Bon Vivant...

Confesso-me um apaixonado pela subtileza, pela arte do “engate”, pelo charme próprio, pelo riso contagiante. Contento-me de pouco, respiro adrenalina e, a monotonia, aborrece-me. Acredito em utopias que tantos dizem não ser concretizáveis, sou um adepto da carne, da pele, dos beijos apertados e dos corpos moldados, um, no outro. Sempre me cativou a simplicidade, a criatividade, a cultura de quem se atira às letras, de quem faz da vida poesia. Confesso-me um selvagem livre, um nómada no que toca a convenções, não sou de pré-noções e, raramente, não caio em tentações. Sou talvez errante, um bon vivant, um homem feito de sonhos, daqueles sonhos que gosto de repartir. Sou de memorizar, sinto a minha pele coberta de tatuagens, de histórias, de marcas. Talvez seja um guerreiro ao meu olhar, talvez seja um peão ao olhar de outros. Tão pouco me importa tudo isto, toda esta coisa certinha, de levar uma vidinha baseada, somente, na certeza. Confesso-me assim louco, louco pela vida, pela incerteza, pela paixão, pelo amor que me estremece, que me enlouquece, que me tira o sono em plena escuridão. Sou então música, não um ritmo suave, talvez seja o som das ondas, em dias agitados, naqueles dias em que me agitas, de tal forma, que não consigo conter os impulsos dentro de mim...




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