"O amor sempre foi quem me despiu..."

Envolves-te o teu corpo no meu, a tua pele na minha,
Nesse instante era o bater de um coração vivo de amor, 
De um olhar que se perdia em juras,
Em verdadeiros desejos de viver contigo... um sonho.
Pensei sonhar, sonhar para além da minha própria vida,
Das horas em que pedia um pedaço de ti, em que pedia somente... 
Um abraço.
O amor sempre foi quem me despiu, 
Quem me iludiu na vontade de ser mais,
De largar o medo e enfrentar o meu próprio passado, 
De me reavivar... em segredos.
Esperei tanto tempo por ti...
Tanto tempo num tempo que nem sempre se lembra de nós,
Que nos larga num destino esquecido de sentimento, 
Esquecido de tudo. Cheio... de nada.
Envolveste o teu corpo no meu, naquela noite em que fomos um,
Em que os suspiros silenciaram-se,
Em que as nossas almas se amaram - muito para lá da carne.
Ergui-me de tudo o que nunca fui,
Das palavras que guardava em mim, que escondia do mundo,
Sendo apenas um coração morto, 
Um sonho que voava para longe... de quem era.
Rompeste com esse fim, e foste sempre tu que eu esperei,
Quem eu pedia nas noites vazias, 
No que fingia ser e não era, no que fingia ter e não tinha.
No amor que não sentia ao não sentir-te... no meu peito.


Comentários

  1. Exatamente a minha alma despida!

    É impressionante como escreve o sentimento de muitos dos comuns mortais!

    Abraço

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