"O Medo"

Talvez seja o medo... ou então aquele desassossego a invadir-me o peito. O meu corpo treme de desejo, na procura de um só beijo, de uma promessa que me faça acreditar em nós. 
Eu sei... 
Sei que não estamos sós, que somos a força de tudo aquilo que sentimos, de tudo o que vimos, de tudo o que confessamos. 
A verdade é que procuro por ti sem saber o que é encontrar-te; que sinto facas a trespassarem-me o peito, a mostrarem-me que sou tão imperfeito; que sou apenas... mais um.
E nada me agarra mais a este lugar do que tu... 
Do que este batimento que tenho no coração, do que a esta paixão que cresce dentro dos meus próprios sonhos, que se incendeia nos meus olhos - e me leva... a ti.
Confesso-te que não suporto a saudade que é não te sentir no meu corpo - saber que estás distante de tudo aquilo que é nosso, saber que te entregaste... ao destino.
Talvez seja esse medo que falo... o medo de deixarmos tudo aquilo que nos dá segurança, de conseguirmos libertar-nos do passado, de tudo o que a sociedade diz-nos ser... o mais certo.
Não sei o que escrever mais, ou então tento calar-me ao tanto que sinto - e mentir que está tudo bem.
A verdade é que quem escreve sente a duplicar, a triplicar ou até mesmo corre o risco de cair numa infinidade de multiplicações que parecem ser impossíveis de suportar. 
E eu sei que amo...
E que o amor dói, e dói mesmo - tornando-se capaz de nos tirar o sono, de nos rasgar a alma, de nos trespassar o próprio órgão que nos pulsa sangue para vivermos o coração.
Mas...
Quero que saibas que eu, apesar de te escrever, não me rasgo na morte - porque continuo a esperar-te... porque continuo a querer-te...

Talvez este seja o medo a apoderar-se de mim. Ou, então, talvez seja eu... a entregar-me ao medo...

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