe vão as noites escuras em que me entregava às amarguras,
Em que vivia no silêncio de um coração aprisionado pelo medo,
De nem em segredo... te poder ter nos meus braços: um dia.
Longe vão os gritos de desespero, o desassossego de não adormecer,
Contando o tempo em que o tempo se esquecia de quem eu era,
Em que me dissipava em projectos de vida - vazios.
Longe vão os sorrisos que ficavam aprisionados, os dias que não eram usados,
As roupas que ficavam agarradas à minha pele - escondendo o meu ser.
Longe vai tudo... tudo o que não me fazia viver,
Porque foste tu que deste vontade ao meu caminho,
Foste tu que bombeaste o meu coração, que despertaste a paixão,
Foi a teu lado que aprendi, verdadeiramente, a amar. 





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