A sinceridade daquilo que nem sequer se pode chamar amor...

Falavas-me de amor, daquele mesmo que nunca vivemos, olhavas, fugias e eu deixava-te passar por entre os dedos das minhas mãos, daquelas mesmas que nunca te agarram, que nunca se entrelaçaram nas tuas. O tempo passou e certamente as horas mudaram tudo, o sentimento que parecia tão vivo desvaneceu nas ruas e ruelas de uma terra que não podemos chamar nossa. Sempre acreditei que o sentimento não seria verdadeiro porque, se assim o fosse, jamais se perderia pelo passar dos segundos ou até mesmo pela distância que se resume a nada sempre que há um amor maior, uma forma de amar bem diferente das efémeras que vamos encontrando todos os dias, em todos os lugares. O silêncio permaneceu e sinceramente foi melhor assim, foi melhor esquecer uma história que nunca seria a nossa história, esquecer um momento, uma figura, uma forma e embarcar, deste modo, no refúgio das palavras e dos amores que elas vão representando de uma forma tão viva e ao mesmo tempo tão irracional. O coração esqueceu-se de ti, esqueceu-se de nós e o que resta são as palavras amargas e os olhares que já nem significado têm, que já nem sei o que um dia tanto representaram para mim. Não sou um sofredor incurável, apenas sei que jamais entregarei o coração a quem nunca soube cuidar dele, ver o que ele tinha para dar, partilhar os seus sonhos. Hoje levantei-me com a certeza que os dias podem mostrar bem mais do que aquilo esperamos, que as pessoas têm as suas formas peculiares de amarem e eu amo, assim, desta forma desnuda em que dou tudo de mim, em que me dispo e entrego aquilo que tenho, aquilo que sempre fui e continuarei a ser. O amor não é mais um brinquedo, ele tem uma razão, ele tem um sonho, ele assume uma forma e isso faz dele não uma igualdade mas sim uma forma de vida, a minha forma de viver...

Comentários

  1. vai parecer estúpido e, de facto, vou parecer uma menina ingénua mas... isso aconteceu mesmo, essa parte do texto de que tu tanto gostaste, pelo que me disseste. aconteceu e, eu já sabia, já sabia que ele não ia lá estar, que ia estar a jogar futebol mas pronto, chama-se ao que eu tenho de "saudade" mas, na verdade, é mais sentido que o verdadeiro sentido da palavra, enfim.
    e olha, falas-me daquela minha parte do texto mas sabes... esta: « o amor não é mais um brinquedo, ele tem uma razão, ele tem um sonho, ele assume uma forma e isso faz dele não uma igualdade mas sim uma forma de vida, a minha forma de viver... », para mim, foi uma coisa fora do comum, que lindo, mesmo. nunca vi uma definição tão bonita de "amor".

    uma pequena observação: fico muito contente de ter um seguidor como tu, é que não perdes um. obrigada, és um dos melhores que eu lá tenho. e podes ficar ciente que, cada vez que postas algo novo, eu sou uma das primeiras a ler, sempre e, se não for, não deixo passar nenhum dos teus textos à frente, vou sempre ler o que ainda não li e este, de todos eles, é o que eu gosto mais.

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  2. Sabes..é preferível ter acontecido isto (desgosto amoroso),pois embora seja doloroso (toda gente que passou por um,sabe-o),mas tornou-te mais forte.
    Fez de ti um ser humano maior,mais experiente.
    E embora esta experiência não ter terminado da maneira como desejavas,num futuro prévio vai aparecer alguém que te ame verdadeiramente,e que um dia passes a vida ao lado dessa pessoa.
    Só espero que essa pessoa,que anda por aí,chegue depressa!

    Beijinhoo* e nada de desânimos! "Há muitos peixes no oceano!" =)

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  3. obrigado . mesmo!


    é uma pena, é uma pena mesmo que agora a palavra "amo-te" seja dita como o "bom dia" a qualquer um que passa por nós.

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  4. Boa noite Pedacinho(s), André,

    Li, como sempre, e na íntegra o seu texto.
    Não conseguiu fazer o puzzle do seu coração? Faltavam peças ou não encaixavam no sítio certo?
    Responda só para si, baixinho, de olhos fechados.
    Só, hoje, chegou a essa conclusão. Estamos, sempre, a tempo, para retroceder e tomarmos outro rumo, outra estrada.
    Já reparou, que há tanta gente à sua volta?
    Reflectiu e concluiu. Hoje, foi esta a conclusão, que tirou.
    Amanhã é um novo dia e um dia novo. Esperam-no novos desafios.

    EXPERIMENTE A NÃO "AMAR" COM TANTA ENTREGA, sugiro-lhe.

    AMAR COM VERDADE É UMA DEPENDÊNCIA. LIBERTE-SE DESSA "droga dura".

    A caminhada, o desmame não será fácil, mas conseguirá.

    QUE ESTRANHA FORMA DE VIDA TEM ESSE SEU(NOSSO) CORAÇÃO!!!!!!

    SEJA FELIZ, TENTE SÊ-LO.

    TODO O MUNDO É COMPOSTO DE MUDANÇA. QUERO A SUA!

    Beijos carinhosos e encorajadores de luz

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  5. Docemente escrito e, de certa maneira, me fez querer abraçar seus passos vacilantes. Abraços meu amigo!

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  6. Adorei o teu texto! :)
    E sim tens razão, a nossa escrita é muito igualitária... Dor de amar, como eu sei o que isso é! Mas sabes, nem tudo é mau, a experiência também conta e de certa forma ajuda-nos a forrar o nosso "coraçãozinho" contra certos males! Desistir?? Nunca, jamais! A partir de agora vou começar a seguir o teu blog, gostei bastante! Sou uma principiante por isso tiro daqui um bom exemplo! :)
    Beijinho *

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