"Abraça-me..."

Abraça-te em mim, no meu peito,
Naquele que te entrego sem demoras,
Sem medos e receios – em temores que não desfruto.
Envolve-te nos meus braços. Fica comigo… esta noite,
No frio que não nos invade, no calor que partilhamos,
Em beijos rasgados e promessas vorazes
(Capazes de nos tornar eternos, apenas, os dois...).

Abraça-te em mim, neste homem que te ama,
Amando cada pedaço de ti, cada olhar vivido,
Repartido em batimentos cardíacos
(Bombeados pelo sentimento: que construímos).
Abraça-te…
Entrelaça-te e embaraça-te,
Naquilo que te dou,
Em tudo o que sou e que aprendi… contigo.

Abraça-te em mim…
Que o resto do mundo fique lá fora,
Na demora que gastamos em momentos vividos,
Em horas agarradas, nas palavras sussurradas,
Nos beijos que te dou – sendo teu, sendo nosso.
E…
Permanece nos meus braços,
Muito para além da morte, do padecer dos nossos corpos,
Porque os corpos são meros complementos,
Para duas almas que se completam. Em amor…




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