"Foram naquelas horas..."

Foram naquelas mãos geladas, nas palavras caladas e nos olhares que falavam,
Foram nos segundos em que nos despíamos de medos, 
Em que confessávamos os nossos mais secretos segredos...
Que eu entreguei-me... a ti - sem temer o desconhecido que em ti via.
Os dias passavam e a paixão crescia, numa alma vazia que fazia parte de mim,
Num principio de fim em que debruçava o meu ser (no escuro da noite).
Foi naquele sorriso que envolvi o meu abraço, em que perdi a noção do espaço,
Em que fui eu pela primeira vez, em que fui livre - amando um outro alguém.
Foram nas conversas em que partilhávamos sonhos de crianças, 
Em que rasgávamos as más lembranças, que amei cada pormenor do teu corpo,
Em que amei a tua alma como pedaço da minha - como metade deste meu coração.
Foi em ti que descobri a paixão, que passei a acreditar na eternidade do sentimento,
Que passei a ser completo - em tudo o que me tornei, na forma como aprendi a amar.
Foram naquelas horas em que perdia a noção de tempo, em que passei pontes e muros,
Onde rompi com falsos mundos, caindo no teu peito tão verdadeiro,
No meu sonho mais aventureiro - de amar alguém: por completo.


Comentários

  1. André, não tenho palavras... este poema está escrito com uma beleza que eleva a palavra Amor à pureza do sentimento.

    Obrigada por escrever (descrever) o interior da alma.

    Abraço
    Luisa

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