Não há desculpas...

O pano da peça cai, naquele palco fica ele e ela, dois amantes, dois apaixonantes personagens que se sentem a cada olhar, que se prendem a cada toque. Os dias são tão instáveis, tudo muda com uma intensidade incessante em que tanto se tem hoje, em que nada resta amanhã. Deve-se contemplar o que se vive, deve-se agarrar o que se possui, o que nos ama, o que nós amamos. Há desculpas que surgem uma vida inteira, há receios que impossibilitam tanta gente de viver, de ser, de dar a conhecer aquilo que são, no que acreditam, nos sonhos que fomentam. Instantes separam tanta coisa e somente damos valor à vida quando ela parece faltar, somente damos valor as pessoas quando elas deixam um vazio dentro de nós, uma ausência que nos sufoca a alma. A saudade surge do nosso viver, é resultado dos momentos marcantes, das pessoas cativantes e das tatuagens que percorrem os nossos corpos, que se ancoram aos nossos corações. Custaria tão pouco viver se as pessoas fossem mais honestas consigo, seria tão mais fácil amar e ser amado se não se fugisse, se apenas se amasse, sem desculpas, sem barreiras, acrescentando mais uma página a cada dia. Errar surge na vida de quem luta, errar surge nas histórias de quem vive, porque quem não erra não o faz e, certamente, quem não o faz não vive. Deve-se viver um agora, deve-se correr para quem queremos, arriscando, lutando porque nada nesta vida nos cai nas mãos sem esforço, nada nesta vida é nosso sem que o possamos fazer acontecer. Digam o que sentem, sintam o que dizem, há amores que vão e vêm, há pessoas que ficam ou partem mas no fim de tudo, há uma vida, uma vida que melhor ou piormente deve ser vivida e não assistida...




Amar de verdade nem todos amam, querer de verdade nem todos querem, sonhar contigo nem todos sonham, apenas um, apenas quem vê em ti bem mais do que toda a gente junta possa ver...

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