"Epopeia d'Amor"

Agarra-me…
O peito que se enlaça em possantes desejos,
Em ósculos que te outorgo - não entregando.
Arroja-me no teu âmago, em mistérios,
Repartidos nos dedos: nas mãos.
Ama-me…
Depois revolta-me, cobre-me,
Abraça-me e beija-me, a alma, a carne.
(Aquilo que sou - não conseguindo ser).
Envolve-me…
Agora, na hora em que brado,
Por mim, por ti, por nós,
Entre âncoras e anzois – que me seguram ao teu…
Íntimo.
Perde-me…
Encontrando-me, prendendo-me,
Nos teus braços envolventes,
Nos meus desejos dormentes,
Em entropias de sentimentos.
Depois silencia-me…
As palavras, as angústias,
As tormentas, os medos.
Apenas pernoita nos meus sentimentos,
Concebendo em mim o teu lugar…


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