"Doí amar(-te)"

Custa-me sentir a distância... as pontes que nos separam, as saudades que nos atravessam, os desejos que nos trespassam. Custa-me sentir a noite, a cama fria, o meu coração tão gelado - capaz de me fazer cair na ansiedade de te sentir nos meus braços.
Tanto muda... mas os verdadeiros amores vivem para sempre! Vivem no nosso peito e alimentam-se dos nossos pequenos grandes medos. Das nossas pequenas grandes vitórias.
Custa-me esperar-te... esperar por ti, enquanto me engano que vais entrar por aquela porta, 
Beijar-me os lábios e me dizeres que já não irás novamente ter de partir.
Custa-me ter de mentir... esconder por entre sorrisos que está tudo bem, olhar-me ao espelho e sentir-me despido de tudo, sentir-me na nudez deste sentimento (que sempre nos abraçou).
Mas eu espero... 
Espero como sempre te esperei, espero como sempre acreditei - desde o instante em que me olhaste, em que nos perdemos nos nossos próprios olhares, nas nossas próprias confissões.
E eu só quero que saibas que custa... que custa também amar, que custa lutar,
Que dói... esperar (-te)!
Custa-me esta falta que arde... bem dentro do meu peito, bem dentro deste meu coração que explode em gritos, que se perde em meandros de passados recentes, 
De fantasmas que tento abafar nos meus próprios gestos.
E eu quero-te...
Quero-te mesmo sabendo que somos e sempre seremos liberdade, que nascemos para voar, que nascemos para ser do mundo (mesmo que ele tantas vezes se esqueça o que é amor),
Mas custa-me...
E sempre custará. Não sentir-te na minha pele. Não aninhar-te nos meus braços.
Não amar-te corpo-a-corpo.
Vê... se voltas amanhã...













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