"Sempre que amamos... somos mais fortes que tudo"

Existem dias que parecem eternidades... um tempo que não passa, uma saudade que nos abraça,
E nos faz correr em direção às memórias que nos invadem o peito.
São nesses dias que vemos que amamos, que sentimos muito para além da distância,
Que queremos para lá de tudo aquilo que podemos tocar - que podemos ter.
A vida deixa-nos de rastos! Mostra-nos como o amor por vezes faz doer, que nos podemos magoar na espera - no tempo que não passa, na falta que só sabe aumentar.
É nessa altura que nos entregamos ao choro, que pedimos para que tudo mude - para que os rios e os mares deixem de afastar dois corpos, deixem de separar dois lábios, quebrem com todas as barreiras que teimam em existir.
Dói sentir saudades, a falta que arde no peito, cada ferida que jamais irá sarar.
Dói amar... amar muito para além do toque (que temos de esperar), muito para além da presença,
De uma cama repleta de calor, de uma casa que espera sempre por nós.
Existem dias em que parecemos tão sós, tão vazios, tão despidos de tudo e cobertos de um manto de solidão, de um manto de desilusão.
Sem os dois... tudo parece mais vazio, tudo parece não ter cor. Não ter sentido. Não ter... vida.
Dói querer viver mais e saber que não é permitido. Saber que a espera é tanta. Saber que o destino nem sempre se lembra... de nós.
Mas espera-se... espera-se porque ainda se acredita que tudo mudará, que a saudade acabará naquele momento, naquele simples instante - em que o mundo se encurta, em que os braços se enlaçam, em que as promessas passam a ser cumpridas.
E aí amamos, amamos muito mais do que um dia sentimos a falta. Amamos com todo o coração - com toda a verdade que temos no nosso peito, com toda a certeza que temos no nosso olhar.
Existem noites que parecem não querer passar... dias que parecem eternidades.
Mas, enquanto, formos verdade...
Seremos mais fortes que tudo. Seremos mais indestrutíveis que o mundo.
Seremos amor.
Aquele amor que ficará para sempre... em nós. 
 


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