"Ouve-me..."

Apenas ouve-me... e nada mais digas. Apenas olha-me.
A espera desespera-me! Esperar-te horas sem fio, para que te sinta em mim,
Nestes meus braços feitos de carne - no sangue que grita: de vontade.
Ouve-me... apenas escuta o meu respirar, o bater deste meu peito,
Que chora a saudade que sinto do teu abraço, num tempo em que somos um só,
No segredo do nosso sonho: tão real.
Apenas ouve-me... e não partas sem dizer-me adeus,
Ficarei eternamente a teu lado, nos bons e nos maus momentos mas...

Por favor... ouve-me!

Segura a minha mão e diz-me que seremos imortais,
Fortes vendavais que se enlaçam na vontade de viver,
De ser bem mais que a morte que nos matará o corpo,
Que fará de nós esquecimento - na lembrança que teremos sempre...
Um do outro.
Apenas ouve-me... e fica a meu lado esta noite,
Envoltos no sonho que sonhamos e que vivemos,
Para recordarmos para sempre, num sempre que ficará,
Em tudo o que somos e em tudo o que damos
Dando-nos um ou outro - verdadeiramente.
Fortemente.
Ardentemente...

Ouve-me...


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