"Aquele amor que nos salva e nos mata (ao mesmo tempo)"

Procuro em ti um pouco de mim...
De tudo aquilo que um dia fui quando te amei o corpo, quanto te amei o coração.
E dói-me que tenhas ido...
Que me tenhas esquecido nesta cama evacua, nestas vozes que me cingem,
Que empurram o que subsiste de mim... contra a solidão desta inexistência sem fim.
Eu e tu já fomos muito mais do que tudo.
Mais do que o mundo que nos roubava o sorriso, do que aquele destino que nos lacerava o peito em pedaços repletos de medo.
Já fomos o desassossego, espectros de uma paixão que renasceu,
Que nos ofereceu o instinto mais selvagem que alguma vez pudemos os dois conhecer.
E eu indago ainda por ti...
Mesmo a sofrer... insisto que não posso esquecer tudo aquilo que és,
Tudo o que me concedeste em cada palavra que me plenificava o âmago e me extorquia a tormenta, 
Que enfrentava cada descoberta... de um desconhecido que não nos prendia os passos.
E eu continuo a procurar-te...
Em qualquer parte em que a vida seja vivida no expoente de um beijo,
Na epinefrina de um desejo, de uma simples promessa...
De que o amor pode salvar-nos e ao mesmo tempo...
Ser capaz de nos matar (por dentro).

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