"Dá-me um pouco mais de amor..."

"Apenas dá-me um pouco mais de amor", dizias-me tu, com as lágrimas a caírem.
E eu fingia que estava tudo bem, que aguentaria tudo e que juntos seríamos eternos.
Ainda acredito nisso, e sempre acreditarei. Mas nunca te quis ferir.
O peito. A alma. O coração.
As promessas vão e voltem (muitas vezes já te prometi o mundo mesmo sem conseguir tê-lo),
Mas todas as palavras que solto são tudo o que eu gostava um dia de te dar.
Não são palavras vãs, não! O meu coração sente, e sente muito,
E apenas te digo o que ele me diz. Eu confio no meu coração. 
Foi sempre ele que me guiou.

Por vezes os passos podem custar mais a ser dados, ou então caem no esquecimento,
Mas nunca, nunca nesta vida me esqueço deste amor que me faz viver,
Deste sentimento que rompe o meu peito e me faz procurar por ti
(nas horas tardias de uma noite em que sinto saudades do teu cheiro).
Desculpa.
Desculpa-me por vezes não ser maior do que tudo o que sou,
Não conseguir dar o que prometo - acreditando poder dar-te um tanto mais.

Hoje só quero que venhas, que te enlaces em mim, que esqueçamos tudo,
Que vivamos o segundo - como se fosse o ultimo momento da nossa vida.

"Vem, e dá-me apenas um pouco mais de ti". Encosta os teus lábios nos meus,
Pega-me na mão e abraça todo o meu «eu» que anseia por ti.


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