"Entra!"

Entra!
A porta está aberta e eu estou aqui deitado,
Nesta cama em que me deito na saudade,
Em que procuro por ti... na minha insanidade.
Entra... não batas à porta e segura o meu corpo.
Sente o bater deste meu sentimento louco,
Que se escreve em paixão, 
Num mar de vontade.
Rasga-me o tempo em que espero,
Faz do meu olhar o teu alimento,
Seduz-me.
Envolve-me.
Ama-me!
Faz-me ser teu para além da eternidade.
Depois não vás... fica no meu abraço,
No compasso em que descompassamos de amor,
Em que somos sonhadores.
Entra!
Entra para ficares.


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