Ainda bem que apareceste...

Os tempos passam e todos nós sabemos que um erro, um pequeno e simples erro pode alterar a vida de pessoas, destruir construções mais frágeis, magoar corações mas sensíveis e traçar caminhos errados que mais cedo ou mais tarde nos mostram que não deveríamos ter optado por aquele destino. Assim é a vida, mas depois aparecem as chamadas segundas oportunidades, aquelas que servem para nos aconchegar e ver que afinal tudo pode ser diferente, que se pode ter, que se pode lutar, ou seja, que podemos agarrar aquela felicidade que deixamos escapar entre as mãos mas que vemos que é a mais certa. Gosto de saber que a vida dá muitas voltas, gosto de saber que afinal o destino, aquele em que por vezes não acredito, no fim de contas pode ser bem engraçado, pode ser surpreendente e até mesmo pode mudar a dimensão em que estamos em questões de segundos. Hoje o dia está de sol, um sol que já fazia falta, que faz com que o nosso corpo desperte mais para a vida, que nos faz querer sair, conhecer, rir e até mesmo ficar entre amigos numa esplanada a falar de tudo menos daquilo que não se quer. O fado, aquele triste, sozinho e amargurado fado, passa a uma música com muito mais dinâmica, com muito mais movimento e calor, as cores esbatidas de uma tela a preto e branco passam a uma paleta de cores vivas, harmoniosas, brilhantes e até mesmo fantasiosas, os sonhos arrumados passam a vontades que se luta, e por fim a vontade de estar só, transforma-se numa necessidade incessante de pessoas, de muitas pessoas, sorrisos, gargalhadas e animação à beira de um rio sentados num banco de jardim. Ainda bem que chegaste calor, pois já sentia a falta daquilo que levaste contigo, da vitalidade dos dias de sol, da areia quente e do mar atractivo, das pessoas despreocupadas e dos amores mais dinâmicos. Assim senti o calor e logo vi que o que não quero é ficar em casa...

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