"A saudade que me revolta!"

 Sinto uma saudade tão grande no meu peito...
Uma saudade maior do que qualquer força que possa ter. Uma saudade que me faz querer... abraçar o desconhecido de tudo aquilo que um dia larguei em mim.
Sinto a falta de cada momento... 
Daquele firmamento em que me entregava a tudo o que sentia, em que descobria muito mais do que um mar de gente. Onde eu via... humanidade.
Às vezes tudo o que peço é para cair na insanidade.
 Na loucura de não ver a falsidade em que estamos, não sentir na pele os olhares inférteis de quem nos sorri -  com vontade de nos apunhalar.
Sinto saudades da simplicidade do cheiro a mar...
Das horas em que ficava em silêncio, em que acreditava num mundo melhor, em que me motivava para marcar a vida de alguém.
E agora vejo que tudo fica aquém, que tudo é tão irreal. Numa sociedade que fomenta o mal de olhar para os seus próprios interesses.
Se querem que seja sincero... 
Existe tantos mas tantos momentos que vejo que não pertenço aqui. Que não sei como um dia nasci... só para ver a desgraça em que caímos todos nós.
Mas... eu sei! Sei que não estamos sós, que não vemos só nós.
Que ainda há quem ame. Que ainda existe quem lute.
E no meio da desgraça dos pobres coitados que pensam que o dinheiro é tudo na vida....
Cada vez eu tenho mais a certeza que só posso ser mais humano...
Se me deixar de comportar como todos os outros.
Se deixar sair de mim aos poucos...
A vergonha de pertencer a uma sociedade que deixou um dia de ser...

Verdadeira!

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Comentários

  1. Que leitura maravilhosa em uma grande hola de neve de sentimentos! Eu simplesmente amei ler cada palavra, de imaginar cada sensação que lhe fiz criar inspiração para tal descrição.
    Muito bom; você está de parabéns!

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  2. Saudades daquilo que talvez nunca tenha me pertencido... Seu poema é "meu" ;-)

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