Letras...
O tempo irrompe pela nossa forma de
sentir, na nossa forma de amar. Quebramos os minutos, pensamos que o amanhã
será o grande dia e quando, o amanhã chega, voltamos a adiar a nossa luta para
o dia seguinte. Assim vamos vivendo, ou melhor dizendo, vamos apenas
sobrevivendo numa vida meio vivida, meio esquecida. Pensamos demais, pensamos
tanto que acabamos por cometer o maior erro da vida, não vivermos porque nem
sequer fomos capazes de tentar.
Fala-se de amor, de uma necessidade
que existe de se encontrar pessoas que saibam amar e, quando as vemos, o que se
faz? Nada, porque voltamos a comparar pessoas e a pensar que iremos passar pelo
que passamos anteriormente. Ora, se nascemos para amar e ser amados e se não o
fazemos, então o que estamos a fazer? Estamos a adiar a história e, com isto,
acabamos por anular um tanto que poderia ser vivido e que acaba em nada que te
faz arrepender.
A maioria das pessoas arrepende-se
de não ter vivido algo, lamenta, mas esquece-se que a principal culpada de tudo
a ela mesma, porque nunca foi capaz de tentar, nem que fosse uma vez. Do que
vale viver sem experimentar o risco? A adrenalina da espera de uma resposta
depois de um passo dado?
O que existe é um comodismo tremendo
de quem quer amar e espera que o amor seja construído sem nada fazer. Se assim
o fosse tudo seria fácil e todos viveriam um amor sem saber o que ele,
realmente, é. Temos de saber viver dualismos, experimentar vitórias e derrotas,
amores e desamores. É desta forma que aprendemos a viver, a seguir, em passos
firmes, sonhando e tentando que esses sonhos sejam vividos.
Tentando? Não, não gosto da palavra
tentar, gosto mais da palavra batalhar. Falam que o amor se perdeu, que já
sentem a distância a surgir mas, quando se fala de amor, a distância física,
nada é, comparada com o sentimento nutrido. Não se entreguem às desculpas, àquelas
típicas frases já tanto ouvidas como “Ah! Hoje estou com imenso trabalho,
amanhã eu tento” ou então “Se ele/a não diz nada porque serei eu a dizer
primeiro?”.
Tantos são os amores que morrem
mesmo antes de existir e depois custa, custa saber que não vivemos porque nem
tivemos a coragem de tentar. Como eu sempre defendo, mais vale arrepender-me de
algo que fiz do que de algo que deixei por fazer. No amor é mesmo assim pessoal!
Hoje tentas e amanhã logo saberás o desfecho de tudo aquilo que tiveste o
orgulho de tentar.
Chamam, à vida, um “jogo” eu
prefiro chamar um “resultado” um resultado de escolhas, de lutas, de sonhos, de
atitudes. Acredito no destino, claro que ele existe e as coincidências só nos
revelam caminhos que, tantas vezes, nem conseguimos enxergar. Agora nunca
partam, nunca se afastem sem saber qual o sabor de um beijo, qual o resultado
de um olhar cruzado ou qual a aventura de correrem de mãos dadas por um areal
numa noite de Verão.
Não se anulem em vocês mesmos e
nunca se despeçam de um amor só porque não querem dar o primeiro passo. Tudo se
perde com a falta de coragem e, em nada, a monotonia vos irá ajudar a sorrir com
mais frequência. Como Tom Jobim diz “O essencial é mesmo o amor, ninguém
consegue ser feliz sozinho”. É verdade ninguém é completamente feliz sozinho,
por isso, levanta-te, sê ousado/a, não percas horas a sonhar na cama se o que
queres é viver na rua, uma história, a tua, a dela/e, a vossa história.
Que todos os sonhos sejam sonhados
e, que deles, sejam seguidas as aventuras de uma vida que é desenhada por ti,
sim, por ti mesmo/a...

A vida é mesmo um resultado. Forte abraço
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