"Às vezes custa-me amar-te..."

Às vezes custa-me amar-te, custa tanto sentir-te... dentro de mim, dentro do meu peito.
O amor que sinto por ti dói-me, mas dói de uma forma tão verdadeira, de uma forma que me faz sorrir, que me faz querer mais, desejar um minuto mais - envoltos em beijos apaixonados, em corpos desejosos de paixão. Numa cama. No chão.
Às vezes dói-me amar-te, querer ter-te em cada instante, na liberdade de tudo o que somos, nas escolhas que tomamos, nas promessas que deixamos por fazer - para vivermos tudo o que sabemos... dar.
Dói-me. Dói-me sempre que não te posso dar o que precisas, ou então de não ser maior do que aquilo que sou, do que este homem que é tão incompleto mas... que te ama: por inteiro.
Ás vezes amar-te custa, custa porque sei que mereces tudo, que mereces o melhor que tenho em mim, o melhor que sei que posso dar-te, que posso entregar-te sem qualquer resistência, sem qualquer barreira ou sem qualquer medo.
Amor... às vezes dói-me amar-te, amar tudo o que és, o ser incrível que me fez descobrir a felicidade, um futuro que antes era tão sonhado e que agora... eu vivo em cada respiração do meu corpo.
Às vezes custa-me amar-te, sentir-te em mim como pedaço do meu corpo, sentir-te nos meus braços, nas minhas pernas e nos meus olhos. 
Dói-me, e dói-me porque te sinto, porque te vivo, porque sou teu, 
Mesmo sendo meu. Mesmo sendo... nosso.
Às vezes custa-me amar-te... porque amo-te para além do que sou.


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