A minha forma de te amar...

Tirem-me o Outono, as folhas que caem no chão,
Tirem-me o ar ou até mesmo a razão,
Tirem-me as estradas, os atalhos, as seguranças,
Tirem-me a fortuna, escondam-me as esperanças.
Tirem-me os sapatos, ando de pés descalços,
Tirem-me tudo, façam-me enfrentar percalços,
Tirem-me os dedos, os anéis, os valores,
Tirem-me aqueles efémeros sabores.
Tirem-me a seriedade, eu serei criança,
Tirem-me tudo até mesmo a bonança,
Tirem-me  a água, eu aprenderei a viver,
Tirem-me tudo o que esteja por viver.
Tirem-me a orientação e mostro-te o meu lutar,
Tirem-me o chão, eu seguirei a minha noção,
Tirem-me tudo, tudo o que não me faz estar,

Tirem-me a vida mas nunca esta minha forma de te amar...


“O que sentes? Borboletas...”


Comentários

  1. É exatamente nesta capacidade de sentir borboletas que a vida se torna mais do que é. Mais uma vez o sentir faz toda a diferença, e quem sente assim.... não é gago;)
    beijinho

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  2. Uma forma de amar sem dúvida alguma especial! Mais uma vez surpreendeste-me com as tuas palavras :)

    um beijinho*

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  3. Sinceramente não sei, escrevi-o à dois dias se não me engano. Aproveito e agradeço pelos comentários que vais deixando no meu cantinho, é sempre bom receber alguém como tu :)

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  4. Belíssimo! É d'esta forma de amar que o mundo precisa.

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  5. Que nunca te tirem nem percas essa tua forma de amar mesmo. Essas borboletas são o sinal que todos precisavamos para saber que a vida é boa. :)
    Um beijinho

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  6. *_* que liiiiiiiiiiiiindo!!! Estou emocionado aqui!!! Palavras comovedoras e tocantes!

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