Faz-me acreditar...

Sentia-a bem perto a mim, naquela tarde de fraco vento em que a praia se desenhava no meu olhar eu, desenhava cada traço do rosto dela, na areia fina tão confidente do seu ser, tão conhecedora das suas pisadas. Sentia-a, naquela certeza de tudo, naquela mão cheia de sonhos, de uma vontade incontrolável como a força do rio Tejo a embater contra um mar de vida. Sentia-a, na melodia que ecoava nos meus ouvidos percorrendo, o meu corpo, por pequenos filamentos de sentidos, de sentires despertos de quem lhe escrevia a alma, de quem lhe pintava nas cores vibrantes de um amor crescente, de uma espera impaciente. O dia foi passando mas há coisas que não passam e essas, essas são as mais verdadeiras, aquelas que dão sentido, sabor, vida, que dão-nos a certeza de que, as grandes paixões, são como chamas que nunca se apagam, são como distâncias que se encurtam. Hoje sentia-a bem perto porque, nunca será toda a estrada que me fará esquecer que o lugar, dela, é mesmo aqui, nesta terra, perto de mim...



Comentários

  1. ai...eu leio-te e não sei o que dizer. Quero-te ao pé de mim. Já.

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  2. Gosto sempre de te ler por aqui, adorei! :)

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  3. Olá André! É bom voltar à blogo ao fim de algum tempo e ao reencontrar-te, ver como tudo se mantém na perfeição de sempre! ^^

    O post está lindo, delicado e sensível. Que fiquem juntos por muitos e muitos 5 minutos :)

    Um forte abraço :3

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  4. Tens toda a razão, o amor aquece-nos a alma

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  5. Absolutamente lindo, o texto o sentimento que nele colocas, aquilo que despertas em cada um de nós! Fico encantada com a essa tua maneira tão subtil e perfeita de usares hipálages :)

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