Acreditar...
Por momentos era apenas uma sensação diferente das demais. Acordei com um brilho no olhar há muito tempo não
sentido, uma sede de vida que me levava para o varandim daquela casa em que
me sentei a admirar toda aquela vista. O sol hoje tivera chegado bem cedo e, a
minha insónia matinal, arrastou o meu corpo pelo jardim circundante. Era apenas
mais um dia, mas um dia diferente, um dia em que o rumo parecia bem definido
nas linhas do meu projectar, em que o sentimento que tivera posto à prova se
revelava bem mais forte do que eu alguma vez pensara. Olhando fixamente para um
bailado de pássaros livres pensei em juntar-me àquele contemplar de vida, àquela
estranha forma de viver em que o coração dita o rumo de uma história escrita
apenas pela nossa vontade. Sorri, por momento esqueci-me de tudo, parecia que a
história começara a ser escrita ali mesmo, sem um passado que faz prender e sem reflectir demais num futuro. O que, apenas, contava era o dia, aquele dia diferente
e isso, isso, fazia com que a garra se apoderasse de todo aquele momento
formando um guerreiro de batalhas travadas e outras por travar. Corri um pouco,
a energia que o meu corpo percorrera pedia para ser libertada entre passos acelerados
e pequenas corridas pelas sombras das árvores. Hoje, hoje sentia vida em mim,
uma vida tal, que me mostrava o significado de tudo isto, o significado de eu
esperar pelo verdadeiro, fomentando e procurando, aquele momento certo, aquele
que não é mais do que o colmatar das acções e dos sonhos que vamos tendo. Em silêncio
falei tanto, em voz baixa confessei todos os meus sonhos ao confidente de
sempre, àquele rio que me conhecia desde criança. Criança que fui, homem que
hoje sou, contínuo sonhador, mas esse sonhar pertence-me, é parte integrante de
mim, parte da alma que tenho e destas letras em que me perco para me encontrar
em mim mesmo. Se um dia pudesse escrever toda esta minha vida, toda esta minha
luta, todo este meu sorrir, escrevia tudo apenas numa só palavra, numa palavra
que diz tanto, Amor...

Não há tempo que não chegue,
momento que não se crie, sentimento que não se sinta e um amor que nos molda a
alma. Sejam felizes...
"é parte integrante de mim, parte da alma que tenho e destas letras em que me perco para me encontrar em mim mesmo."
ResponderEliminarAcho que não é preciso dizer mais nada.
É exactamente isso que sinto.
A palavra Amor é o teu nome do meio.
Vive. Ama. E não vivas sem amor. Faz do amor a tua vida. E só assim serás feliz, como tanto desejas que os outros sejam.
Um beijo.
Obrigado por um texto tão maravilhoso e tão presente em mim no dia em que regresso à blogesfera. *
Concordo com o comentário anterior! E este teu texto, está lindo!
ResponderEliminarUm beijo*
tu és amor. És UM amor :))
ResponderEliminarO teu post pode resumir-se à conhecida expressão latina "Carpe diem", uma vez que tu sabes aproveitar o teu dia e principalmente a tua vida com aquele sentimento que o ser humano há tanto esqueceu que existia: o Amor!
ResponderEliminarUm beijinho :)
Hoje corri também e, apesar de ter sido um sentimento tao bom quanto o tempo, também este texto poderia ser meu. Amor, amor...Tão poucos sabem como o sentir. Parabens*
ResponderEliminarComigo está tudo em ordem e, como tu, espero que por ai tbm. eheh
Um beijinho
como sempre, encantei-me e refleti com cada palavra que desse texto surge. está lindo, beijinho *
ResponderEliminarr: muito obrigada, do fundo do coração!
ResponderEliminarApaixono-me todos os dias pelas tuas palavras! Sempre diferentes mas fazem-me acreditar todos os dias, fazem-me sorrir! Adoroo!!
ResponderEliminarBeijinhoo *