Diário de Bordo - Dia 30/10/12
Debruçavas
o teu ser na minha alma, ficamos tempos sem tempo, horas sem ponteiros,
momentos vividos, agarrados no frio de uma tarde de Outono. O sangue corria de
forma desenfreada, naquela tarde gelada, em dois corações quentes. Segredando-te
ao ouvido confessava cada recanto do meu ser, cada sentimento sentido em ti
erigido, num sonho de criança, numa vontade de homem. Sorrindo desvias-te o teu
olhar em direcção ao mar e, naquele areal, permanecemos como dois intempestuosos
seres, libertos de amarras, libertos da noção de certo e de errado. O cheiro
da tua pele permaneceu no meu imaginário, o toque, a suavidade de um bailado de
dedos que percorriam o corpo, que abraçavam a vontade que era maior que os homens,
inexplicável ao olhar de tanta gente. As tuas palavras ficaram tatuadas no meu
ser, neste caderno em que escrevo as memórias de uma vida, o que realmente é
importante neste caminho seguido a dois. Em palavras baixas disse-te que foi
no risco que nos cruzamos e é sempre, nesse risco, que formamos um futuro
convicto de vontades, explorador de um amanhã. Não sou nem nunca fui de pensar
no que acontecerá no dia seguinte, como sempre acreditei, como sempre defendi,
quero viver hoje mesmo, agora, neste instante. Sou jovem demais para pensar no
amanhã e sou tão efémero para não aproveitar hoje pensando que, futuramente, terei tempo para dizer, para agarrar, para lutar pelo que quero. Hoje unimo-nos,
naquele lugar, debruçados naquele mar, hoje somos apenas mais uma fantasia de
um amor que desconhecia mesmo antes de te amar...

Lindo!!
ResponderEliminarPatrícia*
ps: “eu tentei ser normal mas não gostei” … ahaha adoro ;)) “be different” ;))
:))
ResponderEliminarBom mesmo é passar por aqui... Todos os dias enchemos o coração!
ResponderEliminarBeijinho