Amor, aquele que um dia aprendeste a sentir...

Sou folha rasgada de uma história que eu próprio escrevi, sou o conto que uma criança lê sempre que procura um sono descansado, repleto de sonhos que o guiem por noite adentro numa aventura que é esta vida, esta forma de sentir. Mergulho no que de mim há de melhor, procuro o amor sem o procurar, vivo os sentimentos mesmo sem os querer forçar, suave e naturalmente como eles são, como sempre irão ser. Procuro olhares e acabo por viver de sorrisos, não acredito nas superficialidades mas sim torno-me explorador do que temos em nós, do que nos distingue de tudo, aquilo que é a nossa alma, a nova verdadeira e única forma de vivermos e de acreditarmos num futuro que pretendemos que seja feliz. Os caminhos a mim não me assustam, sei que percorro por noites geladas nas horas perdidas, nos segundos esquecidos, caminho nos dias quentes de uma primavera cheia de cor, e acima disso sei que por mais que sejam as quedas, os erros, as vontades de voltar atrás irei ter força para continuar a construir este meu imaginário de sonhos, tão real, tão lutado. Tudo em mim se altera, tudo em mim se reinventa sempre que o amor tem esse poder sobre o meu coração, sobre toda esta minha vida. Não sei o que me prende a este coração, a esta terra, a este sentimento maior do que eu, maior do que esta minha alma que procura um final feliz. Vivo daqueles pequenos instantes em que os sonhos parecem tão reais, tão vividos agarrados as mãos de crianças, aquelas mãos que ainda não conhecem o sofrer de um amor caído por terra, de um deslaçarar de tudo o que um dia quis ser mais do que uma paixão, quis ser o amor de uma vida. Não sou sonhador de mais, mas não me consigo agarrar a esta falta de sentimento, a este materialismo onde os amores são esquecidos em viagens e até mesmo em simples materiais desprovidos de tudo, repletos de um vazio que não quero sentir. Sou capaz de percorrer o mundo, de sonhar, de acreditar nestes sonhos, movo-me de amor e quando este faltar saberei que estou perante o meu fim, o fim deste corpo que ainda me segura as vontades e me faz caminhar em direcção ao que de tão verdadeiro um dia vivi. Amanhã saberei que não será igual a hoje, sei que caminharei mais uns passos, podem ser poucos, mas passo a passo, dia a dia irei chegar aquilo que sempre quis, aquele sitio onde estás tu...

Comentários

  1. Obrigada... eu adoro o teu blog e leio sempre que posso :)
    Vou apagar aquele texto, porque de momento já não faz mais sentido. De qualquer modo obrigada.

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  2. Muito obrigada, mesmo :)
    Bem, deixa-me que te diga, este post está lindo, muito lindo mesmo, até agora dos teus textos que li este foi o melhor sem dúvida. Está maravilhoso, e transmitiu-me a sua ideia. Epá , lindo mesmo, gostei muito.

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