Um dia...

Engraçado como o destino o tivera surpreendido num dia comum, as canções cheiravam a Natal e, no meio de sacos e de uma bebida quente, ele perdeu-se no meio da multidão. O anoitecer estava fresco e as luzes chamavam-lhe a atenção, roubavam tempo a um tempo que tivera tirado para si. Os passos eram lentos, estava uma eternidade para ser vivida naquele mesmo espaço, num compasso descompassado de palavras, no meio de ritmos diferentes de vida. Hoje o seu coração estava calmo, movia-se na liberdade do seu sentir e, num ápice de tempo, encontra-se com um outro olhar, cruza-se com um sorriso e segue, ambos seguem as suas rotas predestinadas ininterruptamente com um virar de ombros para prolongar um pouco mais o embate. Chegando ao carro pega nas chaves, coloca os sacos na bagageira e ouve um pequeno riso camuflado pelo barulho dos motores de outros carros. Olha para trás e ali estava ela, desconhecida ao seu olhar, surpreendente na atitude tomada. Ficaram numa conversa que se desenrolou num diálogo de poucas palavras, numa curiosidade de conhecerem-se para além daquele parque de estacionamento. Foi então que combinaram encontrar-se mais uma vez, algo incomum para ele e, num volte e face do destino, entra no carro sabendo que o tempo mudara e ele, ele também...


Comentários

  1. Sem palavras. Enrolas-me em tuas palavras, é fantástica a tua forma de escrever, muito pormenorizado e simples, vais até ao ultimo detalhe, mas é sempre esse detalhe que faz da tua escrita unica e tão especial. Sempre romantico e apaixonado. Um beijinho

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  2. o título do teu texto fez.me lembrar o título de um livro que li chama "Um dia". A história é lindíssima, conta o amor, todas as celebrações (boas e más) do amor. Era bom para ti. Beijinhos

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  3. sabes que adoro ler-te e sabes que gosto muito de ti. obrigada por teres esse coração do tamanho do mundo e por falares tantas vezes com ele aberto! <3

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  4. Realmente não há nada como ler e interiorizar palavras tão puras de belas que são e vindas do coração...

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