"O meu coração... só vive ao amar-te."

Sento-me a beber o café frio que tivera preparado horas antes,
Hoje o meu corpo não quer reagir à saudade que sinto de ti.
Sinto-me cansado!
Cansado de ver passar estas horas em que não te tenho,
Em que espero que voltes para os meus braços e que bombeies o meu coração.
Talvez seja o sabor forte deste café que me faz sentir-te mais perto,
Mais perto daquilo que não sou - ao não sentir a tua respiração no meu pescoço.
Sinto-me despido... por mais roupa que possa cobrir a minha pele,
Sinto a vulnerabilidade deste humano que sou, de tantos sonhos que sonho,
Pedindo, somente, para os viver: a teu lado.
Só consigo ver o mar ao fundo desta janela e o silêncio da minha voz,
Dissipa-se na música que emana de um antigo leitor de discos 
(que comprei com as últimas economias que tivera poupado).
Talvez seja a hora de voltares... ou então de eu partir para o sitio em que estás,
De largar esta saudade que se apodera da minha carne,
Que enche o meu coração de vontade e... de ser bem maior que o medo.
Só te peço que esperes, que esperes como eu te espero todos os dias,
Desde que acordo... até à hora em que me deito e cheiro o teu lenço que guardo
(naquela gaveta bem junto à minha cama).

Por favor... se puderes vem abraçar-me. Ama-me e nada digas,
O meu corpo pertence-me, o meu destino entreguei nas tuas mãos e
O meu coração... só vive ao amar-te.


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