Os grandes amores não se perdem, reinventam-se...

Momentos marcam a saudade de um amor, instantes tão breves que chegam a ferir o coração de quem se deita sobre os sonhos sonhados, sobre amores vividos, presentes, ardentes. Paixões despertas, antagonismos e dúvidas, tudo contemplado num viver, num viver despido de mascaras e figurações. Aqui somos apenas nós, vivos, inteiros que damos tudo, que recebemos uma mão cheia, somos amantes, paixão de dois corpos, compreensão de dois amigos, de dois lutadores que se acompanham nas lutas desta vida, que dão primazia a si e aquilo que chamam de viver. Simples e eternos gestos permanecem aqui ancorados, aqui vivos neste pequeno refúgio de um grande mundo que construímos, que fomos regando e vendo crescer como fina flor, como delicado sentir que tem de ser respeitado, amado, sentido, querido. Amor em mim, perdido em olhos teus, sentido no coração de ambos, esquecido por muitos, lembrados por nós, nas noites quentes que não deixam dormir, nas horas vazias que sentem a falta, nas melodias que recordam, que chamam, que não possuem. Lutamos e continuaremos sempre a lutar, assim somos humanos, que agarram, que esquecem, que amam e que partem, tudo num só corpo, tudo em fracções de tempo em que se perde, em que se ganha dependendo da capacidade do nosso sonhar, da insistência do nosso querer...



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