Caminho difuso...
Hoje deixo-vos
algo diferente do que escrevo, deixo-vos uma história de um amor perdido,
porque a vida é mesmo assim, perde-se e ganha-se mas o importante é nunca
desistir. Aviso que esta história não é do meu Eu apesar de ter algumas passagens reais mas um pouco alteradas. Coloquem a música e deixem-se guiar...
Os caminhos tornavam-se difusos, os
meus pés cansados pediam para parar, para parar mais um instante neste tempo
perdido. Eram nas ruas e ruelas que me revia, neste mundo que não era meu,
nestas pessoas que desconhecia o rosto. Faltava-me o sentimento, faltava-me o
coração que perdera em tempos, num tempo que se esqueceu de mim, num tempo
impávido à vontade que eu tinha de sonhar. Deixei de acreditar, deixei de
acreditar nas histórias que me enchiam o olhar, que me rasgavam o sorriso que
agora nem sequer me lembro como era. São dias e noites iguais a tantas outras,
dias e noites que não adormeço para que o sonho não me invada, dias que padeço
por dentro, que me deterioro por fora. Não queiras saber de mim, agora já não
queiras saber deste meu corpo usado, gasto pelo tempo, gasto como as roupas que
se agarram a mim tornando-me espectro do que um dia fui. Sou a palavra calada
que nem quero escrever, sou este impasse que me torna desumano no meio de uma
humanidade que se esquece de amar. Fiquei igual a todos os outros, mendigo de
sentimentos, pobre de espírito Perdi-me, perdi-me neste meu grande sentir,
neste sentir que todos desconhecem, que todos ignoram levando a vida de
aventuras perdidas e de histórias sem significado. Fui eu que errei, se calhar
fui eu que errei nascendo com amor dentro de mim, vivendo e respirando do
mesmo. Agora que me encontro perdido, não me quero encontrar, não quero tomar
consciência porque isso dói, dói saber que tudo está errado, ou então, sou eu
que estou no sitio errado. Percorro estes caminhos, estas calçadas frias em que
os meus pés se deitam, em que eu me deito esperando não adormecer. Quero ser
livre, mas a liberdade é um fruto que eu desconheço, a liberdade foi-me levada,
por mim, por mim mesmo no dia em que quebrei as barreiras que me tornavam
imune, no dia em que o amor deixou de ser uma canção e se tornou no triste fado
da minha alma. Amores são para ser vividos, mas falsos amores matam, matam-me,
consomem-me, tiram-me o que me restam, deixando-me mais pobre do que aquilo que
agora sou. Queria ser rei, mas hoje, sou o escravo de mim mesmo, o escravo de
um passado que vivi, de um presente que perdi e de um futuro que nem sequer
sabe mais de mim...

Sofreste assim tanto por amor?
ResponderEliminarÉ por isso mesmo que agora o agarras com todas as forças?
Nunca erras-te, pelo que me parece. Dás de ti e tens tanto sentimento e vontade de amar que ter alguém que consiga realmente acompanhar a tua pureza é dificil. És unico nessa missão, o passado vai deixar de ser realidade e o futuro há-de encarregar-se de te encontrar e te doar os mais belos momentos, a mais bela paixão e o mais bonito amor.
ResponderEliminarBeijinho*
Desculpa, não tinha reparado :3
ResponderEliminarEspero então que as passagens a que te referes que são verídicas, sejam as melhores e não as dos momentos maus.
Beijinhos*
obrigada pelas tuas palavras, tenho sempre imenso gosto em lê-las! beijinhos
ResponderEliminarusas palavras arrojadas. Que texto lindo mas triste ao mesmo tempo :)
ResponderEliminarDos textos que mais me agrada, a dor, a perda, um amor terminado... PARABÉNS!
ResponderEliminarGosto !
ResponderEliminarOlá olá,
ResponderEliminarAqui já cheira a Natal, hehehehe!
Bem, novamente fico impressionante com a tua escrita é que me motiva mesmo á leitura, queria eu ter um livro teu para me entreter agora na minha viagem que vou fazer para casa haha! Ia ler com todo o gosto :P
Falando do texto em si, realmente todos os nossos caminhos são difusos cabe-nos a nós iluminar o nosso próprio caminho e nao nos perdemos no meio dos "ses" e " se nãos".
Achei muito criativa a forma como acabas.te o texto de mestre! Oh, mestre André :P
Abraço
Primeiro, e antes de mais, acertas sempre nas músicas :)
ResponderEliminarSegundo, acho que nós, que nascemos com o amor dentro de nós, com um amor gigante, vivemos num sitio errado. Ou então é a humanidade que torna o sitio errado...Mas nós temos força para nos encontrarmos. Acredito nisso.
Muito muito obrigada! Eu é que tenho pena de não poder passar por aqui mais vezes. É tão bom ler-te!
ResponderEliminarVejo que já te rendeste a Birdy. Eu adoro :)