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O tempo irrompe pela nossa forma de sentir, na nossa forma de amar. Quebramos os minutos, pensamos que o amanhã será o grande dia e quando, o amanhã chega, voltamos a adiar a nossa luta para o dia seguinte. Assim vamos vivendo, ou melhor dizendo, vamos apenas sobrevivendo numa vida meio vivida, meio esquecida. Pensamos demais, pensamos tanto que acabamos por cometer o maior erro da vida, não vivermos porque nem sequer fomos capazes de tentar. Fala-se de amor, de uma necessidade que existe de se encontrar pessoas que saibam amar e, quando as vemos, o que se faz? Nada, porque voltamos a comparar pessoas e a pensar que iremos passar pelo que passamos anteriormente. Ora, se nascemos para amar e ser amados e se não o fazemos, então o que estamos a fazer? Estamos a adiar a história e, com isto, acabamos por anular um tanto que poderia ser vivido e que acaba em nada que te faz arrepender. A maioria das pessoas arrepende-se de não ter vivido algo, lamenta, mas esquece-se que a principal culpada…

Aquele mesmo olhar...

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Toque, sentia-se o toque de dois corpos que se despiam, que se fundiam, num oceano de desejo, num areal extenso da paixão que tivera chegado. Embrulhados um no outro, sob a luz do luar, naqueles beijos rasgados, abraços apertados, gemidos calados, confessavam o tempo, paravam os relógios. Gritos mudos entendidos por dois olhares, dois amantes, um só lugar, um coração cravejado de tatuagens de um amor maior. O cabelo molhado era sentido, numa noite fria aqueciam-se ali, no sabor salgado da pele arrepiada, no pedir de mais, de um mais que ambos saciavam no silêncio de uma noite tão deles. Os quilómetros os tiveram arrastado para aquele refúgio que antes desconheciam, seguiam os passos de um querer, sem cobrar no dia seguinte, sem projectar em cima de um momento partilhado. Ambos sabiam que era no secretismo daquele encontro que residia a adrenalina que lhes corria nas veias, que eram naqueles beijos ora roubados, ora envergonhados que, os dois, se entregavam ao prazer sem culpas, sem mo…

Entre e ter e não ter...

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Quantas vezes dás por ti a sonhar? Quantas vezes ficas acordado(a) até tarde relembrando cada sorriso, admirando cada pormenor que para os outros é imperceptível mas para ti faz toda a diferença? Quantas vezes sorris apenas com uma simples imagem ou até mesmo com uma música que te faz lembrar? Quantas vezes? É nestas alturas que vemos que estamos vivos, que o amor entra por nós, percorre este nosso corpo desencadeando uma série de emoções que antes pareciam tão adormecidas. Começamos a dormir menos, a adormecer com um sorriso no rosto e a acordar lembrando aquela pessoa, aquele olhar, aquela forma de ser. Nesse momento começas a gostar, a sentir, mesmo sem querer que o amor cresça mas, na verdade, não o podes parar, não o consegues parar, porque o amor entra em ti mas tem vida própria. Quando se fala deste assunto do coração, a razão é posta de lado, pensar de mais, faz viver de menos e, por momentos, é bom sermos insanes, termos aqueles momentos de insanidade que nos façam arriscar, q…

A tua parte...

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O olhar perdera-se no meio das palavras caladas. São gestos mudos, mundos à parte em que eles se encontram, em que fundem melodias na percepção de silêncios que tanto falam. O brilho toma conta do rosto de ambos, ambos abraçam-se no meio da multidão, num gesto tão próprio, num gesto tão deles. São segundos dispersos no meio de uma história em construção, é o beijar, o tocar, o cuidar de ambos, o preservar de um presente que almeja ver-se num futuro real. Dão-se os passos seguros, riscos que se correm quando se faz arte na interligação de sentimentos que se expressam em forma de amor. Minimalismos de coisas que tanto dizem, momentos simples, simples como a água do mar que lhes banha os pés numa noite de Verão.
Existem vidas assim, vidas que despertam num clique, que crescem de forma tão natural no peito de quem sente para além do óbvio. Gosto de acreditar nisto porque, na verdade, cresci vendo, no amor, não mais um caminho mas, sim, o caminho que dá significado a tantas destas letras q…

Talvez...

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Hoje tira um tempo, não leias estas palavras sem música, coloca a música que te deixo e deixa-te ir pelas frases que questionam. Beijos e Abraços e sejam felizes... Clica na música
Talvez um dia viverás o que queres, Talvez seremos apenas um em vez de dois, Talvez a voz do coração fale mais alto, Talvez os beijos que trocamos sejam reais, Talvez o destino nos cruze a alma, Talvez os sorrisos tenham significado partilhados por nós, Talvez o medo quebre e arrisquemos uma vez, Talvez a tua voz seja igual à minha, Talvez a vontade seja de agarrar o mundo, Talvez a verdade seja apenas nossa, Talvez a distância seja um pormenor num grande amor, Talvez o momento surja e tu nos meus braços ficarás, Talvez algum dia mostrar-te-ei este nosso mar de outra forma, Talvez sejamos o que nunca ninguém foi, Talvez ficaremos juntos provando um final feliz, Talvez sorriremos ao ver filmes numa noite de Inverno, Talvez serei o homem que se faz falta, Talvez serás a mulher que me faz acreditar, Talvez as horas cheguem a nós,