"Guardo em mim todas as dores do mundo."

Há momentos em que tudo o que peço é para ir... 
Partir desta dor que sinto no meu peito, esquecer todo este negrume que vestiu a minha alma.
Caio na cama e deixo-me seduzir por cada lágrima que me escorre pelo rosto. 
Calado... guardo em mim todas as dores do mundo. 
Não sou mais do que os meus fantasmas, não sou menos do que os meus sonhos adiados e deixados para trás.
A força parece-me faltar... 
O sufoco é tanto e a liberdade de tudo aquilo que fui... vê-se dissipada no rosto de quem não me diz nada, ou então tão pouco...
Talvez o melhor mesmo seja partir. 
Ir neste sono que me apazigua as mazelas, ir nessa noite em que o dia se esqueça de começar.
Há momentos em que tudo o que mais queria era voltar a sorrir... 
Mas o sorriso permanece encerrado nesta prisão em que me encontro,
E por mais que tente me libertar dela. ela volta. Volta sempre.
Agarra-me. Sufoca-me.... Mata-me aos poucos!
Mesmo assim vou tentando seguir. 
Os pés falham. O coração falha. O pensamento só me traz ainda mais medo.
Fumo um cigarro.
Bebo mais um copo.
Debruço-me sobre os meus pesadelos.
E entrego-me, por fim, à loucura. 

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