"Prometo nada prometer-te"

Prometo nada prometer-te, ser apenas quem te ama,
Amar-te como quem te quer e... querer-te,
Com todo o meu sentimento.
Prometo também falhar, errar como comum mortal,
Sair, esvoaçar e voltar – para o teu abraço, para o nosso amor.
Prometo nada jurar, nada te outorgar, dando tudo o que tiver,
No peito, no sonho… no meu olhar.
Prometo quebrar nos dias em que saudade vier,
Em que o meu corpo estremecer e eu tombar na carência de ti.
Prometo não ser um fim, ou então um novo começar,
Um luar (em que nos entregamos ao prazer da carne.).
Prometo não prometer…
A eternidade,
A imortalidade,
A intemporalidade!
Desprometo, então, não magoar, ser perfeito,
O teu eleito – ser um poço de virtudes.

Apenas não te prometo nada, não te declaro dar o que não sei,
Não digo ser o que não serei,
Apenas te amarei… Prometendo não prometer…
What lonely feels like

Comentários

  1. Boa noite André,
    Sinceramente ... surpreendente a sua sensibilidade.
    Estou encantada como me consegue fazer planar com os seus textos/poemas...
    Seja sempre ... rico assim!

    Noite feliz.
    Abraço

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    Respostas
    1. Muito obrigado por todas as palavras e por todo o carinho.

      Um abraço e boa noite :)

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  2. Amo-te. <3 Eternamente...

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  3. Belíssimo texto! Cheio daquela ternura verdadeira de quem nunca quer magoar e ao mesmo tempo com o cuidado de ver-se humano!!

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